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Kia Proceed GT Line CRDi 136 DCT

Kia Proceed GT Line CRDi 136 DCT
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“All the boxes”

Esta é a terceira KIA Proceed que testo nos últimos três meses, e é nesta unidade que encontramos um equilíbrio para quem precisa de um automóvel com estilo e espaço, mas que ainda não está pronto para ‘largar’ o diesel, já que os largos quilómetros percorridos ao ano justificam o incremento de investimento nesta variante que usa a “mangueira preta” dos postos de combustível.

Exterior:

Falar do estilo é algo que já fizemos, contudo, nunca é demais dizer que esta Kia Proceed foi um produto bem-nascido, destacando-se das suas concorrentes (meras carrinhas normais), já que esta silhueta é a de uma shooting brake.

Não a confundam com uma carrinha, ela não gosta…

Apenas disponível na versão GT Line, obrigatoriamente a Proceed passa a contar com um aspeto ainda mais atlético e desportivo, destacando-se pelos para-choques mais robustos, embaladeiras pronunciadas, e uma traseira que conta com uma “dupla saída de escape”, que segue a tendência do mercado ao ser falsa. Contudo, isso não prejudica o estilo, já que muitos elementos como a linha de cintura elevada, o tejadilho descendente e o desenho original dos farolins traseiros em LED fazem com que esta proposta junte o lógico ao apaixonante. De destacar que esta unidade quase se confunde com uma Proceed GT (podem ler aqui) por contar com as jantes opcionais de 18’’. Como é que se distingue?

A GT tem frisos em vermelho, assim como as pinças de travão, bem como os escapes serem “verdadeiros”.

Interior:

Ao contrário do exterior, o interior da Kia Proceed GT Line não vai conquistar corações num primeiro olhar, nem deixar os fanáticos por tecnologia “aos pulos”, mas é com a convivência alargada com este modelo que começamos a gostar cada vez mais do seu habitáculo. Bem construído, confortável e muito ergonómico, destaca-se pelo largo equipamento, pelos bancos com elevado apoio e pelo volante, exclusivos desta versão. O espaço a bordo é melhor do que o hatchback, mas pior que a SW, ainda assim acaba por entrar na categoria de familiar sem qualquer problema. Sentados ao volante, e se olharmos pelo espelho retrovisor, descobrimos uma desvantagem do Proceed, a visibilidade. Não é má em “comprimento”, já que conseguimos ver bem para trás, agora em “altura” é que não há nada a fazer. A bagageira é uma agradável surpresa, ao apresentar 597L de capacidade.

Ao volante:

Este motor 1.6 CRDi é a única escolha para quem quer mesmo uma Proceed “a gasóleo”, com apenas um nível de potência, 136cv, que se mostra bastante capaz, nunca se tendo mostrado ‘curto’ para os 4,60m, dos “mil e seiscentos” do mercado, é dos mais potentes. O seu binário de 280Nm também ajuda, assim como a transmissão DCT de 7 velocidades, que torna a condução mais confortável, sem perder o dinamismo.

Esta transmissão, de dupla embraiagem, conta com um bom escalonamento, é rápida e decide bem o momento de cada passagem, com a hipótese de o condutor poder escolher a seleção apropriada através das patilhas montadas atrás do volante. O modo sport mostra bem toda a potência desta “Shooting Brake a diesel”.

O seu comportamento (e saindo de um Sportage) é bastante positivo, mostrando muito pouco rolar de carroçaria e uma grande segurança nas reações. As jantes de maiores dimensões fazem-se notar um pouco em piso mais degradado, ajudando numa condução mais aguerrida quando necessário. A direção mostra mais uma vez a evolução que a marca tem feito neste capítulo, sendo rápida e contando com um bom peso.

Economia:

Ora bem, aqui é aquele caso do investimento extra pelo motor diesel, para depois poupar no posto de combustível. Bem, relativamente ao gasolina de 140cv, e também equipado com transmissão DCT de 7 velocidades, este motor CRDi de 136cv, pede 2.950€ a mais para o levar para casa. Em troca, os consumos acabam por ser cerca de 1L a 1,5L mais baixos a cada cem quilómetros.

Ou seja, aos custos de hoje (0,15cent/€ de diferença), o CRDi consegue valer a pena se fizer mais de 22.000km/ano, não esquecendo ainda que as manutenções serão mais dispendiosas para o diesel. Se fizer abaixo disso, ou até um pouco acima, o 1.4 T-GDi acaba por ser mais agradável, por isso convém equacionar, antes de entrar no concessionário e ir logo direito para o velho amigo diesel…

Conclusão:

A KIA Proceed prova uma vez mais estar à altura da sua concorrência. O motor diesel parece caro à primeira vista, por estar inserido numa gama que começa perto dos 25.000€. Mas, tendo em conta a potência do seu motor diesel, e o equipamento da versão GT Line, notamos que face aos seus concorrentes até consegue estar em vantagem. Quanto ao título: queremos dizer que a Kia Proceed preenche todos os campos necessários, ou usando as “inglesisses” presentes no nome: ‘thick all the boxes’…


KIA ProCeed 1.6 CRDi 136 GT Line DCT 

Especificações:
Potência – 136cv às 4000rpm
Binário – 280Nm às 1500 ~ 3000rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 10,1s
Velocidade Máxima (oficial): 200km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) – 4,2l/100km (5,5l/100km)

Preços:
Novo Kia ProCeed desde: 25.090€
Preço da Versão ensaiada: 31.340€

Preços incluem “campanha de lançamento” no valor de 5.300€.


Carrega nas fotos e vê este KIA ProCeed em detalhe:

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!