Início Ensaios Testei o Nissan Qashqai 1.7 dCi de 150cv…e tracção integral.

Testei o Nissan Qashqai 1.7 dCi de 150cv…e tracção integral.

Testei o Nissan Qashqai 1.7 dCi de 150cv…e tracção integral.
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“É preciso ter quatro?”

 

Um verdadeiro sucesso de vendas, e durante muito tempo “representante” de um segmento em franco crescimento. Voltei ao volante do Nissan Qashqai para conhecer como se comporta com o novo motor 1.7 dCi, assim como tentar justificar a escolha da “tração às quatro”.

 

Comecemos pelo “elefante na sala”, o motor 1.7 dCi.

Sim, a Aliança Renault-Nissan tem um novo motor diesel, que substitui o 1.6 dCi. Este propulsor é o futuro dos diesel para o grupo, onde este tipo de combustível ainda pesa, e muito. Atirar a “tolha ao chão” não era o caminho a seguir, mesmo que o Leaf seja um verdadeiro best-seller no que toca aos elétricos.

Este 1.7 dCi vai contar com vários níveis de potência, com a gama Qashqai a contar com 150cv, disponível com transmissão manual de seis relações.

A diferença face ao “antigo” 1.6 dCi, para além da maior cilindrada, está na inclusão de um catalisador de redução seletiva, de forma a baixar os níveis de NOx, contando para isso com a ajuda do cada vez mais normal AdBlue, que converte esses óxidos de nitrogénio em água e nitrogénio.



Esse aumento de cilindrada pode baralhar alguns, mas é fácil de entender, já que estes motores cada vez mais “filtrados” tem de compensar esse facto com uma maior “dimensão”. Sendo assim, este 1.7 dCi mostra-se mais preformante que o seu antecessor, estando mais disponível a baixar rotações, algo que pedimos desde a primeira vez que o conduzimos. Graças a isso, o recurso à “caixa” também é menor. Tudo isso torna a condução mais agradável.

Agora, este Qashqai tinha ainda uma outra surpresa. Para além do novo motor e da versão Tekna+, que lhe “tinge” os plásticos negros para a cor da carroçaria, um sistema de tração integral que a Nissan chama de 4×4-i.

Sim, isto é um Nissan Qashqai com quatro rodas motrizes. É necessário?

Pois bem, temos de ver isto de uma forma diferente. Este automóvel não é feito, de todo, para atacar um trilho de todo-o-terreno. Portanto, encarar esse tipo de obstáculos só o fará perder pedaços de plástico pelo caminho. Este sistema é mais para ser usado em condições climatéricas mais adversas, assim como caminhos de terra (sem crateras) que têm de ser percorridos diariamente.



Na prática, o sistema pode ser desconectado apenas para as rodas dianteiras, podendo, no modo Auto, gerir automaticamente a distribuição de potência entre os dois eixos. Posso também dizer que isso, em conjunto com os Dunlop SportMaxx, tornam-no no Qashqai com mais capacidade dinâmica que já por aqui passou.

De resto tudo igual, com as suas vantagens de sempre, com o Nissan Qashqai a continuar a fazer lógica graças ao seu preço convidativo e um equipamento que não tem falhas, ainda para mais neste Tekna+, onde a única preocupação é escolher a cor, de resto tem tudo.

O motor diesel 1.7 dCi é um bom substituto ao 1.6 dCi, enquanto a tração integral pode ser um capricho se não a utilizar regularmente, ainda para mais quando nos pede mais 5850€ face à versão convencional, que “puxa à frente”.

Sendo assim, este Nissan Qashqai Tekna+ 1.6 dCi com tração integral custa 47.550€ antes de campanhas, um valor muito distante dos 28.650€ onde a gama se inicia. A verdade do sucesso do Qashqai é que, para além de ser prático e descomprometido, há um ideal para cada tipo de cliente, e este é só mais um exemplo disso.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!