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Teste Completo: DS 4 Cross Rivoli E-Tense 225

Teste Completo: DS 4 Cross Rivoli E-Tense 225
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“Escolha Premium”

Este é o DS 4, a nova proposta da marca premium da Stellantis, que se quer intrometer em luta direta com os alemães, com uma receita francesa de assinatura. Para isso conta com uma gama completa, onde junta um estilo audacioso, interior luxuoso e tecnologias futuristas. O DS 4 agita quem com ele se cruza, mas acalma quem vai lá dentro. Teste completo à versão Cross equipada com o propulsor E-Tense, de 225cv de potência.

 

Exterior

O DS 4 foi apresentado há quase um ano, mas agora, mesmo passado este tempo, a proposta de segmento C da marca francesa continua a parecer algo conceptual. Para isso, muito contribuem as suas linhas musculadas e recortadas. A dianteira mantém a linguagem apresentada pelos seus companheiros da gama, com uma grelha dianteira de grandes dimensões, com as luzes LED a serem também ponto de destaque. Mas é na lateral que este DS 4 Cross mais conquista, parecendo que foi mais esculpido que modelado, com volumes bem marcados, e linhas sem medo de ângulos bem fechados. Os puxadores incorporados nas portas não são novidade na marca, mas conferem ainda um aspeto conceptual à proposta.

Esta proposta mede 4,40m de comprimento, com uma largura de 1,83 e apenas 1,47m de altura, tanto para esta versão Cross como para qualquer outra das três filosofias disponíveis para este modelo. Este Cross destaca-se pelas barras longitudinais no tejadilho, assim como um maior plástico preto de contaste, a piscar o olho ao cliente SUV. Para quem prefere algo mais clássico, o DS 4 é a escolha enquanto quem não esquece a desportividade conta com a Performance Line.

Passando para a traseira, encontramos um desenho limpo, mas que se mescla com um conjunto de linhas, e esguios farolins, cheios de pormenores, unidos por um friso cromado onde se situa logo abaixo o logo da marca. No para-choques encontramos dois detalhes: a dupla saída de escape, que de escape tem muito pouco, assim como a câmara de estacionamento traseira que conta com um aspersor próprio, para que a visão nunca seja obstruída. Coisa de premium…

 

Interior

Passando para o interior, o DS 4 quer também impressionar. Como dito acima, o luxo é o principal objetivo, enquanto a tecnologia tem também papel fulcral em conquistar um cliente cada vez mais exigente. Para isso, a marca dotou este DS 4 com um painel de instrumentos digital, de dimensões comedidas, auxiliado por um head-up display muito completo. Ao centro, o sistema de infotenimento de 10’’ está colocado de forma lógica, enquanto na consola central o DS Smart Touch permite navegar mais facilmente pelos mapas, assim como escolher seis atalhos, de forma a que o condutor se distraia o mínimo possível do que mais importa, a estrada.

Quanto à qualidade, esse é percebida assim que nos sentamos nos confortáveis bancos em pele, com muitas das superfícies a estarem assim revestidas, o que lhe dá bastantes pontos na sensação premium. Os atalhos não se ficam pelo DS Smart Touch, já que encontramos também, abaixo do ecrã de 10’’ polegadas, os atalhos para a climatização, assim como as saídas de ventilação dissimuladas.

Neste habitáculo acolhedor, contamos ainda com os préstimos do sistema áudio Focal Electra que, graças à sua potência de 690W e 14 altifalantes, colocam a banda sonora de qualquer viagem na melhor qualidade possível. Atrás, conseguem sentar-se confortavelmente dois adultos, com saída de ventilação própria, assim como duas tomadas USB-C para carregar os smartphones ou outros objetos. O apoio de braço central conta com porta-ski, dando acesso à bagageira de 390L de capacidade, menos 49L que as versões térmicas.

 

Condução

Sim, este é o DS 4 Cross E-Tense, ou seja, é a versão híbrida Plug-In do modelo francês. Para isso conta com o motor 1.6 PureTech de 180cv, que funciona em conjunto com um motor elétrico de 81kW, que armazena a sua carga numa bateria de 12,4kWh capaz de uma autonomia máxima de 54km. O tempo de carga pode variar entre as 3h30m (3,7kW) e 1h45 (7,4kW).

A sua potência combinada de 225cv é mais do que suficiente para puxar os 1728kg que pesa esta proposta, como é possível entender graças a uma aceleração dos 0 aos 100km/h que demora 7,7s. Dinamicamente, graças aos vários modos de condução (Elétrico, Conforto, Híbrido e Desportivo), é possível escolher o DS 4 ideal para cada situação.

Isso evidencia-se ainda mais graças ao sistema DS Active Suspension, que é composto por vários sensores, uma câmara, uma unidade de controlo e quatro amortecedores pilotados. Dessa forma, a câmara, montada no topo do para-brisas, analisa o terreno de forma a antecipar as irregularidades, transmitindo informação detalhada aos quatro cantos do DS 4. Na prática, é notória a capacidade de a suspensão alterar o seu comportamento, principalmente se mudarmos de modo Desportivo para Conforto.

A condução é por isso beneficiada por esse aspeto, mas também por uma transmissão suave e que se esforça para trabalhar com o sistema híbrido da melhor maneira, ainda que, nesta versão E-Tense, não conte com um modo “totalmente” manual, preferindo sempre o automático, mesmo utilizando as patilhas de seleção montadas atrás do volante. À noite, a segurança está garantida pelo sistema DS Matrix LED, mas também pelo opcional sistema de Night Vision, que é algo inédito na sua classe.

O preço desta unidade em ensaio ascendia aos 57.290€, mostrando também aqui o cliente alvo desta proposta. A gama inicia-se nos 30.980€ para um DS 4 equipado com o motor térmico a gasolina de 130cv, mas este E-Tense pode muito bem ser, a par com o 1.6 PureTech de 180 ou 225cv, uma das melhores opções para ter um novo DS 4.

 

Conclusão

A nova geração do DS 4 quase faz esquecer a primeira. Este modelo pode intrometer-se nas propostas germânicas, ainda que exista um longo “trabalho de casa” a ser feito pelo consumidor. A gama de motores ajuda a que possamos ver mais destes DS 4 pelas ruas, com a qualidade e estilo exterior a serem excelentes atrativos. Os equipamentos exclusivos neste segmento fazem-no ter conteúdo, mais do que apenas um desfile de moda.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!