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Honda CR-V 1.6 i-DTEC Lifestyle

Honda CR-V 1.6 i-DTEC Lifestyle
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“Harmonia Familiar”

Tal como o Honda HR-V, também o CR-V já esteve presente por aqui, e volta agora para percebermos como o modelo está a envelhecer, numa altura em que já se conhece o seu sucessor. Por isso, vamos voltar a reavaliar este modelo, que vai na sua quarta geração, lançada em finais de 2011.

Podemos ver que o seu aspecto exterior tem envelhecido bem, muito graças ao seu restyling de meia-idade, realizado em 2015, que lhe conferiu uma grelha mais proeminente, bem como novos grupos ópticos, seja na dianteira ou na traseira. Nesta versão Lifestyle, conta ainda com umas jantes de liga-leve de dois tons e com 18’’, o que lhe atribui uma posição mais estatutária na estrada, num automóvel que tem por si só dimensões generosas, o que faz também antever um dos mais amplos interiores da sua classe.

E é justamente isso que acontece assim que abrimos a porta do Honda CR-V, com um tablier bem arranjado e cinco confortáveis lugares. A começar pela traseira, contamos com uma boa largura, ou seja, não há disputas sobre o sítio onde se vai encaixar o ombro, cabendo perfeitamente três passageiros adultos. O mesmo acontece no espaço para as pernas, já que o CR-V, tal como o outro SUV da gama japonesa, não conta com o túnel central intrusivo. Outros pontos fortes são, por exemplo, a possibilidade de poder reclinar esses assentos posteriores, bem como a presença de uma saída de ventilação destinada aos passageiros traseiros. A bagageira, como a Honda nos tem habituado, conta com dimensões generosas, 000L, e um acesso fácil, facilitando as cargas e descargas de objectos pesados, além de contar com a possibilidade do rebatimento assimétrico em apenas um movimento a partir da bagageira.

Com o passar dos anos, o interior também lidou bem com a passagem dos anos, tendo apenas alguns aspetos mais envelhecidos, como o ecrã central superior, com um grafismo já algo desactualizado, bem como o túnel central, que embora ofereça muitos espaços de arrumação, peca por ser já algo desinspirado. Por outro lado, a sua qualidade de construção e os materiais estão em bom nível, com uma posição de condução elevada, com uma visibilidade muito boa, e com os comandos colocados de uma forma ergonómica, facilitando a condução. É também no interior que conseguimos apreciar todo o equipamento disponível de série, como o sistema de infotenimento bastante completo (mas não muito intuitivo) que inclui navegação, bem como várias fichas de ligação a smartphones.

O aquecimento dos bancos em pele e alcântara, o ar condicionado automático bizona, os sensores dianteiros e traseiros, bem como câmara. No capítulo da segurança, o Honda CR-V conta com seis airbags, bem como fixações ISOFIX em todos os assentos, sistema de máximos automáticos e sistema de alerta de colisão frontal, assim como de saída de faixa de rodagem.

Num automóvel como este, tão preocupado com a qualidade vida a bordo, e sendo um veículo familiar puro, convém que a condução seja a mais simples e confortável possível, e isso é perceptível logo nos primeiros quilómetros. Nesta unidade, que conta com o motor 1.6 i-DTEC de 120cv (há outro com 160, mas apenas disponível com tracção integral e caixa automática), tudo está em grande harmonia, embora não seja um carro de que se espere muito, mas para o que deverá ser usado é bastante competente.

Tal como todos os Honda que já passaram por aqui, este é bastante bem insonorizado, o que melhora muito a condução no seu local preferido, a Auto-Estrada. Aí, a relação entre os consumos baixos e o grande conforto, aumenta a vontade de viajar, mas mesmo em estradas com mais curvas o CR-V tem um comportamento benigno, embora exiba algum rolamento de carroçaria, o normal tendo em conta a primazia pelo conforto e o seu peso. Em cidade, o CR-V é como o seu “irmão” HR-V, ou seja, fácil de conduzir, com uma boa visibilidade, não se torna complicado negociar espaços, nem trará ansiedade ao condutor nas disputas de trânsito, e os comandos leves ajudam nisso.

O CR-V continua a ser válido? Sim, sem dúvida. É certo que há propostas mais actualizadas no mercado, bem mais dinâmicas de serem conduzidas. Mas o CR-V oferece, numa única embalagem, o que é importante para uma família: espaço, segurança e conforto, ao mesmo tempo que ainda oferece um frugal motor. Portanto, se gosta da Honda e procura um automóvel familiar, mas o HR-V não lhe chega, pode ir para o CR-V, que continua a ser uma proposta actual para uma família.

Honda CR-V 1.6i-DTEC 120 2WD Lifestyle + Connect Navi

Especificações:
Potência –120cv às 4000rpm
Binário – 300Nm às 2000rpm
Consumo Anunciado (Medido) – 4,4l/100km (5,5l/100km)
Aceleração 0-100km/h (oficial): 11,2s
Velocidade máxima (oficial):182km/h

Preços:
Honda CR-V 1.6i-DTEC 120 desde: 32.350€
Preço da versão ensaiada: 39.520€

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!