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Renault Clio V RS Line BluedCi 115

Renault Clio V RS Line BluedCi 115
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“O par perfeito”

Este Renault Clio parece ser o “ideal” para o Português, já que usa a linha de equipamento mais desportiva, a R.S. Line, e o motor que muitos ainda preferem, movido a diesel. Mas será o melhor de todos?

Para começar, convém referir que esta é a quinta geração do modelo mais vendido da Renault, o Clio, tal como o conhecemos por aqui há uns meses. Desta vez, optou por uma evolução ao contrário de uma revolução, que foi na verdade foi a primeira vez que isso sucedeu a este modelo. É também, para sermos honestos, uma fórmula de sucesso, tal como uma certa alemã nos tem vindo a provar…

No exterior notam-se as diferenças de detalhe, mais ao vivo do que em fotos, para ser franco, mas é inegável que neste campo exterior seja um “Clio 4,5”, com a marca a garantir que apenas 15% das peças transitaram para continuar a ver a história. A dianteira conta com uns novos grupos óticos em “C”, numa frente mais agressiva e flutuante, enquanto a lateral continua a camuflar a porta traseira, e a garantir assim uma silhueta distinta, elegante e interessante. A secção traseira foi aquela que mais sofreu mudanças com uns farolins com novo desenho, e uma imagem, tal como o resto do conjunto, mais clean. Nesta unidade, menos sóbria é a cor, a nova “Azul Céu” que se junta a uma palete de 10 cores disponíveis para “animar” a estrada.

Passando para o interior, e sob o perigo de gastar a expressão “por fora evolução, por dentro revolução”, o Clio V assume-se como um dos modelos de segmento B mais premium, com um novo arranjo do habitáculo, melhores materiais e uma tecnologia muito superior ao modelo que agora substitui. A posição de condução é agora mais correta e com melhores ajustes, contando também com renovados bancos, e o tablier, que nesta versão R.S. Line pode contar com este ecrã de 9,3’’ em opção que torna a navegação no novo sistema ainda mais simples.

Esta evolução no software é quase igual à que se sentiu no interior, com o funcionamento a ser muito simples, sem lentidão e com boa definição. Aqui, pode-se escolher todos os parâmetros dos sistemas de segurança ativa, assim como os diferentes modos de condução, alterar iluminação interior ou, para além das funções normais, operar os sistemas Apple CarPlay ou Android Auto.

Tal como na primeira unidade que testámos, este Clio também contava com travão de mão “convencional”, contudo, aconselhamos que por 400€ opte pelo elétrico com função Auto-Hold, já que “oferece” a consola central que melhora o espaço de arrumação a bordo, assim como dá um bom apoio de braço nas viagens mais longas. O que já estava presente era a câmara de ajuda ao estacionamento, 360º, que em conjunto com os sensores tornam o estacionamento numa tarefa muito mais tranquila.

Ainda no interior, o espaço a bordo é suficiente para quatro ocupantes, como é normal no segmento, já que o assento traseiro acomoda melhor dois do que três passageiros. Ainda assim há uma melhoria neste campo. A bagageira é de 340l e está acima dos seus rivais diretos, que também chegaram agora ao mercado.

Mas vamos passar mesmo para o volante. O motor aqui presente, como foi dito, é o BluedCi 115, um bloco que está aliado a uma transmissão de seis velocidades manual (existe uma com 85cv e cinco velocidades). A diferença de preço face à gasolina de 100cv é de 5.259€, superior para o diesel. Será que é o melhor?

O motor prima pelos consumos verdadeiramente baixos, que acabaram nos 4,6l/100km no final do ensaio, e que por momentos estiveram mesmo abaixo dos 4l/100km, sem muita dificuldade. Quanto às prestações, a transmissão de seis velocidades está bem escalonada de forma a aproveitar da melhor maneira os 115cv de potência deste bloco, e revelam-se suficientes para o baixo peso do Clio V.

Tudo isto é ajudado por uma nova plataforma (CMF-B), que conferiu ao Clio um comportamento mais dinâmico que o seu antecessor graças a essa ligação ao solo, mas também à direção que está mais direta e reativa. Olhos atentos reparam que o eixo traseiro o Clio V não conta com discos de travão, mas sim tambores. Segundo a marca é suficiente, e reduz o peso suspenso. Na verdade, em utilização normal não foi notória uma necessidade disso, por outro lado, é óbvio o seu “peso psicológico”.

Este motor tem uma grande diferença de preço face à gasolina (e se compararmos com o TCe 130 que testámos) é complicado para que valha a pena a diferença, a não ser que a “carga de quilómetros” seja mesmo elevada. Ele faz tudo bem, tal como o resto deste novo Clio, numa geração que tem tudo para ser a melhor de todas.


Renault Clio V R.S. Line BluedCi 115

Especificações:
Potência – 115cv às 3750rpm
Binário – 260Nm às 2000rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 9,9s
Velocidade Máxima (oficial): 197km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) – 4,1l/100km (4,6l/100km)

Preços:
Novo Renault Clio V desde: 15.700€
Preço da unidade ensaiada: 27.149€


Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!