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Qual é o Hyundai i20 ideal para mim?

Qual é o Hyundai i20 ideal para mim?
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“Aspirado ou turbo?”

 

Este é o novo Hyundai i20, um dos mais importantes modelos de segmento B. Resolvi por isso entender qual é o motor ideal para ser escolhido, caso se opte por este modelo como novo “companheiro” de aventuras: o 1.2 MPi e os seus 84cv, ou o mais potente 1.0 T-GDi com 100cv.

Há contas a fazer, porque nem tudo são cavalos!

Primeiro, porque é que este é um dos mais importantes modelos do segmento?

Porque o Hyundai i20 é completo, um automóvel que pode não ser o primeiro que vos venha à cabeça quando pensam num utilitário, mas que representa muito bem o que é a marca coreana, numa junção de tudo o que é necessário num automóvel. Contudo, o i20 está agora mais “emocional” que a geração que veio substituir.

A sua estética é prova disso, bem mais cativante (e que resulta melhor ao vivo). O 1.2 MPi pode ser distinguido do 1.0 T-GDi seja pelas jantes, pelos faróis ou pelo teto de cor preta, no mais potente. Mas qualquer que seja a foto que estejas a ver, a verdade é que o i20 não deixa ninguém indiferente.



No interior, existiu também uma evolução. Se o anterior Hyundai i20 teve boas palavras da minha parte sobre a sua qualidade de construção e sensação de robustez, nunca levou uma palavra sobre originalidade. Era um interior sóbrio, cumpria, mas não nos deixava maravilhados. A nova geração leva isso a um novo patamar, trazendo este interior para a atualidade com pormenores estéticos interessantes como o efeito que percorre o tablier vindo as saídas de ventilação, assim como uma superior tecnologia graças ao cluster 100% digital que serve como painel de instrumentos. É configurável em quatro temas diferentes e oferece uma boa leitura.

No interior podemos encontrar ainda o sistema multimédia que foi renovado e permite agora ligações aos smartphone sem fios, sejam eles Android ou iOS. Nestas duas unidades também existiram diferenças no interior: o 1.0 T-GDi, por ser do nível Style, contava com ar condicionado automático, apoio de braço, assim como o número 6 na alavanca da transmissão manual. Mas quanto a isso já lá vamos…

O espaço a bordo é amplo e acima da média face ao seu segmento, com boas quotas para quem vai atrás. A bagageira apresenta 352L, o que é um crescimento de 26L face à geração que esteve no mercado até há bem pouco tempo.



Em termos de dinâmica, sem focar ainda em nenhum dos motores, o Hyundai i20 entusiasma mais na sua condução, graças a um chassis mais bem afinado e com melhor pisar, que promete muito, desde já, sobre a versão N que surgirá no mercado ainda durante o ano de 2021.

Vamos lá ver qual é melhor destes dois…

De um lado temos o i20 1.2 MPi Confort com 84cv, e do outro o i20 1.0 T-GDi 100 Style Plus. Ou seja, a versão “base” e a mais equipada. Entre eles estão 3490€ a dividi-los. Valem a pena?

Começamos pelo 1.2 MPI Confort. Mesmo nesta versão mais “básica”, o i20 já vem bem equipado com as jantes de 16 polegadas, o novo sistema multimédia e cluster digital, assim como câmara e sensores de estacionamento traseiros. Ainda a acrescer a isso, contamos com sistema de manutenção à via e travagem autónoma em emergência, para evitar mudanças estéticas indesejadas.



Já o 1.0 T-GDI Style Plus acresce a tudo isso faróis dianteiros e traseiros em LED, entradas USB na fila de assentos traseira, chave inteligente para abertura e arranque mãos livres, assim como ar condicionado automático.

Portanto, em termos de equipamento há já uma boa base, com o Style Plus a conseguir oferecer elementos de conforto.

O 1.2 MPI é um motor a gasolina, com quatro cilindros, mas sem turbo. Ou seja, é bem suave no seu funcionamento mas não é “explosivo”. É um motor que gosta mais de cidade e de estradas nacionais, que consegue sem muito esforço consumos reduzidos e abaixo dos 6L/100km. Para o ajudar conta com uma transmissão manual de cinco velocidades.

No que toca ao 1.0 T-GDi são apenas mais 16cv, mas parecem mais, já que este “mil” três cilindros tem turbo, o que lhe dá um Boost e consegue oferecer maiores performances. Para se ter uma noção, dos 0 aos 100km/h estes 16cv a mais conseguem retirar 2,7s e oferecer uma velocidade máxima de 188km/h, enquanto o 1.2 MPI fica-se pelos 173km/h. De qualquer das maneiras, são velocidades que não podem alcançar em Portugal, de forma legal. Mas perceberam o ponto.

Os consumos no 1.0 T-GDi são superiores, mas não por muito. Estes 100cv fizeram nem mais de 0,5L/100km que o motor aspirado, com os valores a igualarem-se em autoestrada, local onde este turbo se importa menos. Muito pela potência, mas também pela transmissão que tem o “tal 6”, de sexta velocidade.

Portanto, devo escolher um Hyundai i20?
Deves sim senhor, é um automóvel completo e que evoluiu face à anterior geração, que só lhe faltava ser emocional. Tem contras? Nada de relevante, por exemplo alguns plásticos são mais rijos, mas a montagem é correta. Nada de mal.

Qual o motor é que devo escolher?
Ora, se andares muito em cidade e o dinheiro para ti é muito importante, o 1.2 MPI, mas se queres estar sempre mais desafogado, o T-GDi é o caminho a seguir, já que os 100cv chegam e bem para este segmento B da marca coreana. O nível Style Plus recheado prova que é possível ter um segmento B “pensão completa” por menos de 20 mil euros.

De qualquer maneira, seja qual for o que escolheres, tens 7 anos de garantia sem limite de quilómetros.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!