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Apresentação 5ª geração Toyota RAV4

Apresentação 5ª geração Toyota RAV4
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“O Regresso de um herói”

Para a Toyota, o RAV4 tem um cariz especial na sua gama, já que se destaca por ser um automóvel que estreou o (agora) popular segmento dos SUV, mas também por ser o automóvel desse tipo mais vendido, com mais de 9 milhões de clientes no mundo inteiro: 2 milhões deles na Europa e cerca de 9.900 em Portugal.

Mas, o que mudou no novo Toyota RAV4?

Para começar, a sua filosofia. Antes, o acrónimo RAV4 significava: “Recreational Active Vehicle 4 Wheel Drive”, agora, para estar mais em consonância com o mercado, mudou para “Robust, Accurate Vehicle 4 Wheel Drive”, uma mudança de personalidade, mas que lhe fica muito bem, vamos entender porquê.

Comecemos pelo mais importante:

Esta 5ª geração do RAV4 estreia uma das maiores novidades dos últimos anos para a Toyota, a nova plataforma TGNA (Toyota New Global Architecture), responsável por tornar os próximos modelos da marca, incluindo este RAV4, em propostas menos aborrecidas, já que isso é coisa do passado, e quem o diz é Akio Toyoda, nada mais do que o responsável máximo da marca japonesa. A Toyota está focada nisso, em que os seus modelos não sejam mais propostas “sem sabor”, mas sim propostas válidas que vão buscar algo ao lado emocional do cliente.

Nas dimensões, as mudanças são poucas, mas que contam. A altura da carroçaria é inferior em 10mm, o que baixa o centro de gravidade, a largura das vias foi incrementada, assim como a distância entre eixos que sobe 30mm para um superior espaço a bordo. Para quem gosta de aventuras fora de estrada, o RAV4 não perdeu o seu ‘appeal’, ficando agora 15mm mais elevado em relação ao solo, e conta agora com melhores ângulos de ataque e de saída, para mais agilidade e performances nos pisos (ligeiramente) mais difíceis que possamos encontrar no caminho.

Para acompanhar isto, é de ressalvar o trabalho feito pelo departamento de design da marca. Não será um carro consensual, isso é certo, mas tal como o C-HR, prima por um estilo diferente e nada anónimo, com um ar bem mais robusto e moderno que a geração que agora substitui.

Esse aperfeiçoamento no estilo foi levado também para “dentro de portas”, já que o interior é agora mais confortável, elegante e preocupado com o bem-estar a bordo. Os materiais têm agora melhor apresentação à vista, e melhor toque, com uma montagem isenta de falhas. A ergonomia dos comandos está também aperfeiçoada, com destaque para os comandos generosos da climatização, numa borracha mais aderente, igual à que encontramos nas pegas das portas. O sistema Toyota Touch 2 de 8’’ foi melhorado, com um ecrã de melhor qualidade e cerca de 3 a 4x mais rápido a iniciar. Contudo, ainda não conta com os já “obrigatórios” sistemas Apple CarPlay e Android Auto. A boa notícia é que, segundo um responsável pela marca, isso pode estar para breve…

Ainda no interior, os comandos da consola central foram revistos, que graças à substituição do travão de mão manual por um elétrico, garante mais espaço livre para arrumação. Os bancos têm um desenho mais envolvente e confortável, garantindo uma melhor posição de condução, menos “em cima do volante”. Para além disso, ajudam também no aumento do espaço para a 2ª fila de assentos, que são agora mais largos, oferecendo ainda melhor espaço para as pernas e pés. A bagageira nada sofre com as baterias do sistema híbrido, e ganha ainda 79L exta, passando a contar com 580L de capacidade, a maior do seu segmento.

Se até aqui o novo RAV4 convence, é o sistema híbrido que torna tudo mais complicado para as outras marcas. Na verdade, a marca já trata os motores híbridos por “Tu”, já que a experiência é muita (mais de 22 anos), e as vendas são praticamente 50% viaturas híbridas. Portanto, o que mudou aqui na parte mecânica?

Muita coisa. O motor continua a ser um bloco 2.5L, que agora se chama Dynamic Force, mais compacto e 25kg mais leve. Para além disso, o maior comprimento e estreitamento da câmara de combustão confere-lhe uma maior taxa de compressão face à geração anterior, garantido uma maior disponibilidade em baixas, assim como uma superior eficiência térmica, que se cifra agora nos 40%, face aos 35% da geração que agora cessa as suas funções.

Este grupo propulsor tem agora duas variantes: uma tração dianteira (que ensaiámos), e uma AWD-i que só chegará em Março. Para esta segunda variante, o RAV4 passa a contar com um motor traseiro elétrico que lhe garante a tração nessas rodas, que como novidade apresenta um modo Trail para passar terrenos mais difíceis. Em ambas as versões, o motor de 80kWh, montado na dianteira, armazena a sua energia na renovada bateria, que é agora mais leve e compacta, e que se “esconde” debaixo do banco traseiro. Quanto à potência combinada, são 218cv no tração dianteira, e 222cv no AWD-i. Isso garante uma aceleração dos 0-100km/h em 8,4 e 8,1s respetivamente.

No nosso primeiro contato dinâmico foi bem explícito o trabalho dos engenheiros da Toyota no desenvolvimento. O chassis, que está 57% mais rígido, colabora muito bem com a nova direção assistida, mais rápida e informativa, assim como com a suspensão double wishbone, que têm melhor performance tanto em ondulamento em bom piso a alta velocidade, ou pisos deteriorados em baixa velocidade. Nestes quilómetros que fizemos à chuva, foi possível também garantir uma inferior perda de tração face ao anterior modelo, assim como consumos cerca de 1L mais baixos, e mais fáceis de atingir.

O ensaio mais detalhado fica prometido para breve! Até lá, os preços do RAV4, que está desde já disponível no mercado, são os seguintes: o RAV4 FWD começa nos 38.790€ para o nível Active (já bem equipado), passando para os 41.390€ do nível Confort, 44.590€ do Square Collection, aumentando para os 46.590€ e para os 49.590€ do Lounge, que se destaca por ter teto panorâmico.

Para o AWD-i, que só chega em Março, a gama começa no Confort (44.590€), passando para o Square Collection (47.790€), Exclusive (49.790), terminando nos 52.790€ do Lounge. Quanto a portagens, a Toyota confirma que o RAV4 de tração dianteira é Classe 1 nas portagens, se contar com Via Verde.

Em suma, o modelo da Toyota é agora mais moderno, entusiasmante de conduzir, assim como mais tecnológico, confortável e poupado. Um melhor modelo, numa Toyota que começa uma ofensiva em 2019, tendo um ano cheio de novidades, e mais importante que isso: “sem modelos aborrecidos”. Venham eles!

MotorO2, em Castelo de Paiva

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!