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Peugeot 208 1.5 BlueHDi GT Line

Peugeot 208 1.5 BlueHDi GT Line
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“Classe à escala”

 

Assim que volto ao Peugeot 208, sinto novamente que o segmento B foi tomado de assalto por este modelo, que reescreve muitas linhas do que procuramos num utilitário. O Peugeot 208 é um “salto” na direção certa, em todos os campos, face à geração anterior.

 

Desta vez volto ao mesmo modelo, à mesma versão, mas a um diferente motor, aquele que deixou de ser o preferido, e agora é o preterido, o diesel. Pois bem, a Peugeot fez no 208 algo que merece destaque, o facto de dotar o modelo com três tipos de motorizações diferentes: gasolina, este diesel, e também elétrica, que está a passar mesmo os números de vendas que o próprio fabricante estipulou.

Regressando aqui, é importante voltar a falar da estética deste modelo, que cresceu 10cm face à anterior geração, e que tem agora uma imagem bem mais musculada, e onde Gilles Vidal, chefe de design da marca do Leão, não escondeu ter-se inspirado nas linhas do 205, o ainda “sacré numero” para a marca francesa. Esse facto é visto um pouco nas suas proporções, com um capot mais pronunciado, na superfície vidrada lateral, bem como nos arcos das rodas em negro, que querem fazer lembrar o 205 GTi, um dos melhores ‘pocket-rocket’ dos anos 80, ou ‘bombinette’, como dizem os franceses.



Claro que o século XXI fez das suas, como é o caso da grelha de maiores dimensões e um uso extenso de LED no exterior, seja na dianteira ou na traseira, conferindo ao pequeno Peugeot uma imagem visual forte e que pretende ser inconfundível.

Essa evolução, ou futurismo, é ainda mais evidente no interior, que é outro dos trunfos do Peugeot 208, que agora reinventa o i-cockpit que lançou na sua primeira geração, em 2012. Um local agradável de se estar, com bons acabamentos e elementos de relevo, como é o caso dos mostradores digitais com tecnologia 3D. Nesta versão GT Line, o Peugeot 208 recebe tratamento específico no seu interior, como é o caso do tejadilho forrado a preto, bancos com maior apoio e padrão, assim como um volante mais espesso. A versão que aconselhamos, não importando qual o motor que seja escolhido.

Ainda que o modelo tenha aumentado no seu exterior, o interior não é dos mais espaçosos da classe, para isso a Peugeot aconselha o 2008. Contudo, dois passageiros (adultos) conseguem sentar-se confortavelmente no assento traseiro do modelo de segmento B, enquanto a bagageira é capaz de engolir 309L de capacidade, mais 24L que anteriormente.

A acompanhar essa evolução, a marca gaulesa quis que o 208 também evoluísse no seu pisar de estrada, e conseguiu isso muito bem. Está mais “decidido”, parecendo por vezes até de segmento superior; a suspensão é um pouco mais rija, mas nunca chega a ser desconfortável. Ou seja, prefere pisar bem, com confiança. A direção é mais artificial, ótima em cidade graças à sua leveza, mas em andamentos mais rápidos requer uma leitura da nossa parte, ainda que o pequeno volante consiga “fazer uma boa ligação” com o condutor.



Mas temos obviamente de falar sobre este motor, o 1.5 BlueHDi de 100cv, que faz par exclusivamente com a transmissão manual de seis velocidades.

Antes de começar, a primeira questão é esta: precisa mesmo de um diesel?

Isto porque, comparando este diesel ao gasolina da mesma potência, o preço aumenta cerca de 4 mil euros, o que é um valor de respeito, e que demorará algum tempo a amortizar…

Se quer mesmo o diesel, saiba que este chega perfeitamente para as necessidades, conseguindo “puxar” bem os 1201kg deste “magrinho” Peugeot 208, conseguindo também, graças a isso, baixos consumos que, sem problema e com muita cidade à mistura, passam muito envergonhadamente dos 5L/100km. Acreditamos que com a transmissão automática de 8 velocidades ainda conseguisse mais baixo, mas como dissemos, manual é o caminho a seguir se quer o diesel.

Como ponto negativo neste motor, para além do seu preço mais elevado, é o ruído, que embora a Peugeot tenha feito um esforço, é bem mais notório a bordo que o seu colega gasolina. Portanto, se está a pensar num Peugeot 208, escolha o GT Line, mas quanto ao motor, opte pelo diesel mesmo só se precisar dele.

De resto, não há muito mais a dizer, a versão GT Line já vem muito bem equipada, com ar condicionado automático, jantes de 18 polegadas, vidros escurecidos, sistema de navegação com CarPlay e Android Auto, assim como cruise-control com limitador de velocidade. Como opcionais, esta unidade contava apenas com a pintura metalizada, o sistema multimédia de 10’’ (que aconselhamos por ter um atalho direto para a climatização) no valor de 640€, e o sistema de abertura e arranque mãos livres por 300€.

O Peugeot 208 está, sem dúvida, nas opções a tomar para quem procura um novo utilitário. O modelo está mais emocional que nunca, e nem por isso perde a sua lógica. O interior futurista e acolhedor é um dos seus pontos fortes, enquanto a condução mais “crescida” nos deixa lugar a que este seja um automóvel “lá para casa”. O motor diesel é frugal, mas a sua diferença de preço faz pensar. Contudo, se o escolher, também não ficarei chateado consigo.


Peugeot 208 GT Line BlueHDi 100 

Especificações:
Potência – 100cv às 3500rpm
Binário – 250Nm às 1750rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 11,4s
Velocidade Máxima (oficial): 188km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) – 4,0l/100km (5,0l/100km)

Preços:
Novo Peugeot 208 desde: 15.200€
Preço da unidade ensaiada: 25.870€

 

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!