Início Ensaios Teste ao SEAT Arona 1.0 TSI 110 DSG Xperience

Teste ao SEAT Arona 1.0 TSI 110 DSG Xperience

Teste ao SEAT Arona 1.0 TSI 110 DSG Xperience
0
0

“Experiência Apurada”

 

Falar do SEAT Arona é falar de um sucesso de vendas para a marca de Martorell, um modelo que já está tão enraizado na sua gama quanto o Ibiza, o Leon e o mais recente Ateca. Desde o seu lançamento, em 2017, o Arona já vendeu mais de 400.000 unidades. Agora, a SEAT fez uma revisão a este Crossover Urbano (ou SUV-B) para lhe garantir a mesma performance de vendas.

As diferenças começam logo no seu exterior. A SEAT não quis arruinar o seu sucesso, portanto, aqui fora, as diferenças são mais de detalhe. Na dianteira contamos com uma grelha de maiores dimensões, mais vertical, que muda de padrão consoante a versão escolhida. Aqui, a Xperience (que substitui a Xcellence) recebe um padrão “favo de mel”, contando também com essas diferenças nos para-choques, aqui mais aventureiros, fazendo contraste com a versão FR também disponível, mas que opta por uma imagem mais desportiva.

Ainda na dianteira, são os faróis de nevoeiro o ponto de destaque, e onde é mais fácil ver as diferenças entre esta versão renovada do pequeno Arona.

Ainda no seu exterior, existem novas jantes, como as aqui montadas, com 18’’ polegadas, que lhe garantem um ar mais “crescido”, enquanto que na traseira também se encontram os para-choques redesenhados, assim como o novo lettering escolhido pela marca espanhola para caracterizar os seus modelos.



Passando para o interior, é aqui que encontramos as maiores alterações feitas no SEAT Arona. Primeiro, é notório o aumento de qualidade perceptível, com um topo de tablier que trocou o plástico duro por um acabamento mais suave e de segmento superior. Para além disso, o painel de instrumentos 100% digital marca de novo o seu lugar no campo tecnológico, enquanto o ecrã multimedia foi também alterado e conta agora com um funcionamento mais rápido e aproximado das outras propostas da gama.

Ainda existem mais pormenores interessantes, como o novo volante, semelhante ao Leon, com boa pega e acabamento, assim como novos elementos de iluminação interna, incluindo as saídas de ventilação, que dão outro ar ao interior desta proposta. De resto, tudo continua orientado de forma lógica, com os comandos da climatização a continuarem independentes, assim como com um espaço para guardar e carregar o nosso smartphone, seja através de indução (caso conte com o opcional ConnectBox) ou por via das duas saídas USB-C.

No que ao espaço interior diz respeito, há que relembrar que é uma proposta de segmento B, porém é mais espaçoso que o Ibiza, principalmente em altura. A bagageira apresenta mais 45L que a tradicional proposta da marca espanhola, o Ibiza, totalizando aqui no Arona 400L de capacidade, contando mesmo com uma roda suplente de emergência de 18’’.



Para este teste ao renovado Arona, o propulsor escolhido foi o 1.0 TSI com 110cv, aliado à transmissão DSG de 7 relações, o mais potente para esta versão, isto porque o 1.5 TSI de 150cv está apenas reservado ao Arona FR. Para além de versões a gasolina, o Arona conta também com o propulsor TGI (Gás Natural) com 90cv. Já o diesel, esse, não faz mais parte da oferta…

Este tricilíndrico com 999cc de cilindrada chega bem para os 1193kg do “leve” Arona. A transmissão DSG é uma boa aliada a uma condução citadina, sempre em busca da melhor relação para manter este TSI “à tona”, que se destaca por estar bem insonorizado. O seu comportamento dinâmico está também em bom plano, mesmo que não seja tão dinâmico quanto o Ibiza, mas a isso temos de nos culpar da física, já que este Arona é mais alto e quanto a isso não há milagres.

A suspensão está também ela bem afinada, ainda que em piso mais degradado as jantes de 18’’ polegadas, que tanto ajudam no estilo exterior, façam, por vezes, sentir que a Junta Autónoma de Estradas já por ali devia ter passado. Nada de tão grave que chegue ao ponto de massacrar os passageiros.

Quanto a consumos, o 1.0 TSI de 110cv DSG não teve tarefa facilitada, já que nos dias de ensaio este Arona não viu piso seco ou uma deslocação sem trânsito, o que lhe conferiu uma marca de 6,9L/100km marcada no computador de bordo após mais de 350km de ensaio. Não é uma má marca, tendo em conta as circunstâncias.

Bem equipado na versão Xperience, de série, onde não falta o Ar Condicionado Dual Zone, Cruise Control com limitador de velocidade, jantes de 17’’e Faróis Full LED. Como opcionais de destaque, esta unidade contava com Bancos Dinamica® em pele e alcântara (465,00€), sistema áudio Beats (515,00€), Connectivity box (210,00€), Jantes Performance 18’’, Pacote Inverno (350,00€) e SEAT Digital Cockpit 10,25’’ (312,09€).

Graças a tudo isso, o seu preço ultrapassa os 30 mil euros, para uma proposta de segmento B totalmente equipada. De qualquer das formas, o Arona está disponível desde os 19.494€, para a versão Reference com 90cv. E desde aí oferece o mesmo espaço e comportamento, para quem procura mais do que um utilitário, mas que não pode dar o salto para o segmento acima. Com esta atualização, o Arona parece estar capaz de continuar a conquistar corações por toda a Europa.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!