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Dacia Sandero Stepway em teste com “nova face” e 110cv

Dacia Sandero Stepway em teste com “nova face” e 110cv
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“Mais do que apenas um automóvel barato”

 

O Dacia Sandero Stepway foi renovado e por isso regressou ao MotorO2, continuando a ser uma das propostas mais racionais para o cliente particular, que procura um automóvel competente, com um preço mais comedido, sem faltar nada do essencial. Aliás, a Dacia já não é o que era, como esta unidade em ensaio pode comprovar.

Como bem sabemos, Portugal não é um “país fácil” para comprarmos um automóvel. O seu “peso” no nosso orçamento é muito elevado, pelo que escolher um produto mais lógico é tarefa importante, e não é por acaso que a Dacia está nos lugares de topo das escolhas para o cliente particular.

Essa escolha torna-se mais fácil quando o produto passa a oferecer alguma emoção no seu desenho, sem ter de ser uma solução de recurso, como se tivesse um carimbo low-cost que ninguém gosta de exibir. Todos gostamos de parecer bem, não é verdade?

A Dacia sabe disso, e nesta geração do Sandero tornou o modelo bem mais desejável com o Stepway a elevar esse sentimento um pouco mais, ou não fosse uma versão crossover do modelo. Sim, são “só” plásticos e uma altura quatro centímetros mais elevada face ao solo, mas fazem a diferença na apreciação do cliente.

Para continuar esse caminho, conta agora com uma nova imagem de marca que, digamos de passagem, lhe favorece muito. No caso dos modelos, essa diferença é visível graças à nova grelha dianteira, onde se destaca o novo logo “Dacia Link”, graças ao D e C interligados, em linhas minimalistas.

Essa nova grelha e logo une-se com o nome da marca no portão da bagageira, para serem as únicas alterações num modelo que ainda não precisa de grandes revisões, já que foi lançado mesmo no final de 2020.

No exterior desta proposta de segmento B destacam-se os elementos em plástico negro que lhe dão um ar de aventureiro, as barras de tejadilho (que podem ser orientadas em duas posições), assim como as jantes de 16’’ polegadas diamantadas.



Passando para o interior, bem mais atrativo do que na anterior geração, encontramos elementos decorativos, num habitáculo onde os plásticos moles e macios não entraram, mas que apresenta uma montagem que deverá passar o teste do tempo. O espaço a bordo é decente e a ergonomia é correta, com os comandos a estarem nas posições esperadas, salvo o comando do inédito teto de abrir, que está posicionado na consola central, demasiado perto do comando do travão de estacionamento…

Como opcionais, esta unidade contava com dois Pack: o Safety, que inclui o sistema de ajuda ao estacionamento, dianteiro e traseiro, câmara de marcha-atrás e alerta de ângulo morto; e o Hands-Free, que para além do cartão mãos-livres, conta ainda com travão de estacionamento assistido (elétrico), banco do condutor regulável em altura e ainda a consola central com apoio de braço. Elementos que, em conjunto com o Sistema multimedia Media Nav de 8’’, com integração de smartphone, fazem com que falte muito pouco a esta proposta.

A bagageira com 328l está num bom patamar no seu segmento, embora não conte com o melhor acesso, já que é algo fundo. Para quem precisa de mais, a Dacia conta com o Jogger no seu plantel para ser uma das propostas mais espaçosas e acessíveis do mercado, como já testámos anteriormente.


 


Passando para a condução, a inclusão do motor TCe de 110cv traz uma maior vitalidade ao modelo, logo na ficha técnica, que demora menos 2s dos 0 aos 100km/h, com o consumo a ser ainda mais reduzido do que a versão de 90cv, ainda que muito ligeiramente.

Saltando para a prática, nota-se verdadeiramente o aumento de potência, com estes 110cv a serem mais do que suficientes para mexerem este utilitário, dando-lhe até alguma diversão extra à tarefa da condução, assim como uma melhor desenvoltura em autoestrada, na altura de ultrapassar, oferecendo boa disponibilidade e recuperações. A transmissão de seis velocidades conta com um escalonamento longo, que permite consumos bastante aceitáveis. Em mais de 400km, a média final foi de 6l/100km, sem muitos cuidados.

No final, o Dacia Sandero prova porque é um dos automóveis mais vendidos em Portugal. Por fora está mais atraente e não “fica a dever” nada a outras propostas; o interior oferece mais em equipamento, assim como é mais agradável à vista. O motor TCe de 110cv vale a pena pelo seu incremento de performances, sendo bem mais capaz para circular sem problema nenhum em autoestrada e com cinco passageiros a bordo. O preço desta unidade é de 21.800€ (18.000€ sem opcionais), já não tão “Low-cost” como era, mas justo para o que oferece, mais ainda tendo em conta o atual estado do mercado.

Para quem se contenta com menos equipamento (e potência), a gama Sandero Stepway está disponível desde 15.250€.

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Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!