Início Notícias Falta de semicondutores pode impactar produção em quase 8 milhões de automóveis em 2021

Falta de semicondutores pode impactar produção em quase 8 milhões de automóveis em 2021

Falta de semicondutores pode impactar produção em quase 8 milhões de automóveis em 2021
0
0

“Peça essencial”

A situação da escassez de semicondutores está longe de acalmar, com as novas previsões a não serem nada animadoras no que toca ao impacto que estes componentes estão a ter na produção automóvel a nível mundial.

É desde o início do ano que se tem sentido o maior impacto, com vários construtores a suspenderem ou diminuírem em muito a sua capacidade de produção. Mas agora, novos indicadores mostram que o impacto pode ser ainda menos animador que o esperado inicialmente.

Estes componentes eletrónicos estão cada vez mais presentes nos nossos automóveis, seja nos sistemas multimedia ou mesmo nos sistemas de segurança ativa.

Se no início do ano era estimada uma perda de 110 mil milhões de dólares, a consultora Alix Partners divulgou agora novas previsões que podem ascender aos 210 mil milhões de dólares em perdas. Devido a isso, também a produção afetada poderá duplicar, passando dos estimados 3,9 milhões de automóveis afetados para quase 7,7 milhões de automóveis que não deixarão a linha de montagem.

Para se ter uma noção, é o mesmo do que a produção mundial da Toyota num ano completo…

A recuperação que se pensava não aconteceu devido à questão pandémica, que voltou a estar mais ativa na região asiática, o que limitou ainda mais a produção destes componentes.

É uma situação que está cada vez mais complexa, visto que é necessário acompanhar a procura por novos automóveis, mas também recuperar o tempo perdido. Isso está bem refletido nos prazos de espera por um carro novo, que varia entre os 6 e os 9 meses.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!