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Mazda CX-3 1.5 Diesel AWD

Mazda CX-3 1.5 Diesel AWD
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“O jipe do passeio”

Este ensaio é um pouco diferente. De certo já viram que este Mazda CX-3 está um ‘pouco’ sujo, cheio de mosquitos. A isso eu chamo diversão, vejo que alguém dentro desse automóvel passou bons momentos ao volante e que ganhou histórias para contar. Eu sou da opinião de que cada quilómetro na estrada não tem que ser enfadonho, e a Mazda concorda, já que conta com aquela filosofia que já vos falámos muito por aqui: Jimba-Ittai, a do cavalo e cavaleiro num só.

Mas agora pensam: mas isso é ‘só’ um crossover? Pois, mas é um crossover com alma, com um design com alma. Kodo: “a alma do movimento”. Já estão a ver onde isto vai dar, estes dois factores têm algo em comum com o Mazda MX-5, esse nosso velho amigo. Portanto, este CX-3 de cor Machine Grey está assim sujo porque participou na CXperience, um evento que a marca criou para juntar os entusiastas proprietários deste tipo de carro, e que podem ver aqui.

Portanto, a nossa tarefa foi a de levar este Mazda CX-3, equipado com o motor diesel de 105cv e caixa automática de seis velocidades, até Braga, fazer todo o trajecto e voltar de novo para Lisboa. São mais de 1000km ao volante, logo, muitas histórias para contar, ou, de uma forma mais clínica, um ensaio completo.

Para começar, o design é cativante (mesmo quando está sujo). As suas formas orgânicas e os vincos bem conseguidos dão uma dinâmica interessante ao modelo, as cavas das rodas bem pronunciadas e a linha de cintura elevada confirmam isso, enquanto que a frente longa e a baixa altura dão um certo ar coupé a este crossover. O interior conta com um arranjo minimalista, com bons detalhes e bem desenhado, com a junção das cores a merecer uma nota positiva, já que a nossa unidade contava com o estofos Lux Suede, ou seja, estofos e painel de bordo revestidos a pele branca, com o centro dos acentos e das portas num revestimento ‘suede’ em preto. As pegas das portas em vermelho, juntam-se aos pespontos nos bancos, tudo com uma grande dose de harmonia. Destaque ainda para o novo design do volante, neste micro-restyling efectuado este ano. O interior até consegue ser espaçoso para quatro ocupantes, os bancos dianteiros oferecem um bom apoio e uma excelente posição de condução para o condutor, já que conseguimos ir baixos e de pernas esticadas. Lá está o tal Jimba-Ittai…

A bagageira é talvez o elo mais fraco, são apenas 350L de capacidade mas que tem a vantagem de contar com uma plataforma de carga alta e plana, com a possibilidade de ser aumentada através do rebatimento assimétrico dos bancos traseiros.

A dinâmica, é um dos pontos fortes deste automóvel, com uma resposta bastante directa e rápida dos seus comandos, a direcção transmite um bom feeling, aumentado através do chassis, bem afinado e comunicativo, exibindo muito pouco adornamento, transmitindo muita confiança e aderência. O pedal do acelerador, também é bastante sensível e funciona muito bem com a caixa automática, que pode ser seleccionada através do selector ou das patilhas montadas atrás do volante. Estas são bastante decididas nas suas passagens, e rápida até mesmo quando o motor é ‘adormecido’ pelo stop&start nas paragens. A envolvência de condução não é perdida com o uso desta caixa de velocidades, que aumenta o preço deste automóvel em cerca de 3000€.

Mas na nossa viagem contávamos ainda com um outro trunfo importante, e que torna este CX-3 num dos poucos modelos a oferecer este tipo de sistema no segmento dos pequenos crossover. Falamos do i-ACTIV, um sistema de nova geração que permite que o CX-3 seja um automóvel de tracção integral, deixando ao condutor desfrutar de uma óptima experiência de condução sem beliscar em muito a economia de combustível, e que poderá ser um parceiro ideal em busca de bons caminhos fora de estrada. Este sistema usa sensores que monitoram constantemente o terreno e a superfície da estrada, bem como as acções do condutor. Quando é notória uma perda de aderência nas rodas dianteiras (as prioritárias) o sistema envia potência para as rodas posteriores para uma condução mais confiante.

Para facilitar tantos quilómetros de boas histórias, contávamos também com uma grande parafernália de equipamentos de segurança. Seja o sistema de aviso de saída de faixa, o alerta de atenção do condutor, o monitor de ângulos mortos com alerta de tráfego cruzado, bem como o sistema de reconhecimento de sinais de trânsito. O sistema de cruise control activo também ajudou a cobrir esses quilómetros como se de uma terapia se tratasse, tudo isso sem tirar os olhos da estrada, já que tudo é projectado no sistema head-up display.

Portanto, foram (muitos!) bons quilómetros, com muitas histórias, em que o CX-3 se revelou um excelente companheiro de viagem. Agora, os 3000€ valem a pena face à versão de caixa manual? Sim, se preferir uma experiência de condução mais relaxada sem perder a dinâmica típica dos modelos da marca. Saiba ainda que pode ter o CX-3 manual, com este motor e este nível de equipamento apenas com tracção dianteira, que são menos 5400€ e continua a desfrutar de um automóvel super-completo.

Mazda CX-3 1.5 SkyActiv-D 105CV AT AWD Excellence HT

Especificações:

Potência – 105cv às 4000rpm
Binário – 270Nm às 1600rpm
Consumo Combinado Anunciado – 5,2L/100km
Consumo Combinado Medido – 6,3L/100km

Preços:

Gama Mazda CX-3 desde: 23.686€
Preço da versão ensaiada: 32.935€
Preço da unidade ensaiada: 34.144€

CX-3 1.5 SkyActiv-D AWD
15.9 Pontos
O que gostámos mais:
- Condução envolvente, design cativante
O que gostámos menos:
- Capacidade da mala abaixo dos concorrentes
Resumindo e concluíndo:
O CX-3 leva a herança do MX-5 para o segmento dos Crossovers, graças à sua condução envolvente e à "leveza" sentida quando vamos ao volante. Neste caso, ligado ao seu motor diesel através da caixa de velocidades automática.
Motorização16
Perfomances15
Comportamento17.5
Consumos14
Interior16.5
Habitabilidade15
Materiais/Qualidade de construção16
Equipamento de Série18
Value for Money15

“A pontuação acima é totalmente da nossa opinião. Esta, tem a ver com o modelo e versão ensaiadas, tendo em conta o segmento onde a mesma se insere.”

Legenda da pontuação:
0-5: Mau;
5-10: Satisfaz Pouco;
10-15: Razoável;
15-17: Bom;
17-19: Muito Bom;
19-20: Excelente;

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!