Início Desporto Se um piloto de F1 estiver infectado com COVID-19, quem o substitui na sua equipa?

Se um piloto de F1 estiver infectado com COVID-19, quem o substitui na sua equipa?

Se um piloto de F1 estiver infectado com COVID-19, quem o substitui na sua equipa?
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“Jogo das cadeiras”

 

Ross Brawn foi bastante claro neste regresso “à normalidade” da F1, que se um piloto for testado positivo com COVID-19, a corrida irá continuar. Mas como?

 

Todas as equipas têm pilotos de reserva, mas quem são eles? Será que estão à altura mesmo após tanto tempo sem pilotar?

Geralmente, os pilotos de teste (ou terceiros pilotos) estão nas corridas, caso algo corra mal com algum dos pilotos titulares, seja um acidente ou até uma indisposição. Já aconteceu. Mas desta vez as coisas são um pouco diferentes.

No regresso da F1, vai existir uma espécie de “bolha”, onde o número de integrantes de uma equipa, e de todo o “circo” da F1 vai ser bem mais diminuto. Por isso há a possibilidade destes pilotos nem viajarem com a equipa, e estarem disponíveis para “voar” se necessário (e possível) para o GP desse fim de semana.

Mas a realidade já tem sido um pouco assim, já que muitos pilotos passam o fim de semana no simulador, a testar novas afinações para os carros, trabalhando em conjunto com a equipa que está na pista. Uma ajuda que tem sido muito importante, e que Esteban Ocon desempenhou o ano passado para a Mercedes F1 Team, enquanto esteve “sem assento” depois de ter saído da Racing Point.

 

Quais são os pilotos de cada equipa?

Começamos pela campeã Mercedes. Lewis Hamilton e Valtteri Bottas são os pilotos titulares, já Stoffel Vandoorne é o teceiro piloto para a equipa germânica. O piloto corre também pela equipa na Formula-E, que deverá “bater” com algumas corridas de F1. Se isso acontecer, está a postos Esteban Gutierrez, que está responsável pelas horas de simulador na fábrica da equipa. Ambos os pilotos correram na F1 até há bem pouco tempo, Vandoorne na McLaren e Gutierrez na Sauber.

Passando para a Ferrari encontramos um caso curioso. O terceiro piloto da marca italiana é Antonio Giovinazzi, piloto titular da Alfa Romeo, que está autorizado em caso de necessidade a “largar” a equipa para ocupar o lugar da Ferrari. De qualquer das formas, a Ferrari conta ainda com Pascal Wehrlein (ex-Sauber) para ocupar um dos lugares dos F1 vermelhos.

A Red Bull e Alpha Tauri são equipas independentes, mas muito próximas.

Tão próximas que o seu terceiro piloto é o mesmo: Sergio Sette Camara, um brasileiro que corre na Super Formula Japonesa. Um dos exemplos que, em caso de necessidade, por ter o acesso dificultado até ao continente europeu. Nesse caso, as equipas podem ter de vir a recorrer a Sebastian Buémi, que já foi piloto da Toro Rosso (atualmente Alpha Tauri).

Agora o exemplo mais “engraçado”: As equipas Mercedes.

As equipas Mercedes (McLaren, ainda que só em 2021 e Racing Point) contam com os mesmos pilotos de teste da Mercedes: Vandoorne e Gutierrez. Ou seja, se tudo falhar, a Mercedes (equipa oficial) tem prioridade, cabendo à McLaren e Racing Point arranjar um piloto disponível com “Super Licença” válida.

Nesse caso, Fernando Alonso é uma aposta válida, já que está ligado à McLaren através da sua equipa na IndyCar.

A Renault conta com Sergey Sirotkin, que também em caso especial dá uma ajuda à McLaren, já que a equipa ainda conta com motores da marca francesa. Para além disso, Nico Hulkenberg está ainda disponível, depois de ter sido descartado pela marca francesa, de forma a dar lugar a Esteban Ocon.



A Alfa Romeo tem a superestrela Polaca Robert Kubica, que no ano passado estava como piloto titular da Williams, e que pode assumir o lugar de Giovinazzi se tiver de ir dar uma “mãozinha” à Ferrari, contando ainda com Marcus Ericsson, caso as coisas corram muito mal.

Por último, a Haas conta com Louis Deletraz e o brasileiro Pietro Fittipaldi, enquanto a Williams, embora tenha motores Mercedes, conte com o seu piloto de reserva próprio, Jack Aitken, piloto da Formula 2.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!