Início Ensaios KIA Proceed GT Line 1.0 T-GDi 120

KIA Proceed GT Line 1.0 T-GDi 120

KIA Proceed GT Line 1.0 T-GDi 120
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“Estilo, função e preço”

“Que gama tão vasta que o KIA Ceed tem”! É isto que penso quando pego na chave do KIA Proceed estacionado lá fora. Senão, vejamos: existe o Hatchback, com motores diesel e gasolina, divido entre quatro versões, onde se inclui as novas GT Line e GT; existe a familiar SW, com mais espaço para passageiros e bagagens (uma das maiores do segmento), também com uma vasta gama de propulsores e transmissões; e existe ainda esta nova variante que é, para mim, a mais feliz de todas: a Proceed, que serve como o “meio da gama Ceed”. Acredito que, para todos, é também a mais elegante.

É preciso explicar? Esta “shooting brake” foi bastante inspirada no concept Proceed apresentado no salão de Frankfurt, em 2017. Basta comparar imagens e ver que seguiu muita da inspiração. Seja na sua frente mais agressiva que os “normais Ceed”, ou na sua lateral bem mais baixa com linha descendente e uma linha de cintura elevada, onde se destaca o pilar C característico. Nem mesmo a traseira fugiu desse concept, já que o original grupo ótico faz jus ao mesmo. Graças a este elemento, ouvimos muita vez a piada que parecia a versão mais barata de um tal desportivo, vindo do país de Peter Schreyer, que desenhou este modelo…

Eu se fosse a KIA não me importava nada com essa comparação.

A verdade é que, ao longo dos seus 4,60m de comprimento, o Kia Proceed tem a sua personalidade muito própria e bem vincada.

Passando para o interior, isso já não é tão linear. Aqui, encontramos o mesmo interior que em qualquer outro Kia Ceed, um ambiente sóbrio e bem construído, mas que peca por não se destacar aqui nesta proposta mais emocional. Ainda assim, e porque o Kia Proceed está apenas disponível nas variantes GT Line e GT, o equipamento é supercompleto, onde se incluem os bancos desportivos em pele e alcantara, com superior apoio. Derivado deste nível mais desportivo, o volante também tem ligeiras diferenças, passando a contar com pele perfurada e a base um pouco mais reta. O ambiente mais escuro torna este habitáculo mais acolhedor, mesmo que para isso a visibilidade saia algo prejudicada em altura.

Atrás, é expectável que o seu desenho possa criar aqui um problema, mas isso acontece mais na entrada e saída do que propriamente quando estamos sentados, já que o espaço para a cabeça não é muito inferior ao que encontramos no Hatchback ou mesmo na Station Wagon. Já a bagageira é mais pequena que a SW em 31l, mas superior ao hatchback por 199l, com um total de 594L. Maior que muitas carrinhas “puras e duras”.

Quanto à condução, para este primeiro contacto, contámos com a companhia do motor mais “pequeno”, o 1.0 T-GDi com 120cv, o que serve de entrada de gama, e que consegue por isso um “preço canhão”, como já é habitual. Obviamente não podemos esperar prestações explosivas, mas este motor não compromete, e até consegue consumos comedidos, facilmente abaixo dos 7l/100km.

O comportamento parece ser o melhor dos Ceed que já testámos, conseguindo ser envolvente. A transmissão de seis velocidades, manual, explora bem este motor, e conta com as duas últimas relações mais longas de forma a privilegiar os consumos. Em mau piso, a Proceed absorve bem, sem “saltitar”, contudo, pende um pouco para o lado da rigidez. Isso beneficia em curva…

Mas para “borrar a pintura” seria preciso muito, e esta Kia Proceed está bem longe disso. Superequipada, com um estilo que não deixa nada a dever, espaço interior e bagageira mais que suficientes, são tudo vantagens. O preço de 25.090€ é apenas o que o separa de ter uma, que durante 7 anos terá garantia, se não chegar aos 150.000km antes.


KIA Proceed 1.0 T-GDi 120

Especificações:
Potência – 120cv às 6000rpm
Binário – 172Nm às 1500~4000rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 11,3s
Velocidade Máxima (oficial): 190km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) –5,5l/100 (6,7l/100km)

Preços:
Kia Proceed desde: 25.090€
Unidade ensaiada: 25.520€


Clica nas imagens, e vê em detalhe esta KIA Proceed 1.0 T-GDi:

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!