Início Ensaios Peugeot Rifter GT Line 1.5 BlueHDi

Peugeot Rifter GT Line 1.5 BlueHDi

Peugeot Rifter GT Line 1.5 BlueHDi
0
0

“Especialidade Familiar”

Para muitos portugueses, quando se pensa num automóvel familiar, vem imediatamente à ideia uma de duas opções: ou uma carrinha, ou uma das muitas propostas de SUV ou Crossovers presentes no mercado. Porém, existe um nicho que a Peugeot quis explorar de forma mais inteligente, ao dotar a sua nova Rifter com uma versão de passageiros que nada deve a um automóvel normal, fazendo a ponte entre os monovolumes (que estão em queda) e os SUV (em forte subida nas vendas).

E como fizeram isso? Munindo a Rifter com uma imagem mais agressiva e robusta graças a um certo ar aventureiro, com muitos plásticos que fazem lembrar os mais recentes sucessos da marca: 3008 e 5008. Disponível em duas versões, Standard ou Long, a Peugeot Rifter aqui presente era a mais curta, com 4,40m, que conta com aspeto claramente mais retilíneo, mas nada desagradável à vista. A sua dianteira é inspirada nas outras propostas da gama, enquanto a traseira opta por uma evolução do antigo modelo deste género, a Partner.

Mesmo que os olhos “comam”, é óbvio que o mais interessante aqui é mesmo a habitabilidade e a sua vertente prática, juntamente com um bom espaço a bordo. E nisso a Peugeot Rifter tem um “doutoramento” …

Para começar, os acessos são fáceis, seja para o condutor, seja para os passageiros, que contam com portas deslizantes (o que ajuda em espaços apertados). No seu interior, foi tomada um pouco a inspiração do exterior, ao ser muito inspirado em outras propostas da gama. O i-Cockpit marca presença aqui, com uma posição de condução confortável, e muitos espaços de arrumação, num tablier ergonómico e confortável, que em desenho não fica atrás do resto da gama, mas que sem surpresas conta com materiais menos nobres, mas com montagem robusta e sem erros.

Sentados mais elevados que o normal, numa posição de condução confortável, entendemos que nesta Rifter a tecnologia não ficou “lá fora”, prova disso é o sistema multimédia completo, e inclui tudo o que podemos encontrar, por exemplo, num Peugeot 508. Falo do sistema de navegação, Apple CarPlay/Android Auto, ou os sistemas de segurança ativos como o Active City Brake, Sistema de manutenção de via e alerta de ângulo morto.

Tudo isso torna as viagens mais tranquilas, de forma a aproveitar da melhor maneira o muito luminoso habitáculo graças ao teto panorâmico Zenith que inclui arrumação própria, ao estilo da aviação. Os lugares traseiros são independentes, contando com mesas de ‘picnic’ e saídas de ventilação dedicadas. Esta proposta pode contar com dois assentos extra, que podem ser colocados no local da generosa bagageira de 597L de capacidade…

Para aceder à bagageira, podemos optar por abrir a totalidade do generoso portão, ou pela abertura somente do óculo, o que facilita muito essa operação. Ainda aqui, podemos encontrar uma “segunda bagageira”, no topo, onde podemos guardar pequenos pertences. Prático para aqueles objetos mais recorrentes, ou quando temos a bagageira cheia, em período de férias.

Sim, é isso que dá vontade. Ir de férias nesta Peugeot Rifter.

Como motores, a gama é completa com motores diesel e gasolina, com esta unidade a contar com o motor diesel mais potente, o 1.5 BlueHDi de 130cv, aliado a uma caixa manual de 6 velocidades, mas que pode também ser conjugada com uma suave transmissão automática de 8 relações.

De qualquer maneira, ainda na gama de motores, o gasolina 1.2 PureTech de 110cv dá motivos para pensar, já que sai mais barato na fatura em 5700€, e esse motor, que em outras propostas se revelou uma agradável surpresa, pode também ser uma boa aposta por aqui.

Voltando à nossa unidade, este motor diesel consegue boas prestações para esta proposta, conseguindo puxar bem os 1505kg do conjunto. Dinamicamente, esta Peugeot Rifter não deixa a desejar face aos monovolumes, ou mesmo aos SUV, apresentando uma boa compostura em estrada, privilegiando obviamente o conforto, sem ter demasiado adornar de carroçaria. Isso é conseguido graças à sua generosa largura, o que lhe dá boa “aderência” em curva, em conjunto com pneus de estrada, que nada têm a ver com os usados na versão de “carga”.

Quanto a consumos, não são os anunciados pela marca (4,3l/100km), mas com algum cuidado é possível conseguir valores relativamente baixos em percurso combinado. Em autoestrada, o seu volume acaba por trair a eficiência a velocidades mais elevadas, o que já era expectável. No final, numa condução normal, o computador de bordo apresentava 6,4/100km.

No final de contas, confirmamos o que achámos ao início: que esta proposta da Peugeot é realmente um “Familiar Puro”. O espaço a bordo é superior aos monovolumes e aos SUV, podendo ser ainda mais modular que estes. A sua condução não deixa a desejar, a par de um interior completo e agradável. Se não liga às opiniões e quer mesmo algo eficiente, com espaço, a Rifter pode ser uma opção válida, com um preço bastante abaixo do seu “concorrente” dentro da gama, o Peugeot 3008, mas que no diesel pode assustar por custar mais de 30 mil euros…


Peugeot Rifter Standard GT Line 1.5 BlueHDi 130 CVM6 

Especificações:
Potência – 130cv às 3750rpm
Binário – 300Nm às 1750rpm
Velocidade Máxima (oficial): 179km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) – 4,5l/100km (6,3l/100km)

Preços:
Peugeot Rifter desde: 23.800€
Versão ensaiada: 32.450€


Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!