Início Ensaios Ao volante do KIA Sorento Hybrid, o verdadeiro SUV familiar de 7 lugares

Ao volante do KIA Sorento Hybrid, o verdadeiro SUV familiar de 7 lugares

Ao volante do KIA Sorento Hybrid, o verdadeiro SUV familiar de 7 lugares
0
0

“Um coreano com pinta de Americano”

 

É para mim inevitável não achar que a nova geração do Sorento, o maior SUV que a KIA tem disponível na Europa, não conte com um estilo fortemente inspirado nos SUV americanos; afinal a marca conta com números de vendas e uma reputação que se pode orgulhar no continente norte-americano. Mas será que cá este 100% novo Sorento é uma boa aposta?

São 4,80m, numa proposta que mete respeito quando nos aproximamos dela pela primeira vez, e é mais um daqueles casos em que se tapássemos os símbolos, ninguém diria que é um KIA. Felizmente essa conceção da KIA ser uma marca de “segunda divisão” já passou, e o Sorento prova mais uma vez porquê.

A sua dianteira conta com uma grelha que se une aos grupos óticos em LED com uma interessante assinatura luminosa, num estilo que não impacta, com rasgos de modernidade excessiva. É sim uma proposta elegante, com a sobriedade necessária para o tipo de cliente que procura conquistar. A lateral não esconde as suas dimensões, com os arcos das rodas bem definidos e que apresentam umas elegantes jantes de 19 polegadas, enquanto o ponto de destaque vai para o pilar C e o seu aplique em cromado, inspirado no que a KIA fez também na ProCeed.

A traseira é a zona mais “americanizada” do novo KIA Sorento, com os farolins divididos a contribuírem para isso, exibindo ainda orgulhosamente o nome do modelo no portão da bagageira.



Se por fora consegue o “primeiro passo” para seduzir as famílias, no seu interior, o KIA Sorento tem uma verdadeira revolução face à anterior geração.

Cá dentro também um estilo espaçoso, com tecnologia, mas apresentada de forma diferente da de alguns dos seus rivais. Ao invés de optar por colocar tudo em ecrãs táteis, a KIA optou por usar botões, algo que já foi inventado há muitos anos e que continua a funcionar muito bem. É nesses botões, que talvez até possam ser demais a uma primeira vista, que encontramos os que ativam os muitos equipamentos de série com que este Sorento conta.

A novidade principal está no sistema multimédia renovado, com 10,25’’ de dimensão, assim como o cluster 100% digital (12,5’’), que pode ser personalizado ao gosto do condutor, e que muda o seu aspeto dependendo do modo de condução. Os bancos, com ajuste elétrico e com memória, contam com um bom apoio, muito espaço, com o mesmo a passar-se atrás.

Na segunda fila de assentos, o espaço é algo que também não falta, com a largura a conseguir encaixar três adultos, enquanto o espaço para as pernas é verdadeiramente desafogado, típico de uma primeira classe se isto fosse um avião. Agora, se quiser sentar alguém na terceira fila (sim, o Sorento tem 7 lugares), essa 2ª fila deverá passar para uma classe executiva se forem crianças, ou económica se forem adultos, algo que não é muito aconselhado na última fila. Ainda assim, pormenor interessante para a preocupação de dotar cada uma das filas com climatização independente.

A bagageira pode então variar dos 608L aos 187L, caso transportem uma equipa de Andebol.

Passando para a condução, o KIA Sorento aqui em teste era o Hybrid, ou seja, conta com o motor 1.6 T-GDi com 180cv e um outro elétrico que ajuda a contribuir para os 230cv de potência combinada, algo que impressiona, no entanto convém não esquecer que este Sorento pesa 1805kg. Ainda assim, é possível uma aceleração dos 0 aos 100km/h em 8,6s até uma velocidade máxima de 193km/h.



Mas sendo um Hybrid isso não é o mais importante. A KIA, tal como a sua “prima” Hyundai, opta por dotar os seus híbridos com transmissões automáticas, o que torna a condução mais normal, mas por vezes menos eficaz. Ainda assim, é conseguida uma elevada dose de calma a bordo, com o Sorento a esforçar-se por andar totalmente elétrico em cidade, assim como ajudar com essa mesma potência em situações onde conta ter um “empurrão extra”.

Este SUV fez várias centenas de quilómetros nos dias que passou comigo, utilizando maioritariamente o modo Smart, aquele que escolhe qual o melhor modo de condução para determinado momento. Em percurso misto, deixou no seu computador de bordo uma média de 7,3L/100km, um valor mais que justo tendo em conta as dimensões e a potência.

Mas em cidade é possível baixar dos 6L/100km, sem muitos problemas.

No final, a resposta a se é uma aposta válida é que sim, é uma aposta a ter em conta para quem procura um SUV verdadeiramente espaçoso. O seu estilo exterior impacta visualmente, sem “assustar” com algumas soluções. O interior é confortável e fácil de trabalhar (assim que se aprendam todos os botões), com espaço e versatilidade. O equipamento é um verdadeiro “full house”, enquanto o preço com campanha é vencedor, que já com o teto de abrir panorâmico e pintura metalizada, os únicos opcionais possíveis de selecionar, fica em 50.950€.

Ou seja, são menos de 7300€ por lugar…ou então 221€ por cada cavalo de potência…

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!