Início Ensaios “O diesel resiste” – Škoda Octavia Sportline 2.0 TDI 150 DSG

“O diesel resiste” – Škoda Octavia Sportline 2.0 TDI 150 DSG

“O diesel resiste” – Škoda Octavia Sportline 2.0 TDI 150 DSG
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“Em boa companhia”

 

Mais uma vez, o Škoda Octavia regressa ao MotorO2 e calhou-lhe novamente a tarefa de ser a montada escolhida para uma longa tirada. Porém, o objetivo aqui não é apenas entender se é uma boa companheira de longas viagens, porque isso já todos entendemos no ensaio feito anteriormente ao Octavia Scout 4×4. O que importa saber, embora a resposta seja quase sabida por todos, é se o Škoda Octavia Break é um automóvel bom para todos os dias.

É uma pergunta de resposta muito fácil, já que é um “sim, sem dúvida”, já que é modelo familiar, logo é sabido que o será. Mas para dificultar vamos explicar porque o é, assim como tentar entender porque não é (bem) mais escolhida pelos consumidores nacionais.

Desta feita, calhou a variante Sportline, aquela que mais agradará, já que conta com uma imagem mais desportiva no seu exterior, graças a alguns elementos de contraste em preto assim como o para-choques alongado na dianteira e jantes de 18’’ específicas desta versão. No restante exterior, encontramos um automóvel de linhas sóbrias sem serem desinteressantes, que aproximam a dimensão deste segmento C a um segmento D. Por exemplo, este Octavia Break é 56mm maior que a “prima” Volkswagen Golf Variant…



No seu interior também se encontram diferenças neste Octavia Sportline, nomeadamente nos bancos estilo bacquet em tecido, que oferecem um apoio mais do que seria suficiente, sem serem desconfortáveis na altura de entrar e sair do habitáculo. Também o volante conta com um revestimento específico em pele perfurada. O habitáculo continua a ser muito bem conseguido, com bons materiais e montagem, equivalente às outras marcas do grupo. A facilidade de utilização está garantida pelos atalhos abaixo do sistema multimédia, com o painel de instrumentos 100% digital a contar com vários temas, sendo muito completo nas informações.

Mas o espaço a bordo é, talvez, a sua grande mais valia. Atrás podem sentar-se até três adultos, ainda que conte com um generoso túnel de transmissão. A saída de ventilação dedicada, tomada “doméstica” e duas saídas USB-C tornam o conforto ainda mais evidente. Para transportar todas as bagagens, um “porão” de 640L de capacidade é apresentado pela marca checa, tornando este Škoda Octavia Break numa verdadeira alternativa caso se procure um automóvel familiar.

Se a versão é diferente, a motorização que anima este Škoda Octavia Sportline é igual à versão que testámos anteriormente, o 2.0 TDI de 150cv aliado a uma transmissão DSG (dupla-embraiagem) com sete velocidades, um conjunto mais do que provado, com um comportamento diferente do apresentado anteriormente.

Isto porque a ausência de tração total torna este Octavia Break 137kg mais leve do que a versão Scout, assim como mais baixo em relação ao solo, garantindo também um menor “esforço” no rolamento. Dessa forma, os consumos são verdadeiramente interessantes, que numa tirada feita à velocidade máxima permitida, com ar condicionado praticamente no máximo, quatro pessoas a bordo e bagageira cheia, ficou em 5,1L/100km em mais de 500km.



Mas como queremos saber como funciona no dia-a-dia, o consumo é possível de ficar sem problemas abaixo dos cinco litros a cada cem quilómetros. Ponto positivo também para a suavidade da transmissão, que não apresenta hesitações, sendo também rápida nas passagens, principalmente caso elejamos o modo S. Aqui, é aconselhável contar com o “DRIVE SELECT”, que por apenas 105€ nos permite escolher entre diferentes modos de condução.

Dinamicamente o Škoda Octavia Break Sportline aposta num compromisso, ou seja, nunca é um automóvel aborrecido de se conduzir, mas é acima de tudo bastante confortável. Apenas em velocidade mais elevada, a suspensão por vezes acaba por nos fazer “ondular” um pouco mais do que seria normal, de forma a evitar uma passagem “seca” sobre as irregularidades. De qualquer maneira, na maioria das vezes, absorve bem e conta com um bom pisar. Ainda assim, isso pode ser resolvido com o opcional DCC (Dynamic Chassis Control) que, por 799€, já permite ajustar o nível de dureza de amortecimento.

Quanto à gama, esta versão situa-se abaixo da RS e da Scoutline, com imagem mais aventureira. Assim, a Sportline pretende ser um compromisso face às versões mais sóbrias desta proposta familiar do grupo, com um preço que inicia nos 34.995€, caso se opte pelo 1.5 TSI de 150cv, subindo até aos 40.224€ para esta variante diesel com 150cv e transmissão DSG. Com opcionais, a unidade em teste pedia em troca 43.403€.

Exagerado? Tendo em conta a concorrência, nem por isso. Ainda mais porque a Škoda ainda apresenta uma ampla gama de motores para o Octavia, desde o pequeno 1.0 TSI de 115cv, que lhe permite um “preço de arranque” de 26.439€, passando pelas “obrigatórias” variantes Plug-In Hybrid, sem esquecer o apetecível RS que pode contar com potências até aos 245cv.

O Octavia merece mais, bem mais atenção por parte do consumidor que procura uma nova proposta, devido a ser tão completo e honesto na sua tarefa de ser um verdadeiro automóvel familiar. É altura de esquecer preconceitos, porque esses estão pré-concebidos e, tal como em muitos outros casos, aqui está totalmente errado.

Como já lhe chamei na altura do teste ao Octavia Break Scout, é um “canivete checo”, só não lhe voltei a chamar isso porque não queria repetir o título. Mas a verdade é mesmo essa: uma verdadeira opção com múltiplas funções.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!