Início Ensaios Renault Megane GT Line 1.2 tCe 130

Renault Megane GT Line 1.2 tCe 130

Renault Megane GT Line 1.2 tCe 130
0
0

Abandonar o esquecimento”

O Renault Megane é um modelo de incontestável sucesso, tanto no nosso país como no resto da europa. Este modelo de segmento C é dono de uma estética cativante, e embora conte com uma gama completa, a quase totalidade das suas vendas acontece nas variantes movidas a diesel.

Na sua gama existe um motor a gasolina, sem ser o dos desportivos GT ou RS, o 1.2 tCe, de 120cv, que pretende começar a ganhar uma “fatia” das vendas.

Aqui presente na versão GT Line, a mais-querida dos Portugueses, e que originalmente foi criada para o nosso país, aumenta a imagem dinâmica do modelo. Essa imagem é distinta devido aos pára-choques exclusivos, assim como apontamentos em cinzento nas capas dos espelhos exteriores. A dianteira destaca-se pelos grupos ópticos generosos em ‘C’, assim como a sua grelha onde se encontra o logo de grandes dimensões.

Na sua silhueta são bem percetíveis as suas vias largas, assim como um tecto mais baixo e uma linha de cintura elevada, factores que lhe concedem um aspecto desportivo. A traseira apresenta o original grupo ótico, que liga praticamente este modelo “de ponta a ponta”, com um feixe LED, só separado pelo losango. Uma coisa é certa, não se confunde um Renault Megane durante a noite graças a esta assinatura luminosa.

Como na antiga geração deste modelo, também nesta 4ª geração o nível GT Line passa a sua desportividade para o interior do Megane, notório em elementos como as bacquets desportivas, elementos decorativos em azul, assim como o manípulo cromado da caixa manual de seis velocidades. O interior apresenta a última filosofia da Renault, ou seja, no seu “tablier vertical” o ponto de destaque é o ecrã táctil, assim como os comandos tácteis e analógicos da climatização.

Mas a versão GT Line não faz o Megane perder a sua vertente pratica, ou seja, na verdade, belisca um pouco, mas não deixa que este modelo continue a ser um pequeno familiar. Por isso, o espaço à frente é bom, com os bancos a darem um bom conforto e apoio devido às suas laterais altas, que poderão dificultar um pouco a tarefa de entrada e saída. Atrás, cabem confortavelmente dois passageiros, contudo, as bacquets deixam pouco espaço para os pés. Um ponto negativo para a visibilidade para a retaguarda, limitada pelos encostos de cabeça traseiros e pelo pequeno vidro.

Já a bagageira, apresenta um bom valor dentro do segmento, com uma boa abertura para os 384L de capacidade.

Passando à condução, é claro que vai existir uma comparação entre este e o diesel com a mesma potência, o 1.6 dCi.

Para começar, o gasolina é mais barato 2.900€ nesta mesma versão, ao mesmo tempo que é mais leve 113kg, o que lhe dá uma melhor relação peso potência – 9,1kg/cv face aos 10,9kg/cv do diesel. Ainda assim, e muito estranhamente, ao cronómetro o diesel vence, com menos 0,6s dos 0-100km/h (10s) e uma velocidade máxima de 198km/h, mais 1km/h que o 1.2 tCe.

Antes de falar nos consumos, temos de obviamente falar das sensações. Este motor mostra-se capaz e parece mais rápido do que os números dizem, muito também graças ao peso mais baixo, que confere um bom comportamento, ainda que o Renault Megane GT Line conte com uma afinação bem mais virada para o conforto. Este motor é ainda bem mais silencioso que o diesel, ainda que se ouça muito o “sopro” do turbo. Acaba por ser também mais suave e disponível, graças a um bom escalonamento da caixa de velocidades, com as duas últimas relações a serem mais longas para beneficiar os consumos em auto-estrada.

Ainda assim, os consumos diferem cerca de 2L a cada cem quilómetros percorridos, com a média deste Megane GT Line 1.2 tCe a cifrar-se nos 7,2L/100km. O que pode compensar se o seu proprietário fizer entre os 11.000 e os 15.000km/ano. Mas já nem só em consumos se pode pensar, visto que o futuro do diesel é incerto, sem saber como será no centro das cidades, e se este combustível não terá um acréscimo de imposto. Dúvidas…

De qualquer maneira, é um bom esforço e vale sempre a pena pensar, ainda para mais para quem anda poucos quilómetros ao ano, mas continua a querer ter um automóvel de segmento C e não quer passar para os crossovers.

Renault Megane GT Line 1.2 tCe 130

Especificações:
Potência – 130cv às 5500rpm
Binário – 205Nm às 2000rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 10,6s
Velocidade Máxima (oficial): 197km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) – 5,3l/100km (7,2l/100km)

Preços:
Renault Megane desde: 22.030€
Preço da versão ensaiada: 26.930€
Preço da unidade ensaiada: 27.640€

Carrega nas fotos e vê este Renault Megane GT Line em detalhe:

Megane GT Line tCe 130
15.9 Pontos
O que gostámos mais:
- Imagem - Equipamento - Suavidade do motor gasolina
O que gostámos menos:
- Consumos em cidade - Preço relativamente ao diesel - Suspensão por vezes demasiado branda
Resumindo e concluíndo:
O Renault Megane é um caso de sucesso, mas para muitos, só conhecem o diesel, ou então a versão picante RS. O tCe de 130cv acaba por estar perdido na gama, o que é justificável pela proximidade de preço face ao diesel.
Motorização16
Perfomances15.5
Comportamento16.5
Consumos15
Interior16
Habitabilidade16.5
Materiais/Qualidade de construção16
Equipamento de Série17
Value for Money15

“A pontuação acima é totalmente da nossa opinião. Esta, tem a ver com o modelo e versão ensaiadas, tendo em conta o segmento onde a mesma se insere.”

Legenda da pontuação:
0-5: Mau;
6-10: Satisfaz Pouco;
11-15: Razoável;
16-17: Bom;
18-19: Muito Bom;
20: Excelente;

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!