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Acompanhámos o Mazda CXperience por terras Minhotas

Acompanhámos o Mazda CXperience por terras Minhotas
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“Um dia diferente, a bordo dos CX da Mazda”

Como é que uma marca consegue ter uma relação próxima e de confiança com os clientes, fazendo com que estes se sintam parte da família? A Mazda opta pelos seus clubes, que ao contrário das outras marcas que povoam o nosso mercado nacional, tem uma intervenção oficial, como é o caso do Clube MX-5, com cada vez mais adeptos do roadster mais vendido do mundo. Com o crescente interesse nos crossovers, surgiu a oportunidade de criar o CXperience.

E se os percursos são sempre feitos de forma a mostrar uma região e o melhor que ela tem para oferecer, no caso da CXperience volta ainda agulhas para um outro objectivo. Cerca de 90% dos utilizadores de um crossover não o desfruta na sua totalidade, e nestes eventos a Mazda quer proporcionar esse tipo de “aventura” aos proprietários desses modelos, que raramente tiram as suas rodas do alcatrão, tudo com percursos de acessos simples, de forma a nunca danificar nada na viatura.

Para este primeiro CXperience de 2017, fomos convidados a viajar de Mazda CX-3 equipado com caixa automática de seis velocidades e sistema de tracção AWD, portanto, a versão Excellence, a mais equipada. Dirigimo-nos a Ofir, uma área balnear perto de Esposende, onde iria começar logo pela manhã de sábado o roteiro para conhecer algumas das muitas maravilhas que a região minhota tem para nos oferecer.

Por isso, depois de um pequeno briefing e de nos terem dado o Roadbook sabemos que a primeira paragem será na Sé de Braga, um importante símbolo desta capital de distrito, mas até lá não iremos por caminhos que normalmente usaríamos. Em caravana seguiam quase três dezenas de Mazdas, sempre com boa disposição, num dia que assim o pedia, já que era sábado e estava um dia totalmente primaveril, com o termómetro a atingir os 26º!

Chegados ao Monumento Nacional, no centro da cidade minhota, somos recebidos por um guia que nos explica tudo sobre esta Sé que junta o estilo Românico, Manuelino e Barroco, nas suas muitas metamorfoses ao longo dos séculos, já que foi inicialmente erigida em 1128. O seu claustro é impressionante, constituído por três naves, com seis tratos e uma cobertura em madeira, com um altar dedicado à Virgem Maria. Mas ainda mais impressionante que isso, são os dois orgãos de tubos que datam de 1737 e 1749.

Seguimos depois até às cinco capelas, todas elas decoradas de formas distintas e cada uma cheia de histórias para contar: Capela de São Geraldo, com azulejos que contam a história deste, e a Capela dos Reis, que serve como uma forma de agradecimento pela vitória das armas portuguesas na Batalha De Aljubarrota, em estilo gótico.

A Capela de Nossa Senhora da Glória foi erguida por iniciativa do arcebispo D. Gonçalo Pereira, como seu monumento funerário, com o aval do Papa João XXII que lhe deu autorização de gastar 6000 florins de ouro. Aqui está sepultado o arcebispo, num túmulo semelhante ao da Rainha Santa Isabel em Coimbra.

Por último, a Capela de Nossa Senhora da Piedade, erguida em 1513, por iniciativa de um outro arcebispo, D.Diogo de Sousa, onde se encontra o seu túmulo e torna-se, esta mesma, num outro Monumento Nacional.

De forma a terminar esta viagem através dos séculos, nada como uma visita ao museu da Sé de Braga, muito bem organizado em 4 pisos e que conta com artefactos nunca antes vistos, merecendo uma visita se passar por estas terras.

A fome aperta, e é altura de pegar novamente nos Mazda. O almoço é a poucos quilómetros, num local perto de Bom Jesus, onde podemos degustar o melhor que a região tem para oferecer, antes de rumar até uma das mais bonitas praias fluviais do país, com vista para o Gerês: a Ribeira de Adaúfe. A calma é uma constante, oferecendo tranquilidade e fazendo pensar se o melhor não seria ficar já por ali e acordar com uma vista magnífica onde não faltava mesmo uma pequena cascata, que fazia ‘acelerar’ aquelas águas frias cristalinas que refletiam bem a paisagem das montanhas que distam apenas 20 quilómetros de distância e que nos separam do nosso país vizinho…

Mas sabem, isto dos roteiros dá sempre fome. Não sabemos se é da paisagem, mas a Mazda pensou nisso, e organizou um pequeno lanche num outro local, mas com uma vista espetacular: a Pousada Convento de Amares, num edifício cuja origem está numa construção que terá sido habitada por eremitas. Este monumento foi em parte renovado pelo conceituado arquitecto Eduardo Souto Moura, estando pronto em 1997. O edifício mantém a imagem natural que ostentava nos anos antes, sem qualquer telhado de cobertura visível da parte exterior, e com as janelas da fachada a não possuírem caixilharia, reforçando a ideia de algo parado no tempo, sem causar diferenças temporais.

Esta pousada é outro dos locais que merece uma visita, principalmente num dos seus 32 quartos. A nossa viagem acaba aqui, não num dos quartos, isso ficará para depois, mas neste belíssimo local, num início de pôr do sol, com um sumo de laranja fresquinho que nos vai dar forças para os 420km até casa. O Mazda CX-3 mostrou ser um companheiro à altura, do qual irei falar em breve.

Para uma próxima, fica prometido um dia em conjunto com o cada vez mais fantástico Clube MX-5. Fica também o agradecimento à Mazda Motor Portugal, por eventos como este. Agora, se têm um Mazda CX-3 ou CX-5 não tenham qualquer dúvida em participar no próximo passeio, já que vale bem a pena!

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!