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Renault Twingo ‘Le Coq Sportif’

Renault Twingo ‘Le Coq Sportif’
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“A cidade é uma capoeira”

 

O Twingo é um dos nomes mais antigos da gama Renault. Sim, é mesmo. Mais “velho” que ele apenas o Espace e o Clio. O modelo que vai na sua terceira geração, conta agora com cinco portas, e uma tração que passou da dianteira, para a traseira. Mas uma coisa é certa: continua a ser irreverente.

  

Cheguei à Renault de noite, o carro que levava comigo até que era superior a este Twingo, seja em segmento ou preço. Era basicamente de um “outro campeonato”. Mas esta versão “Le Coq Sportif” conta com tantos detalhes que me deu de imediato uma vontade de me perder pela cidade, e começar à procura dos lugares mais apertados para estacionar e sair com “estilo”.

Esta versão feita conjunto com a casa francesa de equipamentos desportivos, surge logo após o mais pequeno dos Renault sofrer um restyling de meia idade. Esta versão é como se fosse a mais equipada. Disponível em quatro cores: branco, branco cristal, cinza e preto, o Twingo LCS (diminutivo para os amigos) conta com elementos em Azul, branco e vermelho, as cores da bandeira francesa e que podem mesmo ser mais extensos, caso o cliente opte pelo pack Le Coq Sportif Extreme por 300€, que aproveita a faixa que surge das laterais para dividir o teto e um acabamento extra na grelha em tons de azul. Eu escolheria!



Para além disso, o interior também conta com gráficos exclusivos do “galo”, símbolo da marca, seja no tablier, tapetes ou mesmo na soleira das portas. Mas o destaque vai obviamente para as ‘bacquets’ que contam com acabamento em tecido e TEP, com um padrão listado.

Disponível somente na motorização 0.9 TCe de 95cv, o Renault Twingo LCS mostra-se competente dentro da cidade, e nas ligações entre elas, com um motor que tem “vida” suficiente para os 1015kg que pesa este citadino de 3,61m de comprimento.

Contudo, não se pode esperar milagres, o binário conseguido por este pequeno motor é de apenas 135Nm, e com isso não vai deixar ninguém “colado” ao assento, por outro lado, a transmissão manual, de cinco velocidades, ajuda a imprimir um ritmo mais rápido se necessário. Se “dois pedais” é o caminho a seguir, saiba que existe a EDC de seis relações, por mais 1480€.

Os consumos, conseguem ser comedidos, com uma média de 5,6l/100km conseguidos em cidade, e os 5,8l/100km conseguidos na média final combinada, com autoestrada à mistura, mas feita a 110km/h, aquela velocidade que não compromete…



No interior, o espaço é apenas para quatro, mas acaba por ser justo, com espaços de arrumação debaixo dos bancos traseiros, já na dianteira o maior espaço de arrumação encontra-se, para alem do porta-luvas, numa “caixa” central que pode ser transportada para fora do Twingo. Quanto à mala, pode ir até a uns “enormes” 980L quando os dois bancos são rebatidos (50:50). Por ser a versão mais equipada, o Twingo Le Coq Sportif já conta de série com ar condicionado automático, ajuda ao estacionamento traseiro com câmara, Easy Link com Android Auto e CarPlay, assim como sensores de luz e chuva, bem como cruise control com limitador de velocidade.

O preço inicia-se nos 14.660€, mais 2800€ que a versão ZEN. Este acréscimo de valor é totalmente aceitável tendo em conta o maior equipamento desta versão, bem como a sua exclusividade e os 20cv extra (!), que aqui fazem bastante diferença.

O Twingo continua a ser um produto diferente, é agora talvez mais esquecido que anteriormente (a escolha também é maior), mas continua a ser um produto mais emocional que muitos dos seus rivais, ainda que as duas portas extras e um espaço interior mais “desafogado”, o tenham tornado mais prático e racional. Uma boa aposta para quem “vive na cidade” e não quer passar despercebido.


Renault Twingo ‘Le Coq Sportif’ TCe 95 

Especificações:
Potência – 95cv às 5500rpm
Binário – 135Nm às 2500rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 13,1s
Velocidade Máxima (oficial): 165km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) – 5,3l/100km (5,8l/100km)

Preços:
Renault Twingo desde: 11.860€
Preço da unidade ensaiada: 14.960€

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!