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Rota pela Arrábida, com Giulia Quadrifoglio

Rota pela Arrábida, com Giulia Quadrifoglio
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“A Fuga perfeita” 

Parece o título de em filme, de um enredo espetacular cheio de ação, mas a tarefa aqui é outra, e bem mais simples: uma “fuga” da nossa rotina, um virar as costas aos nossos problemas, nem que seja por breves instantes.

Por vezes, essa fuga é fácil, e hoje vamos falar de um desses casos, com um plano que podem fazer pela Arrábida, uma verdadeira “gema”, com muito ainda por explorar, dona de uma beleza única, de fácil alcance, estando a menos de 1 hora de Lisboa. Para esta bela fuga, escolhemos um belo automóvel, que consegue assumir várias facetas, tal como os nossos dias, ora mais calmos, ora mais agitados. Falamos claramente do Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio, porque se é para viajar, é sempre melhor fazê-lo em boa companhia.

E uma coisa tem de ser esclarecida antes de continuarmos: quando se fala em Arrábida, não se fala apenas na “Serra da Arrábida”, mas sim no Parque Natural da Arrábida, bem como os locais envolventes, que também eles estão cheios de segredos e motivos para serem visitados.

 

“Um pouco de história”

Para já, começamos com a visita a um monumento nacional. O Castelo de Palmela mostra-se imponente bem no cimo da colina, no ponto mais alto da vila de Palmela.  Nessa posição mais elevada encontramos ainda uma torre de menagem que nos permite uma vista, que em dias limpos, permite apreciar toda a paisagem até Lisboa e mais além, a 360º.

Este castelo, que foi conquistado por D. Afonso Henriques aos Islâmicos, em 1147, tendo sido definitivamente recuperado por D. Sancho I em 1443, tornando-se Sede da Ordem de Santiago até 1834.

No seu interior pode ser ainda encontrado o antigo Convento da Ordem de Santiago (agora Pousada), e as ruínas da Igreja de Santa Maria.

Esta história faz-nos também recordar a da marca do Automóvel que trazemos connosco. A Alfa Romeo conta com 108 anos de idade. Essa história “escreve-se” desde que Ugo Stella adquiriu o que restava da Società Italiana Automobili Darraq, aproveitando essas instalações para a criação da Anonima Lombarda Fabbrica Automobili, acrónimo de A.L.F.A.

O resto é pura história, seja na estrada com modelos icónicos e revolucionários, ou nas pistas de corrida, onde chegou mesmo a ajudar na criação da Ferrari. Estas duas marcas estarão sempre de mãos dadas, como estiveram na criação desde Giulia “especial”, mas disso falaremos mais à frente.

Continuando viagem, Palmela pode ainda ser o local ideal para comprar queijos ou vinhos típicos da região, de forma a recordar esta fuga, com a promessa de regressar em breve.

“A história dá-me fome…”

Quando se pensa em almoçar nesta região, é normal a associação ao mar, e aí existem duas especialidades, seja a mais saudável, na opção de peixe grelhado, ou uma opção mais “pecaminosa”, na forma de Choco Frito. Para isso, o melhor é rumar a Setúbal, uma das portas para entrar na Serra da Arrábida, uma cidade totalmente desenvolvida com mais de 118.000 habitantes. Aqui vão encontrar de tudo, desde o restaurante mais cuidado, ao mais típico, onde podemos experimentar a verdadeira essência desta cidade muito ligada ao mar.

Nos dois casos, deverá encontrar a qualidade que procura.

 

“Então e agora?”

Agora é muito simples. A “entrada para o paraíso” encontra-se no fundo da Avenida Luísa Todi, uma das saídas da cidade, que nos leva para o cerne da natureza, num caminho serpenteante, que faz com que qualquer um que goste de conduzir se sinta realizado (se comparado com as estradas que encontramos num bom raio de quilómetros). A juntar-se a isso, a beleza começa a mostrar-se, seja na cor clara do mar, ou na própria forma da serra, prometendo que daqui para a frente será sempre a melhorar…

Amigo condutor que está a ler isto, pedimos sempre precaução, porque a Arrábida começa a ser cada vez menos um segredo bem escondido. Por isso é normal um maior movimento comparado com há alguns anos atrás, não como numa cidade, mas o que queremos dizer é que não está sozinho. Isso, no meu caso, foi ainda mais complicado, porque ter um Giulia Quadrifoglio aqui, com os seus 510cv e um chassi impecável, torna-se mais difícil não cair em tentação.

A Serra divide-se em dois caminhos, como nos contos, com a vantagem de que aqui ambos os caminhos são bons: pode seguir pela Figueirinha, a zona mais baixa junto ao mar, ou então subir pela “Rampa” e levá-lo até ao topo. Aconselhamos a segunda.

Esta “rampa” é onde foi e é feita a “Rampa da Arrábida”, um traçado exigente, que a meio, numa longa curva à direita, conta com a antiga Sétima Bataria do Regimento de Artilharia da Costa do Outão, unidade de defesa do exército que deixou de ser utilizada em 1998, mas que oferece uma vista incrível sobre o Atlântico. A sua entrada é supostamente proibida, ainda que existam constantemente muitos turistas. Aqui, a entrada é por sua conta e risco.

Entrou? Gostou? Pois claro que sim.
Não o fez? Ok, continuamos a subir.

Estas curvas, perdoem-me, são muito melhores neste meu carro que conduzo. Atenção, são sempre boas, mas aqui o motor V6 de 510cv (que Ferrari não confirma, mas também não desmente que ajudou a projetar) faz impulsionar este Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio sem qualquer tipo de esforço. A tração traseira tira o peso ao eixo dianteiro e faz com que a frente insira muito bem em curva, com a caixa automática a fazer uma coisa que os italianos fazem muito bem: orquestrar grandes conjuntos, como aquele que está debaixo do capot em carbono desta nossa apaixonante máquina vermelha.

Cá de cima, são muitos os miradouros à disposição, com vistas para o Oceano, ou para a extensa planície até se perder de vista. Aproveite e tire umas fotos, seja aqui, seja mais abaixo, nas praias (algumas de acesso mais complicado), ou no Portinho da Arrábida, um local onde conseguimos apreciar a beleza invulgar deste lugar.

 

“A tarde é sinónimo de doces”

Se lhe apetecer lanchar com vista para a praia, a Praia da Figueirinha pode ser uma opção, mas se, como nós, gosta mais de explorar e provar doces regionais, Azeitão é o caminho certo a tomar, basta só seguir o serpentear do asfalto da serra para ir lá ter, e chegando lá, provar as saborosas Tortas de Azeitão.

Estes “rolinhos” feitos à base de ovo são um dos ícones desta região, surgindo de uma receita familiar do início do século XIX. Aqui é como o almoço, se preferir tem locais mais requintados, mas se quiser o original tem de ir até à pastelaria “O Cego”, na qual a esposa e filha do fundador criaram a receita original deste doce.

Se não for do seu agrado, e preferir algo menos calórico, prove os ‘Esses’, que também marcaram o início desta família na doçaria regional.

“Jantar, e talvez ficar…”

O final de um dia em cheio, merece um momento especial. Para isso, saindo da serra e usando-a como pano de fundo, encontramos o Hotel Casa Palmela, um hotel de charme, único na região. A Casa do Palácio, onde se situa o Hotel, é datada do século XVII. Este local, cheio de histórias para contar, foi criado inicialmente para ser um colégio de jesuítas, função que desempenhou até estes serem expulsos do nosso país. Depois disso, muitas outras histórias passaram por estes corredores e na extensa propriedade da Quinta do Esteval, com uma vista privilegiada para a serra. Mas para descobrir todos esses segredos (ou grande parte deles), aconselhamos uma visita.

O local prima por uma beleza clássica, com uma fachada pombalina que é alcançada por uma entrada “triunfal”, feita por uma longa estrada entre vinhas e muros brancos até ao pátio principal, onde a simpática equipa do Casa Palmela nos espera.

O objetivo é jantar, já que o hotel conta com um restaurante de ementa cuidada e ingredientes frescos. Posicionado no cerne do hotel, a Casa Palmela aconselha a reservar, fator logo entendido mal chegamos, com o espaço a ser limitado, o que lhe dá a efetiva sensação de recato e conforto que quer transmitir. Um verdadeiro “exílio” para quem deseja fugir da confusão “lá de fora”.

Portanto Giulia, é altura de “piar baixinho…”

Ao chegar, somos levados a conhecer esta propriedade, com uma beleza que passa do exterior para o interior, onde se destaca uma grande e tipicamente clássica estátua, (uma das várias que encontramos ao logo do interior deste palácio) que pertencem à 3ª Duquesa de Palmela e 3º Condessa de Calhariz, Maria Luísa de Sousa Holstein. Os quartos primam por uma decoração de tons leves, e estão divididos em várias tipologias, sendo que muitos deles contam com objetos pessoais da família, peças com muitos anos de história e que não nos deixam esquecer onde estamos. Isso é também visível nos corredores, onde os azulejos que revestem a paredes e uma capela junto dos claustros nos relembram a origem deste local.

Fascinados por este local, decidimos que se cá vierem, o melhor é mesmo ficarem num dos 21 quartos, ou se vierem em família, numa das 3 diferentes Villas.

Merece a pena ver o nascer do dia neste local maravilhoso e poder deliciar-se sem restrições num jantar que junta os produtos frescos e inspirados na região, mas “reconstruídos” como nos explica o Chef de sala, Ricardo Teles, responsável pelo nosso atendimento:

“Por exemplo, o Bacalhau cozido a baixa temperatura com batata palha com tinta de choco, pode ser comido de duas formas, ou saboreando cada ingrediente, ou fazendo como o típico português, misturando tudo. É uma espécie de Bacalhau à Brás, mas numa receita reinventada.” O mesmo acontece com uma das sobremesas degustadas: Once Upon a Torta de Azeitão. “A torta aqui endireitou-se, é bem mais composta e adornada com folhas de chá verde e flores comestíveis.”

Uma coisa é certa, é uma cozinha reinventada, mas que satisfaz o paladar e deixa com vontade de provar o resto da lista. A dose é a ideal, e cumpriu a promessa de que iríamos ficar “sem fome” e prontos para seguir viagem.

 

“A Hora da despedida, custa menos com o Giulia”

Se muitas vezes deixar um local como este custa, o nosso Giulia Quadrifoglio é uma excelente ajuda para enfrentar esse momento complicado. O bom companheiro de viagem, que conseguiu assumir várias personagens, espera por nós. E as suas semelhanças com a nossa viagem são várias, seja a beleza das suas linhas que combina com a dos locais por onde passámos, seja pela calma das vilas ou da agressividade das estradas de montanha, ou do luxo e prestígio do Hotel Casa Palmela, que se evidencia no interior deste modelo, que também ele junta elementos como a suave e clássica pele, à fibra de carbono rude, vinda da competição.

Existe aqui uma aura que só os italianos sabem representar, juntamente com uma rapidez e eficácia que poucos igualam, num automóvel apaixonante que se juntou a um roteiro único, e que merece ser descoberto e redescoberto. Porque há sempre algo de novo para conhecer.

Se quiserem conhecer melhor o Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio, têm de ler o nosso teste completo a este modelo, feito em 2017. Para saberem mais sobre o Hotel Casa Palmela, ao qual desde já deixamos o nosso agradecimento pela simpatia e disponibilidade, devem ir até ao site, e fazer uma reserva. A experiência é única!

 

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!