Início Ensaios Renault Megane ST GT Line 1.6 dCi 130

Renault Megane ST GT Line 1.6 dCi 130

Renault Megane ST GT Line 1.6 dCi 130
0
0

“Na medida certa”

Já falamos sobre a importância que o Megane têm para a Renault, mas a importância de uma carrinha para o nosso país é quase a mesma, por isso, a Renault Portugal foi uma das conselheiras de design desta nova geração da Sport Tourer. E podemos verificar logo no primeiro impacto visual que esses conselhos surtiram um bom efeito, já que saiu dos estiradores da marca francesa uma carrinha com uma silhueta bem elegante e com um design cheio de detalhes interessantes.

A frente é igual à berlina, inconfundivelmente Renault. Apresenta uma grelha onde se destaca o grande losango da marca, nesta versão GT Line que será muito provavelmente a best-seller no nosso país, torna-se mais dinâmica, pois os pará-choques ganham um desenho mais agressivo com entradas de ar específicas num cinzento de contraste. Os faróis com tecnologia LED Pure Vision dão uma interessante assinatura luminosa em “C”, enquanto a pintura Azul Iron chama a atenção de quem passa por nós.

Vista num perfil lateral, podemos ver as proporções corretas, a linha de cintura elevada e o interessante desenho da superfície vidrada, com o pilar C “invisível”. Daqui observamos também  os outros detalhes desta versão, seja o lettering GT Line por cima da roda dianteira, ou as jantes exclusivas desta versão, que no caso desta unidade ensaiada eram as de 18’’ que trabalham, e muito, para o bom estilo desta Megane ST.

Mas a Renault conseguiu fazer a traseira desta Megane parecida com a da versão Berlina, mas distinguindo-se e tornando-se, talvez, mais elegante do que a do modelo do qual deriva. A chapa de matrícula “sai” do para-choques e passa para a tampa da bagageira, conseguindo ainda assim um ar clean. Os grupos óptimos Edge Light dão também, tal como na frente, uma “assinatura” distinta. A imagem dinâmica é incrementada pelo spoiler superior, mas também pelos elementos GT Line, ou seja, o difusor que inclui a saída de escape cromada e pronunciada.

O temperamento desportivo desses elementos encontra-se também no interior, com um ambiente em tons de azul, seja nos pespontos dos bancos tipo bacquet, ou na pega da manete da caixa de velocidades. Esse mistura-se com o espírito high-tech dado pelo sistema R-Link 2, posicionado de forma vertical, através do ecrã touch que passa a comandar quase todas as funções.

A qualidade perceptível a bordo também cresceu face à geração anterior. Os comandos estão colocados de forma ergonómica e a posição de condução é fácil de encontrar devido à ampla regulação do banco. Atrás, o espaço é confortável para três ocupantes, oferecendo ainda uma saída de ventilação própria. Para guardar todas as bagagens de uma família, a Renault Megane ST oferece 521l de capacidade que podem aumentar até aos 1695l. Um elemento interessante para quem se interessa, por exemplo, pelo surf é que o assento do passageiro também pode ser rebatido, oferecendo um espaço amplo de 2,70m em linha recta desde o portão da bagageira.

A locomover a unidade em ensaio esteve o motor diesel 1.6 dCi 130cv, já ensaiado na versão Bose, e que consegue performances aceitáveis, juntamente com um baixo ruído de utilização. Este último é talvez o que mais impressiona, já que é notório o excelente trabalho a filtrar os ruídos mecânicos e exteriores, mostrando que existiu muito cuidado também com a aerodinâmica. O motor tem o seu binário máximo de 320nm disponível às 1750rpm, abaixo disso revela uma resposta um pouco tardia, sendo necessário recorrer à caixa de seis relações. Mas quando entra nessa gama de rotações responde com vigor até às 4000rpm, altura em que todos os 130cv estão em pleno funcionamento.

O comportamento dinâmico é são e previsível, não existindo aqui grandes reparos. Foi feita obviamente uma escolha pelo conforto, tirando logo qualquer ideia de que a GT Line seja uma desportiva. Para isso a Renault oferece a versão GT, equipada com o motor a gasolina de 205cv ou o novíssimo diesel de 165cv, ambos conectados à caixa de dupla-embraiagem EDC.

Mas ainda assim, pode mudar o “humor” desta Megane no comando que se encontra no meio da consola central. O Multi-Sense dispõe de cinco modos, para variadas experiências de condução, mexendo em factores como a resposta do motor, a resistência da direcção ou mesmo as cores interiores, tudo para tornar a experiência de condução mais imersiva.

O equipamento é vasto, com esta unidade a contar como opcional, para além das jantes de 18’’, o pack safety e a roda sobressalente de dimensões normais.

Portanto, a Renault Megane ST melhorou muito, o seu interior deu um enorme salto, enquanto a bagageira e a modularidade interior permanece em bom nível. O comportamento dinâmico não é a referência, embora não se envergonhe nada numa estrada mais sinuosa, e acreditamos que o seu estilo exterior e interior vai apaixonar muitos clientes. Sucesso, de novo garantido…

Este slideshow necessita de JavaScript.

Renault Megane ST 1.6 dCi 130 GT Line

Especificações:

Potência – 130cv às 4000rpm
Binário – 320Nm às 1750rpm
Consumo anunciado (Medido) – 4,0l/100km (5,6l/100km)

Preços:
Preço base Renault Megane ST 1.6 dCi: 30.000€
Preço da unidade ensaiada: 34.388€

Renault Megane ST GT Line 1.6 dCi
15.6 Pontos
O que gostámos mais:
Estilo Interior e Exterior
O que gostámos menos:
Resposta do motor em baixas rotações
Resumindo e concluíndo:
A Megane ST continuará a estar no topo das escolhas dos consumidores Portugueses, a versão GT Line faz o trabalho de "puxar" mais pela nossa parte emocional na altura da escolha.
Motorização15.5
Perfomances16.5
Comportamento15
Consumos16
Interior16
Habitabilidade16
Materiais/Qualidade de construção16
Equipamento de Série15
Value for Money14

“A pontuação acima é totalmente da nossa opinião. Esta, tem a ver com o modelo e versão ensaiadas, tendo em conta o segmento onde a mesma se insere.”

Legenda da pontuação:
0-5: Mau;
5-10: Satisfaz Pouco;
10-15: Razoável;
15-17: Bom;
17-19: Muito Bom;
19-20: Excelente;

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!