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Jeep Compass Limited 1.6 MultiJet 4×2

Jeep Compass Limited 1.6 MultiJet 4×2
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“Agulha apontada na direção certa”

A Jeep vive um momento de mudança, com uma gama de produtos cada vez mais vasta e adaptada aos mercados nos quais se insere. Essa importância é cada vez mais visível no continente Europeu, com propostas mais comedidas, leia-se, pequenas em tamanho e cilindrada. Isso fica igualmente provado no nosso país, com um crescimento de 68% face às vendas do ano transato, tornando-se assim numa das marcas que mais evoluiu.

Um dos grandes responsáveis por esse crescimento é o Renegade, o pequeno crossover com um design ‘out of the box’, mas prático e com tudo o que uma pequena família pode necessitar.

Mas agora a marca Americana tem um outro trunfo, “desenterrando” o nome Compass e tornando-o num produto bem mais agradável à vista que na sua última geração, posicionando-o entre o Renegade e o Cherokee. Este modelo, com 4,59m de comprimento e valores idênticos aos seus rivais no que toca à largura e altura, conta com um aspeto moderno, mas cheio de toques intemporais, como é o caso da grelha da marca com os sete elementos e o capot esculpido e elevado. Ainda na dianteira, podemos contar com um para-choques elevado, pronto para algumas incursões fora-de-estrada e um grupo ótico feliz, com elementos em LED.

Visto de perfil, o Compass também conta com uma imagem bastante bem conseguida. A sua linha de cintura é elevada e conta com um friso superior que “separa” o tejadilho do largo pilar C, e mais abaixo as largas cavas das rodas, com um desenho mais “quadradão”, acolhem as jantes de liga-leve de 18’’ polidas desta versão Limited, a mais equipada.

A traseira conta com desenho simples, onde se destacam os farolins de grandes dimensões que alojam ao centro a chapa de matrícula. Abaixo, o para-choques conta com detalhes em alumínio tal como na frente, de forma a não nos esquecer que estamos perante um Jeep, com tiques de SUV.

Esses “tiques” passam também para o seu interior. Agradável e espaçoso, o Jeep Compass brinda-nos com uma boa montagem, ainda que alguns plásticos, como é normal, assumam um toque mais rijo na parte mais inferior do tablier, mas nada de muito prejudicial. O primeiro impacto assim que entramos no Compass é mesmo o seu vasto equipamento. Seja o cruise-control, o travão de mão elétrico, o ar condicionado automático de dupla zona, o acendimento automático dos faróis, estofos em pele e tecido, bem como o sistema UConnect de 7’’, são todos eles elementos de série.

Nesta unidade, contávamos ainda com dois importantes pack’s: Pack Infotainment (1400€) que conta com sistema de som Hi-Fi Beats com 9 altifalantes e o sistema multimédia Uconnect de 8,4, e o Pack Parking, que por 800€ adiciona a este Compass a camara de estacionamento traseira, bem como sensores na dianteira, assistente de ângulo morto e assistência ao estacionamento.

Ainda no interior, um óbvio destaque para o espaço a bordo, com o Jeep Compass a acomodar sem problemas três passageiros no seu banco traseiro, com um bom espaço para as pernas. O espaço na bagageira pode variar, se contarmos ou não com pneu suplente de emergência, como era o nosso caso. Dessa forma, fixa-se em 369L.

Passando à condução, este novo SUV da marca, conta aqui com a proposta que deverá ser a “preferida dos Portugueses”, ou seja, o motor 1.6 MultiJet de 120cv, aliado à tração apenas dianteira (existe 4×4 diesel, mas apenas com o motor 2.0 MultiJet).

Deste modo, o Jeep Compass mostra logo deste os primeiros quilómetros que prefere uma toada mais calma, com uma afinação de suspensão mais branda, como é habito na marca e por isso melhor para terrenos mais acidentados. A direção, por sua vez, conta com um bom peso e informa-nos bem do que se passa com o eixo dianteiro (em bom piso). O motor acaba por ser o “justo para as encomendas”. Disponível é talvez a palavra, graças ao seu generoso binário de 320Nm que auxilia logo a partir de baixas rotações, não exigindo muito uso da caixa de 6 velocidades, bem escalonada e que permite uma boa poupança de combustível, com este SUV a manter os consumos em torno dos seis litros a cada cem quilómetros percorridos.

Ao contrário do Renegade, este Jeep nunca é classe 2, portanto, para quem é “alérgico” à Via Verde este é um bom sinal. Ainda no capítulo dos valores, o Jeep Compass não tem um preço que se possa dizer exagerado, mas também não é supercompetitivo, já que fica acima de algumas propostas do seu segmento, e que de certo podem cativar um público mais dinâmico.

Por outro lado, o Compass oferece a exclusividade de um Jeep, juntamente com uma proposta que também é confortável e espaçosa e acaba até por ser mais logica que o Renegade. Este modelo aponta na direção certa e parece estar agora mais próximo dos seus rivais do que nunca.

“Algo mais divertido e pronto a sujar-se de lama?”
Calça as botas e entra no Renegade Trailhawk!

Jeep Compass Limited 1.6 MutiJet 120 4X2

Especificações:
Potência – 120cv às 3750rpm
Binário – 320Nm às 1750rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 10,2s
Velocidade Máxima (oficial): 188km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) – 4,4l/100km (6,4l/100km)

Preços:
Jeep Compass desde: 28.100€
Preço da versão ensaiada: 35.500€
Preço da unidade ensaiada: 38.400€

Carrega nas fotos e vê este Jeep Compass em detalhe:

Jeep Compass
15.3 Pontos
O que gostámos mais:
- Estética - Comportamento em mau piso - Equipamento - Sempre Classe 1
O que gostámos menos:
- Dinâmica - Acesso bagageira - Consumos em andamento rápido
Resumindo e concluíndo:
O Compass preenche algumas lacunas que o Renegade possa ter. Uma proposta mais madura com estilo Jeep. O seu comportamento não é o mais dinâmico, contudo é um produto homogéneo e com boas características para um automóvel de família.
Motorização16.5
Perfomances14.5
Comportamento15
Consumos15
Interior15.5
Habitabilidade15.5
Materiais/Qualidade de construção15.5
Equipamento de Série16
Value for Money14.5

“A pontuação acima é totalmente da nossa opinião. Esta, tem a ver com o modelo e versão ensaiadas, tendo em conta o segmento onde a mesma se insere.”

Legenda da pontuação:
0-5: Mau;
6-10: Satisfaz Pouco;
11-15: Razoável;
16-17: Bom;
18-19: Muito Bom;
20: Excelente;

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!