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Suzuki Swift 1.0T SHVS GLX

Suzuki Swift 1.0T SHVS GLX
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“Pequeno Merecedor”

A japonesa Suzuki foi fundada em 1909, mas só em 1955, após alguns anos na produção de motociclos, a marca se aventurou a construir automóveis. O seu primeiro modelo, o Suzulight, era nada mais do que um automóvel citadino, de dimensões diminutas e um baixo peso.

Hoje, a Suzuki enfrenta uma realidade bastante diferente, com uma imagem de marca consolidada em todo o mundo, bastante conhecida pelos seus automóveis e motos, só chegando ao nosso país na década de 80. Um dos seus modelos mais carismáticos foi o Swift, modelo esse que temos agora em ensaio, na 4ª geração de um modelo que foi lançado originalmente em 1985.

Este modelo de segmento B, partilha esse lugar na gama com um outro modelo, o Baleno. Este acaba por ser a escolha mais racional, é um pouco mais comprido e apresenta uma imagem mais sóbria. Já este Swift, opta por uma condução mais entusiasmante e um aspecto bem mais desportivo e agradável, sem perder o vasto equipamento e o razoável espaço a bordo.

Portanto, no exterior, para quem conhece a anterior geração do Swift, até pode parecer que este modelo mudou pouco, mas bastam mais alguns segundos para ver que isso não é a realidade. Este automóvel é totalmente novo, sendo agora 10mm mais curto, 15mm mais baixo e cerca de 40mm mais largo, o que lhe dá melhores proporções. A frente é bem fluida, com a grelha a ser agora de maiores dimensões e com os faróis “amendoados” a estarem bem incluídos nesta simpática secção dianteira. A transição para o vidro dianteiro acontece de forma abruta, devido a um pilar A mais anguloso, e que nesta versão dá lugar um tejadilho em cor contrastante, a mostrar que o Swift pode também ser alvo de uma vasta personalização.

Visto de perfil, este Suzuki pode enganar os mais incautos, já que pode parecer um automóvel de três portas, uma vez que os puxadores estão escondidos no curioso pilar C, que dá um aspecto flutuante ao tejadilho. Ponto de destaque são também as cavas das rodas mais alargadas na traseira, que dão origem a uma bem conseguida secção posterior, com os farolins a estarem bem integrados na carroçaria, dando origem a um portão de bagageira largo e de imagem limpa. Sim, é o verdadeiro caso de design evolutivo.

Passando para o interior, a evolução foi maior. Avisamos desde já que não vai encontrar plásticos moles, nem superfícies “aborrachadas, aqui o material principal é plástico duro. Por outro lado, a montagem não apresenta falhas de maior, e o aspecto é cuidado, com um desenho agradável, e alguns detalhes a servirem de contraste, como os elementos em branco ao longo do tablier e nas portas, bem como alguns cromados acetinados na alavanca da caixa de velocidades, nas saídas de ventilação e no volante de três braços.

Os bancos são confortáveis e dão ao condutor uma boa posição de condução, mais baixa que a dos seu antecessor, apresentado uma ampla regulação. Quanto ao espaço, está em boa conta, o que não faz prever quando observamos o Swift de fora, já que conseguem viajar três passageiros no banco traseiro graças ao suficiente espaço para as pernas e à boa altura para a cabeça. A bagageira não é das maiores do segmento (265L) e peca um pouco pela profundidade, podendo dificultar a tarefa de carga e descarga.

Mas os pontos fulcrais do Swift estão no seu extraordinário equipamento, e no seu motor.

Então a lista de equipamento de série começa assim: Cruise-Control adaptativo com limitador de velocidade, faróis LED com assistente de máximos, sistema de navegação com bluetooth e carplay, bancos aquecidos, jantes de liga leve com 16’’, vidros escurecidos, ar condicionado automático, travagem de emergência em cidade, alerta de transposição de faixa, sistema de abertura e arranque sem chave e câmara de estacionamento traseira. Sim, tudo isto de série, e sim, tudo isto num automóvel de segmento B!

Impressionado? Nós também ficámos, e isso foi apenas uma entrada para o motor 1.0 BoosterJet equipado com o sistema SVHS. Ora, isto explicado quer dizer, um motor 1.0 de três cilindros turbo com 111cv, com o auxílio de um motor eléctrico que recarrega a energia desperdiçada nas desacelerações e travagens para ajudar às acelerações. Na prática funciona bastante bem, começando pelo facto de que este Swift pesa pouco mais de 900kg, o que lhe dá uma boa relação peso-potência, e depois porque a caixa de cinco velocidades é agradável e fácil de usar, com o H bem definido e uma direcção directa, o que em conjunto com um novo chassis, lhe dá uns poderes quase de desportivo, ainda que esse lugar venha a ser ocupado pelo muito desejado Swift Sport. Na prática, este motor mostra-se muito silencioso, não exibindo praticamente vibrações, os consumos são uma verdadeira surpresa, a conseguirem manter-se por vezes abaixo dos cinco litros a cada cem quilómetros.

Se puxar por ele, também não se irá arrepender, já que ganha vida desde os regimes médios, conseguindo imprimir bons ritmos, fazendo o condutor pensar se o que está debaixo do motor é mesmo um “mil” de cilindrada.

Portanto, no final de tudo isto resta falar do preço: uns justos 19.300€ que podem ainda beneficiar de um desconto de 1.000€ se o cliente final optar pelo financiamento da marca. Em suma, um modelo com bom aspecto, divertido de conduzir, super-equipado, espaçoso (q.b) e bastante poupado, uma boa escolha para quem pretende um automóvel utilitário.

Suzuki Swift 1.0T SHVS GLX

Especificações:
Potência – 111cv às 5500rpm
Binário – 170Nm às 3500rpm
Consumo Combinado Anunciado – 4,3L/100km
Consumo Combinado Medido – 5,3L/100km
Aceleração 0-100km/h: 10,6s (oficial):
Velocidade máxima (oficial): 195km/h

Preços:
Suzuki Swift desde: 16.071€
Preço base da versão ensaiada: 19.298€
Preço base da versão ensaiada (c/campanha de lançamento) 17.157*

*Campanha de lançamento, em vigor no Novo Suzuki Ignis inclui 2.033€ de desconto comercial e a opçao de financiamento Santander Consumer com vantagem de mais 1.000€ de desconto.

Fotos por: Rodrigo Inocêncio

Suzuki Swift 1.0 T
16.2 Pontos
O que gostámos mais:
- Equipamento - Performances/Consumo - Preço - Comportamento
O que gostámos menos:
- Alguns Materiais Interiores - Montagem - Poucos concessionários
Resumindo e concluíndo:
O Suzuki Swift é uma excelente proposta para o segmento B, com um vasto equipamento, um comportamento divertido e um motor fácil de agradar, brinda-nos ainda com um preço convidativo. Sim, ao Swift!
Motorização17
Perfomances16
Comportamento16
Consumos16.5
Interior15
Habitabilidade14.5
Materiais/Qualidade de construção14
Equipamento de Série19
Value for Money18
Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!