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KIA Sportage 1.6 GDi SX

KIA Sportage 1.6 GDi SX
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“Idade adulta”

O Sportage é o modelo que mais vende na gama KIA, não só cá, mas globalmente. E porque chamei de “Idade Adulta” a este ensaio? Por duas razões: primeira porque o Sportage é verdadeiramente uma proposta válida, já com “nome” no seu segmento; e segunda, porque este segmento chegou agora a um momento em que já não é uma novidade, nem para um nicho, é um essencial do mercado. Competitivo, exigente, e que não perdoa erros.

Para estar atual, o KIA Sportage recebe agora a sua renovação, ténue no que toca à estética, mas eficaz, já que não precisa de muito para continuar competitivo.

Não precisa de muito porque o desenho do Sportage é muito feliz, e isso é desta geração, já que a anterior também teve um grande sucesso, e foi dos primeiros modelos a “chamar” o cliente para a KIA, e não apenas aqueles que procuravam uma boa relação ‘Preço-Equipamento’. Sim, o Sportage ajudou a trazer aquela vertente emocional que uma marca necessita.

A dianteira é a secção que mais alterações recebeu. Os faróis ganham um novo arranjo no seu interior, enquanto o generoso para-choques é agora mais agressivo, num automóvel que já tem proporções bem robustas. Aqui é importante referir que este Sportage, que vês nas fotos, é a versão mais básica, o que torna a ‘descoberta’ destas diferenças mais difícil.

A lateral é embelezada agora por novas jantes, aqui em 16’’, enquanto na traseira o tampo da mala recebe pequenos ajustes nos farolins, assim como no para-choques com novo desenho, como que a informar que o “pincel de retoque” passou igualmente por aqui…

Passando para o interior, as diferenças são também de pormenor. Para além de novos padrões, o Sportage recebe novos comandos no volante, um computador de bordo revisto, assim como novos sistemas de segurança, que iremos explorar num próximo ensaio, na versão mais equipada. O interior destaca-se pelo seu desenho simples, mas agradável. Os materiais têm um bom toque, não sendo propriamente premium em termos de qualidade, mas que ganham pontos por possuírem uma montagem isenta de falhas, tornando as viagens sem ruídos parasitas, mesmo em pior piso.

Cá dentro, os espaços de arrumação são variados, com tudo o que temos nos bolsos a encontrar ‘casa’ durante as viagens. Para além disso, o espaço, propriamente dito, é outra das vantagens deste crossover da KIA, com o espaço atrás a ser amplo, oferecendo um bom espaço para as pernas e cabeça, assim como em largura, podendo ser usado por três adultos. Não é um exemplo no que toca à modularidade como outros concorrentes, mas, ainda assim, as costas do assento traseiro são possíveis de ser ajustadas em inclinação. A bagageira de 503L conta com uma entrada “sem degrau”, o que ajuda às cargas e descargas.

Esta unidade, do nível SX, contava com o motor menos potente da gama, o 1.6 GDi de 132cv. Não será o preferido do público, mas tem as suas vantagens. A começar pela sua suavidade de utilização e baixo ruído, vantagem óbvia dos motores a gasolina; além disso, a ausência de turbo torna-o muito mais ‘linear’.

Esse último ponto também se torna num (falso) ponto negativo, porque cada vez mais contamos com a ajuda do turbo na condução, que não está aqui para auxiliar a baixas rotações. Por isso, o Sportage 1.6 GDi pede rotações um pouco mais altas, para oferecer todo o seu desempenho.

Para toadas calmas, é um excelente companheiro de viagem, e a caixa manual de seis velocidades explora-o bem, com um suave funcionamento. Dinamicamente, o Sportage é seguro nas suas reações, e está bem afinado para um automóvel deste tipo. A sua suspensão tem bom ajuste, com o conforto a ser ainda ajudado pelas jantes de dimensão mais reduzida nesta versão. A direção não é tão direta como as últimas propostas da KIA, mas não compromete a experiência de condução.

Quanto a consumos, esta unidade contava com apenas 7km quando a levantámos, e nos 500km que fizemos, o consumo médio ficou em 8,0l/100km, pouco longe dos 7,1l anunciados, que pensamos ser capaz de baixar um pouco quando sair de “rodagem”.

Para quem quer mais performance tem de, obviamente, optar pelo 1.6 T-GDi de 177cv, que conta com a ajuda do turbo. Se isso não bastar, e se os quilómetros anuais forem acima dos 30.000, o Sportage oferece ainda motores diesel, incluindo uma nova variante ‘Mild Hybrid’ que contamos provar mais adiante.

No final, o Sportage teve mudanças muito ténues, mas realmente são as suficientes. Continua a ser uma proposta segura e agradável, que oferece o que é necessário neste tipo de automóveis. Esta versão em concreto (SX) já vem bem equipada (cruise-control, AC Dual Zone, sensor de luz e chuva, sensores e câmara traseira de ajuda ao estacionamento, jantes de liga leve, Apple CarPlay/Android Auto…) e conta com um preço bastante honesto. O motor 1.6 GDi não é “lento”, mas é para um cliente específico que não tem pressa, com os seus 132cv a não serem alvo de ajuda do turbo, e assim não são entregues com a mesma voracidade. Para além do preço, também a garantia compensa, já que é a“normal” de sete anos ou 150 mil quilómetros…


KIA Sportage 1.6 GDi SX

Especificações:
Potência– 132cv às 6300rpm
Binário – 160Nm às 4850rpm
Aceleração do  0-100 (oficial): 11,5s
Velocidade Máxima (oficial): 182km/h
Consumo anunciado – 7,1l/100km
Consumo medido – 8,0l/100km

Preços (s/campanha):
Gama Sportage desde: 31.060€
Preço da unidade ensaiada: 31.550€
Preço de campanha para a unidade ensaiada: 23.810€


Carrega nas fotos para veres melhor este KIA Sportage:

 

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!