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Toyota introduz RAV-4 Plug-In Hybrid para “Eficiência máxima”

Toyota introduz RAV-4 Plug-In Hybrid para “Eficiência máxima”
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“Líder é líder”

 

A Toyota é líder incontestada no que toca à tecnologia híbrida, mesmo quando falamos de Plug-In Hybrid. A marca comercializou o primeiro Plug-In do mundo em 2007, e desde aí já vendeu mais de 280 mil unidades com este tipo de tecnologia.

Agora junta esse seu conhecimento com o SUV mais vendido do mundo, o RAV-4, que é também ele responsável por 13% da quota de mercado do segmento na Europa. Portanto, não é só lá fora que este modelo tem importância, mas sim a nível global.

Para isso a marca dotou o modelo com um conjunto propulsor que desenvolve agora 306cv de potência combinada, e uma bateria de 18,1 kWh que lhe permite fazer, em ciclo WLTP, 75km somente em elétrico, ou 98km se for feito em cidade.

Para conseguir distinguir um Toyota RAV-4 Plug-In é preciso ter alguma atenção, isto porque são mudanças de pormenor, como por exemplo nas jantes de desenho específico, no desenho da grelha dianteira ou nas proteções inferiores dos para-choques.

Passando para o seu interior, o RAV-4 Plug-In Hybrid tem também algumas diferenças, mais ténues, mas sobretudo no painel de instrumentos. Outras não visíveis estão no ar condicionado com bomba de calor, e mesmo fora (e longe) deste SUV japonês temos uma outra diferença: o botão A/C na chave, para que possamos controlar a climatização com alguma distância, algo que já acontecia no Toyota Prius.

Como é na prática?

A suavidade é a primeira característica que se nota nesta nova proposta do RAV-4, com um verdadeiro melhoramento no que toca à insonorização, o que em conjunto com o seu bom pisar o tornam num verdadeiro estradista. A posição de condução é correta, com os bancos a oferecer um ótimo conforto numa posição de condução elevada, que nem por isso queira ditar que este modelo não consegue ser dinâmico.

Quis o destino que a apresentação (e primeiro contacto) deste RAV-4 fosse “abençoada”, ou seja, debaixo de um verdadeiro dilúvio de Abril. Assim, foi possível descobrir da melhor maneira o funcionamento do sistema AWD-i, sistema de tração integral inteligente que este Plug-In conta de série e que, para além de um maior dinamismo, confere também mais segurança quando o clima não está de feição.

Desta forma, mesmo com piso molhado, esta proposta conseguiu fazer parte do caminho sinuoso sem problema, sentindo-se a distribuição de potência entre o eixo traseiro e dianteiro (o empurrar e o puxar), onde se pode mesmo escolher entre três modos de condução (ECO, Normal e Sport).



Antes desse momento mais “desportivo”, no caminho e mesmo em auto-estrada, foi possível provar que a autonomia elétrica pode ser possível de atingir na sua totalidade, embora isso só consiga ser feito numa altura de contacto mais extenso, que fica desde já prometido.

O Toyota RAV-4 estará disponível já a partir deste mês de Abril nos concessionários da marca, com quatro níveis de equipamento e um preço que se inicia nos 54.990€ para o nível Confort, até aos 61.990€ da versão Lounge.

Contudo, este RAV-4 Plug-In conta com incentivos fiscais, o que lhe permite ser uma alternativa ao RAV-4 Hybrid (ou outro automóvel convencional) para as empresas ou um empresário em nome individual, com uma redução da taxa de tributação autónoma para os 17,5% ou 10% respetivamente, uma poupança de 50% ao final do ano. Para além disso há um desconto de 75% no ISV, assim como um incentivo à compra por parte do Estado.

Assim, este Toyota RAV-4 Plug-In tem como alvo as empresas e os empresários em nome individual, que numa simulação de 120.000km ou 4 anos, pode garantir uma poupança de mais de 19.000€ face a um RAV-4 Hybrid “convencional”.

No final, este Toyota deixou muito boas indicações, com um sistema híbrido vencedor, uma dinâmica bem acima do que poderíamos esperar e que é, neste momento, o terceiro Toyota mais rápido da gama apenas atrás do GR Supra e GR Yaris. Enquanto por outro lado é um dos mais poupados do mercado, com uma média nos primeiros cem quilómetros de 1,0L/100km.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!