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Ensaio by MotorO2 – Renault Espace Initiale Paris

Ensaio by MotorO2 – Renault Espace Initiale Paris
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“Re-descobrir o Espace”

O local para tirar fotos ao novo Renault Espace não foi escolhido por acaso, teve lógica.

Teve lógica, porque este local, marca o descobrimento dos portugueses de vários caminhos marítimos, é uma espécie de marca de partida. Por isso, aproveitamos aqui, neste local de descoberta e partida, para admirar o que a Renault descobriu e lançou em 1984: o monovolume.

A história é curiosa, e foi uma jogada de risco para a marca, já que o desenho original vinha da década de 70, por um desenhador Inglês que trabalhava para a Chrysler, mas a marca americana não achou boa ideia e pôs o desenho na gaveta, o projecto foi depois vendido à francesa Matra e esta apresentou a outras marcas, que recusaram, mas a Renault não. Surgiu assim o Espace, algo nunca antes visto!

Hoje, a Renault parte novamente à descoberta, “subindo” as linhas e tornando o Monovolume, num crossover. Mas não é um qualquer, eu chamei-lhe de Crossover de Luxo.

Digo isto porque aqui, viajamos alto e com bastante espaço, como num monovolume, mas com a facilidade e agilidade de um crossover cheio de estilo.

A frente é alta e impactante, o losango de grandes dimensões na grelha cromada mostra o orgulho da marca na sua nova criação, os faróis com tecnologia Full LED garantem uma iluminação mais brilhante que o sol, quando a noite chegar…

Mas aqui ao lado do Duster que está estacionado o Espace parece ser um gigante!

Sim, é um pouco, tem 4,85m de comprimento e 1,87m de largura, a altura é de apenas 1,68m, o que torna este novo Espace num modelo com dimensões dignas de concept.

Parece isso mesmo, um concept, devido ao seu perfil musculado que é realçado pelas enormes cavas das rodas, que albergam as jantes de 19′ polegadas. O para-brisas está mais recuado e deitado, quase como num  coupé, na lateral ainda de realçar o pilar C que termina com o desenho “sui-generis” do vidro lateral.

Atrás a imagem continua imponente, as luzes verticais assumem o destaque enquanto em baixo o para-choques exibe diversos cromados, que enfatizam ainda mais a imagem de robustez que o novo Espace permite transmitir.
Mas por baixo do símbolo Renault não diz Espace, mas sim, Initiale.

Esta é a versão mais refinada, quase como uma versão à parte, tem outros tipos de equipamentos e de acabamentos, por isso para descobrir melhor, temos de entrar.

O interior é acolhedor, é um daqueles espaços em que apetece estar, a luminosidade é uma constante, os bancos são autênticas poltronas.

O elemento de destaque vai obviamente para a consola central suspensa, que “deságua” até à alavanca da caixa automática EDC. O ecrã táctil de 8,7′ polegadas tem tudo o que podemos esperar de um automóvel e ainda mais…

Aqui podemos encontrar o sistema R-Link2, que tornam mais intuitivas todas as acções, já que podemos usar dois dedos em simultâneo. A sua orientação vertical facilita muito a visualização de todas as informações, que podemos mesmo configurar à nossa maneira para além de tudo o que já é normal num sistema de infotenimento…

Nada normal são outras características do Espace, uma explico já antes de arrancarmos, falo do sistema “One Touch” que por magia faz desaparecer os bancos traseiros, e isso, sem sequer sair do lugar do condutor, basta ir ao ecrã central e selecionar qual dos 5 bancos traseiros queremos rebater. Podemos também rebater usando um comando próprio na bagageira. Já para os voltar a subir, ainda é à moda antiga…

Carregamos no botão Start e vamos lá seguir viagem, o silêncio impera, o motor que pouco se faz ouvir é o 1.6 dCi com 160cv conjugado com a caixa de velocidade automática EDC, uma junção bastante bem conseguida e a ideal para a filosofia do Espace.

A condução efectua-se sem problema, bastante fácil de controlar em qualquer ambiente, independemente do seu tamanho avantajado, o que é conseguido através do sistema 4control, que direcciona as rodas traseiras. Ou seja, a baixa velocidade elas viram no sentido inverso das dianteiras, invertendo o funcionamento a alta velocidade, dando uma sensação de ir sobre carris.

Apenas em pisos mais degradados se nota que a suspensão, mesmo com amortecimento pilotado, não consegue disfarçar o uso de jantes de tamanho tão elevado, mas para amenizar isso podemos escolher um outro modo de condução, algo que disse em cima, acerca das características especiais do Espace.

Ou seja com o Multi-Sense, temos 4 modos de condução e mais um individual que podemos “afinar” de acordo com as nossas preferências, isto interfere com a resposta do motor, direcção, suspensão, sistema 4 control, caixa de velocidades, ou seja transforma o Espace com apenas um toque num botão, o que é ainda aumentado devido a cada modo ter uma cor diferente, parecendo que trocámos de carro…

Mas não, ainda bem que não trocámos, o Espace é um excelente automóvel e um bom esforço da Renault, que demonstra que está a ir na direcção certa, o habitáculo demonstra um maior cuidado nos acabamentos e materiais usados, gostámos da maneira sem medos com que a marca gaulesa quer re-inventar o que inventou, isso é de louvar.

Por isso, se procura um automóvel de 7 lugares confortável, mas que no meio gosta de ser o centro das atenções, o Espace é o automóvel ideal para si. Com uma condução digna de berlina, com a altura de um jipe e espaço de um monovolume. O interior é muito bem conseguido, e os bancos, garanto-lhe, são mesmo muito bons a fazer massagens!

 

Renault Espace Initiale Paris dCi 160 TwinTurbo EDC

Especificações:

Potência – 160cv às 4000rpm
Binário – 380Nm às 1750rpm
Consumo Anunciado (Medido) – 4,7l/100km (6,4l/100km)

Preços:
Renault Espace desde: 42.040 €
Renault Espace Initiale Paris desde: 51.940€
Unidade Ensaiada c/opcionais: 57.170€

Texto por: Rodrigo Hernandez
Fotos/Edição por: Rodrigo Hernandez, Alexandre Figueiredo/Sérgio Gonçalves

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!