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Hyundai Ioniq PHEV

Hyundai Ioniq PHEV
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“Mais um passo em frente”

A Hyundai é uma das marcas no panorama internacional que mais impressiona. Os seus modelos são completos, com um estilo cada vez mais europeu, e com motores e equipamentos bem ao gosto do povo do velho continente. Mas na gama da marca Coreana, há um modelo que merece todo o destaque por ser uma visão do que será o futuro automóvel, um esforço que poderá vir a ser bastante recompensador para a marca. Falamos do Ioniq, o único automóvel ecológico, disponível em três variantes: Hybrid, Plug-In e o Electric.

Desta feita, e depois de ensaiar a variante Hybrid (ler aqui), chegou a vez de ensaiar o Plug-In, ou como lhe chamei: “a escolha intermédia”. Não pelo preço, que é o mesmo do Electric, mas sim por estar a meio caminho entre uma locomoção 100% elétrica e o conforto de um automóvel movido a combustível fóssil.

Mas este ensaio vai ter uma missão, a de entender o verdadeiro “elefante na sala” – o preço – de forma a saber o que leva um consumidor a pagar cerca de 8 mil euros a mais por este Plug-In em relação ao já muito bom Hybrid. Para isso, vamos começar.

Esteticamente, todos os Ioniq são diferentes uns dos outros, entre este e o Hybrid isso é mais complicado de entender, mas ainda assim é visível. Na sua dianteira, contamos com um grupo ótico ligeiramente diferente no seu interior, onde podemos ver vários elementos de tecnologia LED, bem como na sua silhueta, as mais ecológicas jantes de 16’’ de cor branca. A traseira é igual em ambas as variantes, contando com um óculo traseiro bi-partido com a já habitual “asa” usada neste tipo de modelos, mas que neste caso não rouba visibilidade.

O interior é uma cópia da versão Hybrid. Agradável e com uma boa montagem, bem como uma grande profusão de matérias de toque suave, o Ioniq apresenta bastante equipamento, como é habitual na marca. Navegação, bem como todos os mais recentes aplicativos multimédia, estão presentes no ecrã central táctil, que “guarda” também informações importantes de energia, onde tudo pode ser analisado ao pormenor.

Bem sentados, conseguimos também visualizar o painel de instrumentos, com duas “caras”, dependendo do modo que selecionarmos, normal ou Sport, bastando para isso um toque na alavanca da caixa de velocidades, que é, no Ioniq, uma das suas maiores vantagens.

O resto do interior é bastante espaçoso, com destaque para os três lugares traseiros com saída de ventilação própria e bancos aquecidos. Sim, também para os de trás, já que os da frente são ainda ventilados.

Ao volante, o Hyundai Ioniq prova que os elétricos Plug-In não têm que ser enfadonhos, e para isso, conta com uma transmissão mais convencional (dupla-embraiagem de 6 velocidades), evitando o “gritar” excessivo e típico das transmissões CVT. Depois existe ainda o conforto da condução, com uma direção com um bom peso e até direta, notando-se, no entanto, algum rolamento de carroçaria, maior face ao Hybrid, muito graças ao pequeno aumento de peso, mas também dos pneumáticos com uma “maior parede”.

Para este Plug-In, a Hyundai aumenta a bateria face ao Hybrid (1,56kWh) para uns mais respeitáveis 8,9kWh, que lhe dão a possibilidade de conseguir uma autonomia de cerca de 30km, valor que pode variar consoante a velocidade e as elevações do terreno. Em suma, este valor é facilmente cumprido, principalmente em cidade, com uma boa regeneração das baterias. No meu caso, eu só carregava este Ioniq uma vez por dia, à noite.

O caminho para o meu emprego é de 80km no total. No percurso em cidade, usava o modo EV, bastante silencioso, e em Auto-Estrada, o modo normal, ou seja, HEV, que usa o motor de combustão 1.6 GDi de 109cv. As médias, com um andamento normal ficaram nos 3,7L a cada cem quilómetros…

Mesmo com esse bom valor, não justifica o porquê da escolha do Plug-In por mais 8000€ face ao Hybrid, porque para conseguir abater toda essa diferença é necessário percorrer muitos quilómetros. Esta versão só é rentável de duas maneiras: a primeira, e obrigatória para que valha a pena, é se fizer poucos quilómetros por dia, de forma a usar o mínimo possível o motor de combustão, e a conseguir facilmente uma maior poupança na média de combustível.

A outra, e mais aliciante, é se possuir ou puder colocar o carro em nome de empresa. Isto porque os automóveis Plug-In podem ter uma dedução de 100% no IVA, o que pode baixar o preço de um Ioniq, igual a este das fotos e cheio de equipamento, para valores em torno dos 31.000€, reduzindo a diferença face ao Hybrid…

De qualquer forma, paga sempre menos IUC e ISV.

Por isso, se para si a pegada ambiental preocupa-o a cada dia que passa, o Ioniq Plug-In pode fazê-lo dormir melhor durante a noite. A sua capacidade em torno das três dezenas de quilómetros faz a diferença no consumo final, ao mesmo tempo que a dinâmica do modelo está em bom plano, contando igualmente com um equipamento é muitíssimo vasto. Mais uma coisa importante: tal como o resto da gama, o Ioniq também oferece cinco anos de garantia sem limite de quilómetros, com a bateria a contar com 8 anos ou 200.000km…

Hyundai IONIQ Plug-In

Especificações:

Potência combinada– 141cv às 5700rpm
Binário combinado – 265Nm às 4000rpm
Aceleração do  0-100 (oficial): 11,1s
Velocidade Máxima (oficial): 185km/h
Consumo Combinado Anunciado – 1,1L/100km
Consumo Combinado Medido – 3,4L/100km

Preço:
Gama Hyundai IONIQ desde: 33.056€

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!