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Conhecemos o passado, o presente e o futuro da SEAT e Cupra

Conhecemos o passado, o presente e o futuro da SEAT e Cupra
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“Uma tour cheia de novidades”

A SEAT atravessa uma altura de grande sucesso, tanto em Portugal como no resto da Europa, e por isso, como forma de agradecimento, iniciou a Seat & Cupra on Tour, que já passou por cidades como Liverpool, Oslo e agora, Lisboa.  Não foi bem Lisboa, mas sim Cascais, mais propriamente o Guincho, e nós não podemos faltar à festa!

Falar de Seat é falar de história, mas também de uma nova realidade, com a marca Cupra e com um futuro que promete, tirando partido de uma tecnologia ímpar como a que o grupo Volkswagen consegue oferecer. A lista do dia será longa, mas proveitosa.

Vamos conduzir fora de estada com um automóvel improvável, o Cupra Ateca, iremos conhecer os concept car mais recentes da marca com os seus responsáveis, e, de caminho, entrevistar o chefe de design da SEAT/Cupra, Alejandro Mesonero (que dedicámos uma segunda parte, que podem ler aqui). Por fim, e como sobremesa, espreitar o passado e recuar 40 a 50 anos, num dos mais bonitos locais de Portugal continental.

Por isso, vamos começar!

 

O sucesso nacional e internacional:

Antes de mais, vamos começar por entender o tal sucesso que falei acima. A Seat Portugal existe desde 2003, tendo ano após ano cimentado a sua presença em Portugal (147.000 vendas desde 2014), onde atualmente ocupa o 8º posto nas vendas, com uma quota de mercado de 5%, crescendo 10% face ao ano anterior, num mercado que desce 5%…

Este sucesso é possível graças a uma gama completa, onde se destaca a família Ibiza, os Leon, bem com os três SUV da marca: Arona, Ateca e Tarraco. Para além disso, a marca ainda conta com o muito prático monovolume Alhambra “made in Portugal” e o pequeno Mii, que está pronto a enfrentar as cidades.

No exterior, a Seat vendeu já 454.800 automóveis até setembro, o que é também um elevado crescimento, de 9,4% face a 2018, no mesmo período.

Contas independentes, mas que impressionam, são as da Cupra, que este ano já soma 18.700 unidades vendidas, um crescimento de 75% face ao ano anterior, muito graças ao sucesso do Ateca, o “best-seller” da marca e que foi “dono” de mais 7550 unidades. Isso deixou Antonino Labate, diretor de estratégia, desenvolvimento de negócio e operação da marca Cupra muito contente: “Estamos muito contentes com este sucesso, a Cupra está a implementar-se no mercado e nos próximos anos vai ter novos produtos, com consciência ambiental, sem perder a desportividade.”

Antonino ainda revelou alguns detalhes sobre a marca: “Nós estamos a querer criar uma imagem forte, tendo como pilares a globalização (como é o caso do patrocínio ao F.C. Barcelona e World Padel Tour), a Experiencia (com produtos de lifestyle) e o desporto automóvel, com o Leon E-Racer, com mais de 800cv é um verdadeiro automóvel de competição… elétrico!”

De forma a comemorar o sucesso do Cupra Ateca, irá existir uma “Limited Edition” que conta com uma cor específica, partes inferiores em carbono e jantes exclusivas em tom cobre, mas acima de tudo um sistema de escape da Akropovic, sete quilogramas mais leve, e com um som ainda mais desportivo.

O futuro? O que nos reserva?

Espelho disso eram três realidades distintas: Seat El-Born, um elétrico com 204cv e uma autonomia de 420km (que assenta na plataforma MEB de Grupo Volkswagen), podendo ser carregado em 30 minutos até 260km de autonomia. Com dimensões de Leon, mas totalmente conectado e passível de contar com condução autónoma nível 2. O produto final não será muito distante disto, e chegará brevemente.

Mais para breve chegará o Tarraco FR-e, que toma por base o SUV de 7 lugares da marca para apresentar o novo sistema Plug-in hybrid, juntando o motor 1.4 TSi com um elétrico, de forma a oferecer 245cv de potência, capazes de percorrer 50km em modo totalmente elétrico. Para além disso também mostra o nível FR, que o dota de para-choques distintos, jantes de 20’’ com preocupação aerodinâmica, assim como uma nova cor e, no interior, bacquets, volante e sistema multimédia específico. Estará disponível em 2020.

Com um olhar muito futurista estava o Tavascan, que representa a ambição de onde a marca quer chegar, e que mostra o estilo que a Cupra poderá seguir. Como título de curiosidade, este concept car tem prestações de respeito (6,5s dos 0-100km/h) e uma autonomia que ascende aos 450km, totalmente zero emissões.

Voltando a 2019…

Neste evento tínhamos à disposição os Ateca, Arona e Tarraco, com o Arona a contar com o novo motor TGI (gás liquefeito que permite uma autonomia máxima de 510km, com metade dos custos), e o Cupra Ateca e os seus 300cv. Estão a ver o que escolhemos, não é?

Pois bem, aproveitámos para explorar caminhos que normalmente são interditos na zona da serra de Sintra, e também testar o SUV desportivo fora de estrada, e podemos dizer que se comportou sem mácula, com o sistema 4Drive a garantir a tração necessária, mesmo num piso que ainda se encontrava algo molhado das chuvas dos últimos dias, mostrando que a sua base continua lá, mesmo que seja 10mm mais baixo que o modelo que lhe dá forma.

É impossível resistir a não puxar um pouco pelo 2.0 TSi que se encontra debaixo do capot deste (realmente) prático Ateca, o ensaio que podem ler aqui deixou-nos convencidos que um SUV pode ser desportivo. Mas isso não ficará por aqui, já que o Leon Cupra R ST, que também tem aspirações familiares, já está aí ao “virar da esquina” … Veremos qual é melhor!

 

Máquina do tempo!

Lá fora, estavam três coqueluches do museu da SEAT em Martorell: 1430 Familiar, 1200 Sport (mais conhecido por Bocanegra) e o 850 Sport Spider, que pudemos conduzir, numa autêntica viagem na “máquina do tempo”.

São três diferentes estilos de automóveis, e com sorte (ou azar) comecei precisamente por aquele que achei mais belo deste trio, o 850 Sport Spider, um roadster verdadeiramente à antiga (também devido a ser, claro está, antigo) com motor e tração anteriores. Animado por um pequeno 903cc com 51cv, este automóvel não se mede em números, mas sim em sensações. Como sabem, não sou um grande amigo de automóveis clássicos, mas senti-me verdadeiramente bem ao volante deste automóvel dos anos 60. A caixa era agradavelmente precisa, ainda que com curso longo, e o automóvel passava boa sensações, apesar da rigidez estrutural de outra era, e o volante a passar a sensação de tudo, menos do que se passa na estrada. O som do motor atrás de nós é uma das vantagens, num automóvel com um grande volante em madeira e onde as sensações vão amplificadas (ajuda de uma sensação verdadeiramente “open top”).

Passei depois para aquele que é o “hot hatch”, o 1200 Sport, o percursor do Ibiza. Este é também um produto inteiramente “novo”, ou seja, é um SEAT que montava motor dianteiro, e desenvolvido “in house”, ou seja, não contou com tantos préstimos da FIAT, como era normal até então. O seu propulsor era um 1.2 (como o nome indica) com cerca de 70cv. Nota-se mais a sua performance ao volante, num interior verdadeiramente “seventies”, graças às bacquets “cor de vinho” num interior cheio de manómetros (algo que na altura era sinonimo de automóvel desportivo). Foi o mais atual dos três que conduzi.

Por último, foi a vez de adotar uma faceta mais familiar e testar a “Leon ST da época”, isto se estivéssemos nos finais dos anos 60 até meio dos anos 70. Produzido sob licença da FIAT em Barcelona, este é um dos mais famosos modelos da marca espanhola. Com um motor até mais vivo do que esperava, é aquele mais “antigo”, digamos assim, na sua condução, com um interior muito decorado em “madeira” e muito espaço, numa carrinha verdadeiramente familiar (ainda que a maioria fosse para usos públicos como polícia, ambulância e bombeiros). A sua transmissão, tal como os outros dois, era manual de 4 relações, sincronizadas. O “Catorze Treita” foi um sucesso de vendas para a marca, que na altura comercializou mais de 250.000 unidades.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!