Início Ensaios DS 7 Crossback E-Tense 4×4: “O Plug-In é o melhor de todos?”

DS 7 Crossback E-Tense 4×4: “O Plug-In é o melhor de todos?”

DS 7 Crossback E-Tense 4×4: “O Plug-In é o melhor de todos?”
0
0

“O mais intenso”

 

“Um SUV premium que lançou uma nova marca e, de caminho, tem conseguido uma boa dose de sucesso. Agora com um grupo propulsor mais “intenso” será que tem neste E-Tense a sua melhor opção?”

 

Emissões e mais emissões, a palavra de ordem na indústria automóvel atual; um “medo” que se junta também a uma realidade que nos consciencializa para um futuro melhor. As marcas têm nessa palavra um dos mais importantes desafios, o de conseguir baixas emissões de CO2 a sair diretamente do escape, com valores que há 10 anos seriam impensáveis de ser declarados como média.

É por isso mais que normal que os elétricos e os híbridos comecem a tomar um maior lugar dentro das gamas. Se há pouco tempo um SUV era essencial, agora melhor só se for um SUV híbrido. Pois bem, a DS pensou nisso e criou o DS 7 Crossback E-Tense 4X4, a versão “ecológica” do SUV de segmento D, que aproveita o conjunto de motores e bateria dos seus “colegas de grupo”, o Peugeot 3008 HYbrid4 e Opel Grandland X Hybrid.

Antes de ir para os motores, convém falar de como este DS 7 Crossback se está a sair. E para isso, basta sair à rua e não tarda muito até ver um passar por nós. Por duas razões: porque até não se vende mal, e porque dá nas vistas.


 


As suas dimensões são generosas, mas não é apenas por isso. O seu estilo emana um gosto que pretende agradar tanto aos europeus, como aos chineses. Um maior número de cromados, um desenho que não quer ser “cinzentão” como outras propostas premium, e uma dose certa de desportividade tornaram este num dos SUV mais desejados. Para além disso, a sua gama é completa no que toca a motorizações e versões, não faltando mesmo uma “Performance Line”. Sim, podem ser a marca de luxo, mas não se esqueceram da “veia desportiva” que é tão precisa…

O interior é o lugar onde mais se nota esse luxo, com bons materiais, ainda para mais nesta versão Grand Chic e inspiração Opera, onde a pele se funde com outros materiais de diferentes padrões e até temperaturas, criando um habitáculo onde apetece estar. A componente tecnológica está conseguida através de elementos mais “chamativos” como é o caso dos dois ecrãs de 12 polegadas (painel de instrumentos e ecrã multimédia) ou em apontamentos escondidos, como é o caso do Night Vision, que nos permite ver através da penumbra da noite.

Para finalizar, no interior, o espaço é também mais do que razoável, conseguindo transportar cinco adultos. Quem vai atrás pode reclinar o banco (eletricamente) ou optar pela sua própria temperatura. A bagageira, de 555L, permanece inalterada face às versões de combustão convencionais, já que a bateria se encontra debaixo dos bancos traseiros.

Passando para a sua cadeia cinemática, o DS 7 Crossback E-Tense conta com três motores, dois elétricos, um no eixo dianteiro e outro no traseiro (um de 81,2kW e 83kW respetivamente), que auxiliam o motor 1.6 PureTech de 200cv. No total, são 300cv de potência entregues às quatro rodas, que tornam este no DS mais potente que podem comprar.

O binário, quando tudo funciona em pleno, é também ele digno de respeito: 530Nm, que ajudam numa entrega de potência rápida, mas suave. Ainda assim o cronómetro marca os 0-100km/h em pouco mais de cinco segundos, até atingir uma velocidade máxima de 235km/h.



Quanto à bateria, este híbrido Plug-in tem uma capacidade de 13,2kWh, capaz de fazer 58km 100% elétricos, e que lhe dá o valor que a marca homologou de 1,6l nesses primeiros 100km. Não atingimos esse valor, mas deixando o DS 7 “gerir” no modo Hybrid, fomos capazes de atingir 2,2l nesses primeiros cem quilómetros. Quando essa bateria “acaba”, o híbrido continua a trabalhar, regenerando e auxiliando; só dessa forma consegue que os consumos continuem baixos, ficando em 5,6L/100km.

Para carregar, são necessárias apenas duas horas, se contar com um Wallbox em casa, como não conto tive de optar pela mais demorada rede doméstica, mas que mesmo assim acordava sempre recarregado. Por vezes, mais do que eu.

A condução do DS 7 Crossback é sempre uma tarefa com o mínimo de stress, e aqui assume uma outra dimensão graças à maior suavidade do conjunto, que devido à ausência (muitas das vezes) de ruído e vibração do motor, torna a experiência ainda mais confortável, como se já não bastasse a suspensão pilotada ou os bancos que nos deixam viajar centenas de quilómetros, lembrando-nos disso.

No outro polo oposto, os 300cv quando solicitados fazem-se sentir, e pela primeira vez sentimos também um “empurrar” vindo do eixo traseiro do DS7 Crossback, graças à tração integral, o que garante, para além de uma maior tração à saída das curvas, também uma maior segurança quando o clima fica mais agreste.

Se tem lógica optar por este DS 7 Crossback E-Tense?

Tem toda a lógica. Obviamente este motor só se pode comparar com o diesel de 180cv, que é cerca de dois mil euros mais caro, se compararmos com a mesma versão. Este motor de 300cv consegue, sem muita complicação, gastar menos, ao mesmo tempo que oferece uma maior dose de performance e, com isso, um mais agradável prazer de condução. É seguir o caminho da eletrificação, que aqui não tem que enganar!


 DS 7 Crossback E-Tense Grand Chic

Especificações:
Potência – 300cv
Binário – 520Nm
Aceleração dos 0-100 (oficial): s
Velocidade Máxima (oficial): 235km/h
Consumo Combinado Anunciado – 1,3l/100km
Consumo combinado primeiros 100km: 2,5L/100km
Consumo combinado sistema híbrido: 5,8L/100km

Preço:
DS 7 E-Tense 4×4 desde: 57.950€
Unidade ensaiada: 65.050€

 

 

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!