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Quat(t)ro razões porque o Audi Q4 e-tron é um sucesso

Quat(t)ro razões porque o Audi Q4 e-tron é um sucesso
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“Êxito sem ruído”

 

Para a Audi, o Q4 e-tron é um verdadeiro caso de sucesso, que lhe dá confiança para o futuro dos seus modelos e-tron (100% elétricos). Alvo de uma renovação técnica, aproveitámos para entender, em quatro pontos, porque este é um dos automóveis elétricos preferidos do público europeu.

 

1 – Design

O Q4 e-tron é um bom exemplo no que diz respeito ao seu estilo, com a Audi a ter conseguido garantir a sua identidade ao mesmo tempo que este modelo inaugurou uma nova filosofia de design, mais moderna e que pretende alcançar um novo público, tudo sem correr o risco de perder o “cliente Audi” que poderá assim continuar na “sua” marca, mesmo que troque para uma proposta 100% elétrica.

As dimensões são comedidas (4,58m), com um design robusto e elegante, podendo ser revestido por 8 cores e 7 diferentes jantes, que podem ir das 19’’ às 21’’ (como é o caso desta unidade em ensaio).

O interior conta igualmente com uma nova abordagem, mais simples, mas sem perder “pontos de contacto” com as outras propostas da marca de Ingolstadt, o que parece continuar a cativar o público, ao escolher este que modelo que, no ano passado, foi o que mais cresceu, percentualmente, no que diz respeito a vendas.



 

2 – Escolha

Quando as propostas 100% elétricas chegaram ao mercado, basicamente só havia “um sabor”. No caso do Q4 e-tron existe toda uma gama, o que ajuda a normalizar este tipo de solução, assim como permite que exista um Q4 e-tron ideal para cada um.

Para iniciar a gama está disponível uma versão Q4 e-tron 35, que oferece uma potência máxima de 125kW (170cv) e uma autonomia de 349km graças a uma bateria de 55kWh. Ao “centro” existe o Q4 e-tron 45, que pode ter tração dianteira ou Quattro (tração integral), como o que aqui temos nas imagens. A potência ascende aos 286cv (valor que subiu nesta revisão), podendo alcançar uma autonomia entre os 517km (45 Quattro) ou os 553km (45), conseguido por uma bateria de 82kWh.

No topo da gama Q4 e-tron está o 55 Quattro, que conta com 340cv de potência distribuídos às quatro rodas. A mesma bateria de 82kWh alcança uma autonomia de 519km.

Para além disso, existem dois estilos de carroçaria, esta mais “convencional” e o Sportback, com um estilo SUV Coupé. Portanto, escolha não falta.

 

3 – Facilidade de utilização

O Audi Q4 e-tron é efetivamente um automóvel fácil de conviver, graças a uma elevada facilidade de utilização. Por exemplo, quando chegamos a este modelo, não precisamos de carregar no botão “Start”, ele deteta o nosso peso no banco e está pronto a arrancar, com o oposto a acontecer quando paramos, colocamos em “Park” e abrimos a porta. Pode parecer um pequeno detalhe, mas ajuda a que seja bastante “leve” utilizar este Audi no dia-a-dia.

A isso junta-se uma boa visibilidade exterior, assim como uma colocação lógica dos comandos, como é exemplo a climatização, que mesmo com a digitalização a ser uma realidade, os botões físicos continuam presentes e ainda bem. A direção é leve e permite uma boa agilidade, principalmente nas versões “não Quattro”, com um raio de viragem de pouco mais de 10 metros, enquanto a resposta do motor elétrico é um “descanso” para conseguir suavidade em cidade e resposta rápida quando mais precisamos (6,6s 0-100km/h na unidade em teste).

Para além disso, a facilidade de utilização estende-se ao espaço habitável, que torna este Audi num “elétrico para a família”. Atrás há espaço para três com um relativo conforto, já que o túnel central é inexistente. A bagageira pode ter 520l ou 535l, dependendo do estilo de carroçaria escolhido, com vantagem para o Sportback. Eu sei, por esta não esperavam…



4 – Eficiência  

 Esta é uma das condições que devia estar em primeiro lugar para quem escolhe um automóvel 100% elétrico. Aproveitamos aqui para falar da variante que esteve em ensaio, o 45 e-tron Quattro.

A potência de 286cv (210kW) é suficiente para “puxar e empurrar” as mais de duas toneladas de peso deste Audi, que graças à sua agilidade não se fazem sentir na maioria das vezes. A eficácia é notória em circuitos citadinos, onde o modelo consegue alcançar valores “sub” 14kWh/100km com uma elevada facilidade, graças a ajudas como o sistema de regeneração preditivo (que se adapta ao trânsito e à rota), assim como às patilhas que permitem escolher a intensidade desejada no momento.

Em autoestrada, este “nosso” Q4 e-tron não penalizou em demasia, conseguindo valores entre os 19,5 e os 21kWh/100km em velocidade estabilizada, o que no final lhe valeu um consumo misto de 18,3kWh/100km em mais de 500km percorridos.

Este novo “motor” está mais potente e consegue ser mais poupado, garantindo uma autonomia real de 570km em cidade, até 380km em autoestrada ou 420km em circuito misto, com a ressalva de que nunca foi deixado de fora o conforto térmico, algo que com maior cuidado teria reduzido mais os consumos e aumentado a sua autonomia.

Em termos de carregamento, o Q4 e-tron aceita até 175kW de carga em corrente contínua, ou seja, 28 minutos para ir dos 0 aos 80%. Em corrente alternada, são necessárias 8 horas caso se queira carregar dos 0 aos 100% a 11kW, a potência máxima atingível.



É assim que se faz uma história de sucesso

A Audi está num verdadeiro momento de mudança, como nunca teve na sua história. Em Portugal, quer comercializar apenas automóveis totalmente eletrificados já em 2030, tal é a confiança no produto. A caminhada continuará com a ajuda do Q6 e-tron que chega agora ao mercado, com o Q4 e-tron a ser um importante “cavalo de batalha” para dar a conhecer o futuro da Audi.

Este modelo consegue conquistar a clientela com uma imagem cativante, um interior espaçoso, assim como é dono de uma condução ágil e de consumos reduzidos, algo muito importante para quem procura um elétrico com preocupação familiar, mas que não quer deixar de fora o “status” e as performances.
O meu conselho? Não tenha “medo” de arriscar nesta cor Violeta Aurora, mas evite as jantes de 21’’ polegadas, fique pelas de 20’’.

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!