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Já conduzi os novos Honda Jazz Hybrid e Crosstar Hybrid

Já conduzi os novos Honda Jazz Hybrid e Crosstar Hybrid
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“Consciência ambiental”

 

A Honda passa por uma importante altura: após o lançamento do CR-V Hybrid em 2019, lançou em 2020 o seu primeiro elétrico, o Honda e, que já ensaiámos e que é uma verdadeira montra tecnológica do que a marca japonesa consegue fazer. A sua vontade de electrificar a gama, fecha 2020 com mais duas novidades, a nova geração do Honda Jazz Hybrid e o Crosstar Hybrid, duas propostas de segmento B (que a Honda também diz que podem fazer uma “perninha” no segmento C) e que pretendem cativar um cliente mais jovem, mas também manter os mais fiéis amantes da marca.

Antes de começar, duas coisas. A Honda iniciou a sua aventura nos híbridos em 1999, com o lançamento do Insight, um pequeno coupé que aliava o motor a combustão a gasolina com um elétrico, com o elemento de destaque a ser a caixa manual. A marca mostrou desde o início dessa sua aventura que não queria que isto dos híbridos fosse algo aborrecido, algo que diz ter passado para estas duas novas propostas.



A segunda coisa que vos quero dizer, é que o Honda Jazz vendeu em Portugal qualquer coisa como 22.500 unidades desde 2002, ao longo das suas quatro gerações, mas mais impressionante que isso, 21.800 continuam ainda a circular pelas estradas do nosso país.

Um verdadeiro caso de fiabilidade, que muito provavelmente não terá rival.

Este momento é importante para a Honda, porque se trata de uma viragem num construtor que neste momento ocupa o 3º lugar de marca mundial mais vendida, com uma quota de mercado de 5,7% e que é a marca do TOP 5 que menos decresce neste atípico ano de 2020. Para a Honda, até 2030, dois terços dos modelos vendidos serão eletrificados. Isso será possível graças a uma gama que já no próximo ano será 100% electrificada, ou seja, todos os modelos terão uma variante mais ecológica.

Pois bem, comecemos pelo Honda Jazz. A marca fê-lo crescer uma vez mais, agora mede 4044mm (+14mm) num estilo que permanece evolutivo. No que toca a alterações de maior, para além da estética, a marca estreitou o Pilar A de forma a melhorar o campo de visão do condutor, que é agora de 90º, enquanto que na anterior geração era inferior a 70º.



E é a partir de dentro que se deve conhecer o Jazz, já que continua a ser um dos mais espaçosos da sua classe, contanto ainda com os Magic Seats, algo que vem desde a primeira geração. A bagageira de 298L (culpa das baterias), que pode chegar até aos 1200L, é outro dos seus bons valores. O habitáculo é sóbrio e ergonómico, com linhas simples e com o destaque a ir para o novo volante de dois braços, muito idêntico ao utilizado no Honda e, assim como um novo sistema multimedia. Algo que fico muito feliz de ver a bordo de um Honda!

No que toca a motor, apenas um, a junção entre o motor 1.5 i-VTEC com dois motores eléctricos, que lhe dão uma potência combinada de 109cv e um binário de 253Nm. Com isto, as emissões são de apenas 106g de CO2/km, enquanto o consumo é de 4,6L/100km. Algo que é possível baixar ainda mais, já que foi o meu desafio enquanto testei o Jazz pelas ruas de Lisboa.

Deixo-vos abaixo o resultado:

Sim, foi “espremido”, mas prova o que este modelo consegue fazer.
E não, não fiz reset nem aproveitei uma descida… foi em plano, com subidas e descidas, sem truques. Apenas poupança.

Quanto a preços, o Honda Jazz Hybrid pede 28.500€ pela única versão disponível, a Executive, que é também a mais equipada. O preço com campanha reduz para os 25.500€, enquanto os clientes Honda, se provarem que ainda são donos de um, conseguem um desconto de 4.000€ sobre o preço inicial, sem terem de entregar o seu “estimado amigo”.

Passando para o Crosstar Hybrid, é basicamente um Jazz com pinta de SUV, algo muito em voga e que leva uma grande fatia das vendas. Por fora destaca-se pelos flancos em preto, assim como barras de tejadilho, jantes específicas e uma dianteira diferente do Jazz. Os revestimentos interiores são específicos, mas tudo é igual em termos de motor e equipamento.



O preço deste é mais elevado, 31.500€, com a campanha reduz para os 28.500€, enquanto o mesmo desconto para os “fiéis” clientes da marca também estão aqui disponíveis. Ao contrário do Jazz que tem sete cores para escolher, o Crosstar tem apenas quatro, mas todas elas bi-tom, algo inédito na marca até agora.

O que os dois modelos têm é a garantia de 7 anos sem limite de quilómetros, que é nada mais nada menos, do que a mais extensa do mercado. Portanto, aqui estão as novas novidades da Honda, que vos trarei em breve, para um ensaio mais detalhado.

Mas em suma: o Jazz continua espaçoso e fácil de conduzir. Agora é mais poupado que nunca e traz consigo um “irmão” aventureiro, chamado de Crosstar.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!