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Honda HR-V 1.5 i-VTEC Executive

Honda HR-V 1.5 i-VTEC Executive
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“Underdog”  

O Honda HR-V foi um modelo que sempre tive em alguma atenção, isto porque me lembro da sua apresentação em 2014, e da apresentação em 2015 quando foi lançado em Portugal. Achei que o modelo tinha potencial para um lugar cimeiro no segmento, e de lutar com os rivais, com argumentos fortes como o seu habitáculo com habitabilidade de referência, a imagem da marca consolidada em Portugal e o seu motor diesel, muito frugal sem deixar a performance para trás.

Mas, mesmo que esses argumentos fossem de peso, e o Honda HR-V tenha vendido, esperava mais. A culpa pode ter sido do preço, ou da concorrência que aumentava “a cada semana”. A verdade é que o HR-V foi, até há bem pouco tempo, um importante pilar da gama da marca nipónica. Agora foi renovado e quer continuar a ser uma ajuda, numa marca que pretende ficar cada vez mais “verde” a cada ano que passa.

Portanto, o que mudou no crossover de segmento C da Honda?

Basicamente, estética. A dianteira recebe uma faixa cromada que é a protagonista na frente, com uma forte imagem que torna o conjunto mais robusto. Para além disso, os grupos óticos, tanto dianteiros como traseiros, também sofreram ligeiras mudanças de forma a estarem mais atuais. De resto, as linhas continuam a ser dinâmicas como o modelo nos habituou, com a suas características portas traseiras com puxador dissimulado, o que lhe dá um aspeto coupé que a marca sempre quis passar desde início.

No interior, as diferenças são ténues, muito ténues. Tanto que passei uns minutos a olhar para tentar encontrar as diferenças. E essas estão apenas nos bancos, com novo tecido e revestimento, assim como um apoio superior de forma a agarrar-nos melhor nas curvas. O resto do habitáculo continua agradável, não tão evoluído como alguns dos seus concorrentes, nem como aqueles que se preparam para chegar.

O sistema Honda Connect é completo, mas não é dos mais simples de usar, com a sua interface a “viver” com muitos menus e sub-menus. Abaixo, também os comandos da climatização são puramente touch, uma ausência total de botões que fica bem, mas que obriga a tirar os olhos da estrada. Essa filosofia não passou para o volante, onde contamos com 00 botões, que controlam quase tudo.

Mas a maior vantagem do Honda HR-V, “dentro de portas”, é mesmo o seu espaço, e nisso não há lhe bata. O espaço para os passageiros traseiros é ótimo na quota para as pernas e em largura (vantagem de não contar com túnel central), contudo é sempre melhor para dois passageiros. O Honda HR-V conta, a par com o Jazz, com os Magic Seats, invenção da Honda que permite que a base do assento traseiro se vá encontrar com as costas e crie uma zona de transporte de cargas elevadas.

A bagageira de bom acesso, diga-se, também não fica atrás, com 470L de capacidade, mostrando que se pode ter espaço a bordo e bagageira, se prejudicar nenhum deles.

Quanto a esta unidade, na versão Executive, contava com o equipamento máximo, que para além do sistema de navegação, cruise-control com limitador de velocidade, vidros escurecidos e jantes de 17’’, ainda contava com sistema de chave e arranque mãos livres e teto de abrir panorâmico.

Depois de tudo isto só resta falar da dinâmica e da condução deste HR-V. O motor é o 1.5 i-VTEC que já conhecemos, mas que segundo a marca foi revisto de forma a ultrapassar melhor as cada vez mais exigentes normas. Este “mil e quinhentos” sem turbo oferece ao condutor 130cv, um bom valor, mas um binário de apenas 155Nm, o que o coloca em posição mais complicada face à concorrência. Contudo, o motor, quando mais “espremido”, mostra que tem andamento. Mas não se espere aqui ânimo valente, para isso há a versão Sport, que junta um turbo e lhe dá mais de 180cv de potência.

A ajudar a tudo isto, está uma transmissão manual de seis velocidades, com bom tato mecânico e curta no seu manuseamento, agradável de usar e que garante que nos mantemos sempre no ritmo certo deste Honda. Quanto aos consumos, esses ficaram nos 6,4l/100km, um valor que não assusta, tendo em conta que este é um motor a gasolina, ficando praticamente no que a marca promete.

O preço é que pode assustar, já que são 30.500€ o valor pedido por uma unidade igual a esta. Justifica-se? Pois bem, o modelo está bem equipado e tem de ser visto como um modelo de segmento C, graças ao seu amplo espaço interior. E, para além disso, a Honda, de momento, tem uma campanha de 1.250€ no modelo, assim como a sua nova garantia de 7 anos sem limite de quilómetros, para além de assistência em viagem.

Se não procura a ultima (H)onda, este Honda pode ser para si. Se está sempre atrás das últimas tecnologias e de um modelo passível de ser mais personalizado, é capaz da tarefa estar mais dificultada.


Honda HR-V 1.5 i-VTEC Executive

Especificações:
Potência – 130cv às 6600rpm
Binário – 155Nm às 4600rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 10,7s
Velocidade Máxima (oficial): 192km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) –6,3l/100 (6,4l/100km)

Preços:
Honda HR-V desde: 25.550€
Unidade ensaiada (s/campanha): 30.500€


Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!