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Teste ao Volkswagen T-Roc 1.5 TSI R-Line

Teste ao Volkswagen T-Roc 1.5 TSI R-Line
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“Fórmula de sucesso”

 

O Volkswagen T-Roc já por cá passou na versão Cabrio, a mais emocional da proposta da marca alemã, mas desta vez foi altura de testar a carroçaria que mais vemos circular nas nossas estradas e descobrir o que mudou no restyling efetuado no início deste ano a esta “Fórmula de sucesso”.

Esteticamente, o T-Roc mudou muito, mas sem se revolucionar. Com 4,23m de comprimento, o T-Roc é o “Golf dos SUV” para quem procura um Volkswagen, essa importância é constatada pelo seu elevado sucesso, por isso a tarefa de o modificar não era fácil.

A marca inspirou-se na versão “R”, a mais desportiva, para aumentar mais a sensação de desportividade do modelo, que é também uma das propostas mais originais da marca, como por exemplo o pilar C, ou as vias mais largas. Na dianteira, tudo foi revisto, sem perder a identidade, contamos com novos grupos óticos com IQ. Matrix LED, assim como a faixa luminosa que atravessa a grelha. Abaixo, o para-choques conta com maiores aberturas nesta versão R-Line em ensaio.

As diferenças também se encontram na traseira, com novos farolins, com mesmo formato, mas mais modernos no seu interior, assim como um para-choques redesenhado. As jantes nesta unidade eram as opcionais Misano, com 19’’ polegadas, com um custo de 953€.

A cor também é nova, Cinzento Ascot é uma das 8 opções que temos para colorir o Volkswagen T-Roc ao nosso gosto.



Mas é abrindo a porta que as diferenças são bem sentidas, não se pode chamar igualmente de revolução, mas sim de uma evolução muito profunda. O ambiente é Volkswagen, com uma qualidade que subiu alguns patamares devido a uma melhor escolha de materiais no tablier, enquanto a parte superior das portas ainda continua com um plástico rijo como material escolhido. De qualquer maneira, a montagem é irrepreensível, não se escutando qualquer ruído parasita.

O sistema multimédia Discover Pro (de 10’’ polegadas) é novo e conta com uma nova posição no topo do tablier, com o mesmo a acontecer com os novos comandos para a climatização, independentes, e com comando háptico. Uma solução melhor do que incorporar no sistema multimedia. O volante é também novo, igual ao que encontramos no Golf e no Polo, com comandos hápticos, solução que não é a ideal e que a marca já revelou que irá reverter novamente para botões…convencionais. Obrigado.

O painel de instrumentos é 100% digital, oferecendo uma leitura muito boa, assim como muita informação disponível para personalizarmos à nossa maneira. Um outro ponto extra no caminho de uma maior digitalização do interior, num T-Roc que está (bem) mais moderno do que quando nos foi apresentado em 2017.

Quanto ao espaço habitável, o T-Roc cumpre com as necessidades de uma família. Atrás cabem perfeitamente dois adultos, com um bom espaço para as pernas, ainda que um terceiro se possa sentar no assento do meio, que quando está “vago” pode transformar-se num apoio de braço. Aqui também encontramos fichas USB e saída de ventilação dedicada. A bagageira, conta com 445L de capacidade, aumentando até aos 1290L caso se rebata os bancos traseiros.



Nesta unidade contávamos com o motor 1.5 TSI de 150cv, uma boa escolha caso a performance seja necessária, sem que para isso tenhamos de optar por “poder de fogo” do T-ROC R de 300cv.

Este motor encaixa bem nesta proposta, com um custo 5.227€ superior ao 1.0 TSI de 110cv (comparando no nível Style), que na verdade não é bem comparável já que esta versão mais potente apenas está disponível com a transmissão DSG de sete relações.

Dessa forma, a transmissão apoia este motor da melhor forma, garantindo passagens suaves e rápidas, ajudando ainda com uma sétima velocidade mais longa e um modo “roda livre” que permite rolar uns metros extra, com o consumo a “zero”.

Graças a uma maior desenvoltura, é normal que este T-Roc dê mais vontade de explorar dinamicamente. Não é tão divertido quando um Golf, por exemplo, mas está longe de ser uma proposta aborrecida. As jantes de 19’’ polegadas garantem um “grip” extra, enquanto a afinação da suspensão garante que não haja demasiado rolamento de carroçaria. Por outro lado, isso é um pouco notório em mau piso, algo que seria resolvido com “uma polegada abaixo”, para um melhor equilíbrio. É o meu conselho neste ensaio, para além de optarem pela roda suplente de emergência.

Claro que depois disto, é altura de ver os consumos. Em ciclo misto, podemos contar com uma média real de 7L/100km, um valor que não está exagerado para um SUV com 150cv, isso é conseguido graças à transmissão, mas também graças à capacidade de funcionar em modo “dois cilindros”. Em viagem Lisboa-Porto, este T-Roc R-Line fez um consumo de 6,4L/100km, um bom valor, já que foi sempre no limite da velocidade estipulada por lei.

A gama T-ROC está disponível desde 29.231€, bem longe dos 43.526€ pedidos por esta unidade ensaiada, valor que pode descer (ou crescer) com um maior (ou menor) cuidado com os opcionais. Mas, na verdade, o Volkswagen T-Roc tem tudo para cativar quem gosta e procura um novo SUV. É uma proposta com uma imagem jovial, um interior de maior qualidade e alguns pergaminhos familiares que muito contam. Vende bem e ainda bem que é assim, já que é um produto nacional.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!