Início Ensaios Teste Completo – Nissan Qashqai 1.3 DIG-T 160 mHEV Tekna +

Teste Completo – Nissan Qashqai 1.3 DIG-T 160 mHEV Tekna +

Teste Completo – Nissan Qashqai 1.3 DIG-T 160 mHEV Tekna +
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“Referência melhorada”

 

Falar de um novo modelo é sempre algo interessante, mais ainda quando esse modelo é uma referência no segmento e um dos automóveis que mais vezes aparece no TOP de vendas do mercado europeu. O Nissan Qashqai chega à sua terceira geração, depois de em 2007 ter lançado a “febre dos SUV”, que é hoje transversal a todos os construtores.

Vamos lá a mais um “Teste Completo”.

 

Exterior

Revolucionar um design quando o mesmo é vencedor, seria algo brutalmente errado de ser feito. A Nissan tem no Qashqai um “ponta de lança” como outras marcas se podem orgulhar de ter. Assim, a marca optou pela evolução, mas a diferença entre gerações é notória.

Pegando na fita métrica, são apenas 3cm de crescimento apresentados por esta nova geração, mas em toda a sua dimensão podemos encontrar um estilo mais agressivo e marcante, mais futurista e cuidado. Nesta versão Tekna +, mais equipada, as jantes de 20’’ polegadas fazem muito por isso, tal como a pintura bicolor aqui disponível em opção.

A dianteira destaca-se não só pela sua grelha generosa e elevada, mas também pelos grupos óticos de grandes dimensões, com tecnologia Full LED, e que muito fazem pela imagem deste SUV. A lateral demonstra da melhor maneira o seu ar musculado, com uma linha de cintura elevada como que a demarcar que este é um automóvel familiar, sem ter um “design” aborrecido. A traseira é mais tradicional, com tudo disposto da mesma forma que anteriormente, sendo aqui onde mais se nota a evolução.



 

Interior

Já “dentro de portas”, o Qashqai revela-se mais maduro, com materiais mais cuidados e uma imagem mais aprimorada. No posto de condução, o destaque vai para o painel de instrumentos que é 100% digital, uma novidade para o Qashqai. A marca optou, ainda assim, por não modernizar em “demasia”, ou seja, continua a oferecer botões para aceder às funções básicas, como a climatização. O ecrã multimedia está mais rápido do que anteriormente. Ainda que não seja o mais “bonito” nos seus gráficos, é fácil de conviver e apresenta já possibilidade de “espelhar” o nosso Apple ou Android sem fios, enquanto repousa na plataforma de carregamento por indução situada abaixo.

Os bancos são confortáveis e garantem agora uma posição de condução mais normal e menos elevada. Esta versão conta ainda com ajuste elétrico com memória e aquecimento, algo que também encontramos no volante. Outra novidade na gama é a introdução da massagem nos bancos dianteiros, o que não é um “deal breaker”, mas que sempre ajuda a somar a um equipamento já bem recheado.

Atrás, espaço para três adultos, com um túnel central não muito intrusivo e saídas USB-C e ventilação dedicada. Ao centro temos o já habitual apoio de braço, mas que não conta com porta-ski, algo que daria jeito num automóvel lúdico como este. A bagageira apresenta 504L de capacidade, que se situa na metade de cima do segmento, apresentando abertura elétrica mãos livres, assim como os divisores de carga que transitaram da anterior geração.



 

Condução

O Qashqai volta a ser o primeiro, mas neste caso é o primeiro a ser comercializado na nova plataforma modular CMF-C da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Esta é uma evolução da usada anteriormente, estando agora preparada para usar motores eletrificados, algo com que o Qashqai contará já no próximo ano, com a introdução da versão e-Power.
Querem elétrico, isso é com o Ariya, outra das novidades que a Nissan irá lançar no mercado muito em breve.

Começando pela “porta grande”, a versão em ensaio, para além de ser a mais equipada, foi também a mais potente (por enquanto): conta com os préstimos do motor 1.3 DIG-T com 160cv (também está disponível com 140cv) e sistema microhíbrido com 12v. Esta unidade contava com a transmissão X-Tronic, do tipo CVT.

Em estrada, o novo Qashqai está mais agradável de usar, o seu pisar parece mais “sólido” e com uma melhor capacidade de filtrar as irregularidades, mais ainda nesta unidade equipada com um eixo traseiro multibraço. De qualquer maneira, o Qashqai segue com a receita de agradar a massas, não é o mais emocionante de se conduzir, é mais um automóvel equilibrado para todos os gostos.

O motor encaixa perfeitamente tendo em conta os 1468kg de peso, com um consumo que varia entre os 5,4 e os 6,0L/100km em nacional e autoestrada, com valores perto dos 8L/100km em cidade. A média final ficou em 7,4L/100km em 500km percorridos, justo para 160cv.

A transmissão X-Tronic merece destaque, que mesmo sendo CVT, consegue simular muito bem as “trocas” como se se tratasse de uma automática “convencional”. É a parceira ideal para o novo Qashqai, encaixando-se bem no estilo desta proposta da Nissan.

 

Conclusão

O Nissan Qashqai parece continuar a estar condenado ao sucesso, mesmo que agora conte com uma concorrência mais feroz do que nunca. A adição da sua versão e-Power vai ajudar ainda mais a isso.

O seu estilo está mais chamativo, o interior com melhor qualidade e a tecnologia continua a ser um dos seus adjetivos, agora numa gama completamente eletrificada, onde o diesel “não entra”.

Esta unidade, com um preço de 41.350€, é proporcional ao seu nível de equipamento, ainda que esta versão Tekna + não venha a ser a mais escolhida numa gama que inicia nos 28.950€ com 140cv e transmissão manual.

Portanto, podem preparar-se: vão continuar a ver muitos Qashqai pelas ruas, cidades e autoestradas de Portugal… e não só!

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!