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A “pequena bomba” Japonesa – Suzuki Swift Sport

A “pequena bomba” Japonesa – Suzuki Swift Sport
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“Pequeno e leve, mas cheio de garra!”

 

Pedigree de competição, é algo essencial na criação de um bom automóvel desportivo, e este que vamos falar hoje é digno disso. O pequeno Suzuki Swift Sport é uma “pérola esquecida” no mundo dos automóveis usados. Com um chassis inspirado no JWRC, o pequeno Suzuki é muito eficaz, com um motor que adora girar até atingir o “red-line”.

A Suzuki aventou-se nos automóveis em 1958, depois de ser mais conhecida pela sua produção de motos, mas a sua chegada à Europa só foi oficializada na década de 80, altura em que chegou também até nós, popularizando-se pelos seus modelos compactos e 4×4 de pequenas dimensões, como Samurai e depois pelo Vitara e Jimny.

Mas não foi só isso que os Japoneses trouxeram do outro lado do mundo, já que este Suzuki Swift Sport tem um “antecessor”, o Swift II GTi.  Em 1993, quando foi lançado ao mercado era uma das propostas mais apetecíveis para quem queria entrar no mundo dos desportivos, partindo apenas o “porquinho mealheiro” que tinha juntado ao longo dos anos. Os seus 101cv conseguiam, em conjunto com o baixo peso (924kg), atingir os 188km/h, e conferir alguma dinâmica ao pequeno modelo nipónico.



A nova geração, para o século XXI

Depois de em 2002 e 2003 começar a mostrar as suas “linhas mestras”, em 2004, durante o salão de Paris, a Suzuki demonstrava a intenção de voltar a criar um modelo “picante” para a sua gama. Denominado Concept-S, que mostrava também as linhas finais do que seria o novo Swift, lançado nesse mesmo ano, com um design que se manteve atual durante muito tempo.

Tecnicamente, o Swift Sport seguia as pisadas do “velhinho” GTi, com a sua tração dianteira e motor montado transversalmente, a suspensão traseira continuava a ser um eixo de torção. Mas a Suzuki aproveitou os conhecimento e lições aprendidas nos Ralis para aprimorar mais o Swift antes de colocar o 1.6L (M16A) atmosférico debaixo do capot. Este motor beneficiava de uma taxa de compressão elevada (11.1:1), assim como um red-line que começava nas 7000rpm, local onde ele pedia para estar…a maior parte do tempo!



A potência de 125cv parecia não ser muito elevada, mas as sensações ao volante diriam o contrário, fruto do seu baixo peso de apenas 1050kg. Até aqui se vê a sua herança.

Esteticamente, o Swift Sport distinguia-se pelos diferentes para-choques, jantes de 17’’, spoiler traseiro, assim como a dupla ponteira de escape. No interior, as suas bacquets especificas era o ponto de destaque, assim como outros elementos, tais como os pedais com acabamento metálico e um volante mais “rechonchudo”. Estava disponível tanto em três, como cinco portas.

Em 2009, o modelo recebeu uma revisão, tal como o resto da gama, o que lhe conferiu um aumento de regime até as 7250rpm. Mais importante que isso, uma 6ª relação, que era um dos motivos de mais criticismo na versão “pré-restyling”, que devido ao seu escalonamento curto dificultava a vida a quem tinha de fazer alguma autoestrada, que por exemplo a 130km/h fazia com que o 1.6L fosse às 4500rpm…



No final, o Suzuki Swift Sport mostrou as bases do que um bom pequeno desportivo deve ser: pequeno e leve. Agora, a “filosofia” do segmento é diferente, é necessário uma potência mais elevada para vingar. A Suzuki ainda o Swift Sport nas suas fileiras, agora apenas em cinco portas. Continua a ser “teimosa” e optou por não lutar contra as referências do mercado. Não é tão “hardcore” como anteriormente, mas oferece mais potência (140cv) e um peso ainda mais baixo, de apenas 975kg. Uma espécie de Swift Sport “para crescidos”. Podem ler aqui a minha opinião sobre ele.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!