Início Ensaios Honda Civic 1.6 i-DTEC Executive

Honda Civic 1.6 i-DTEC Executive

Honda Civic 1.6 i-DTEC Executive
0
0

“Aumentar o volume”

A Honda recebe um importante reforço na sua gama, com a inclusão do motor diesel no Civic. Para isso, utiliza o 1.6 i-DTEC de 120cv, que recebeu algumas revisões para esta décima geração do modelo mais vendido da marca nipónica. Vamos conhecê-lo em detalhe.

Obviamente, a primeira característica que se destaca no Honda Civic é mesmo o seu aspeto exterior, bastante radical como tem sido nas últimas reiterações deste modelo, com uma dianteira bem mais dinâmica e longa e uma traseira de linhas mais complexas e desportivas. É o típico caso de: ou se gosta, ou se odeia.

Mas posso dizer-vos que, no meu caso, com o passar do tempo, comecei a digerir bem melhor esta estética, já que o Honda Civic é um automóvel que se faz gostar de “dentro para fora”.

Posto isto, e sem mais demoras, vamos passar para o interior.

Com um desenho bem mais sóbrio que o exterior, denota-se um aumento de qualidade de construção, graças ao emprego de melhores materiais. A posição de condução também foi aperfeiçoada face à geração anterior, e é agora mais baixa e com as pernas a irem mais esticadas. O que é correto, para uma experiência de condução mais imersiva. Mas, sendo um Civic, não perdeu a sua capacidade tecnológica, com os grafismos a serem apresentados de forma digital e de fácil leitura. No centro do tablier, o sistema Honda Connect é muito completo, ainda que não seja dos mais fáceis de navegar, com os comandos da climatização a estarem presentes em botões “físicos” de forma a facilitar o ajuste. Ainda na parte tecnológica, destaque para o carregador de indução, que aumenta o conforto, tal como os bancos aquecidos, à frente e atrás.

Ainda no capítulo da tecnologia, a segurança não foi esquecida, já que o Honda Civic conta com a tecnologia ADAS nesta versão Executive Premium, ou seja, sistema de travagem automática, sistema de manutenção na faixa de rodagem, cruise-control adaptativo, reconhecimento de sinais de trânsito, bem como assistente de ângulo morto e avisador de trânsito cruzado. Portanto, praticamente não existem lacunas no que toca ao equipamento.

O espaço a bordo continua igualmente em bom plano, com um espaço suficiente para cinco passageiros, bem como respetivas bagagens, graças à mala com uma capacidade de 478L.

Mas passamos para a condução, que essa é verdadeiramente a grande novidade aqui.
Para quem gosta realmente de conduzir, muitas vezes o motor diesel é um “handicap”, mas a Honda conseguiu criar um propulsor muito equilibrado, que perde muitas das “manias” deste tipo de motor. Ou seja, acaba por ser muito linear, com uma entrega de potência suave, mas eficaz. Os seus 120cv encontram a prestação máxima às 4000rpm, até lá, o binário de 320Nm ajuda a conseguir bons andamentos. A orquestrar tudo isto está uma caixa de seis velocidades manual (a única disponível) muito bem oleada, com bom tato e bem escalonada, conseguindo um bom balanço entre as performances e os consumos, que este Civic promete que sejam bastante baixos.

Para isso, no centro da consola, perto do botão que nos permite escolher a dureza dos amortecedores variaríeis, existe o botão ECON, no qual os consumos são facilmente mantidos abaixo dos cinco litros a cada cem quilómetros. No nosso ensaio, ficou em 5,1l/100km, mas podemos dizer que a razão para isso foi termos aproveitado uma das melhores coisas que o Civic tem para nos oferecer: a sua condução.

Se na geração anterior o Civic já era agradável de conduzir, mas não era a referência, agora, nesta nova geração, mais larga e baixa, com uma alteração nas ligações ao solo, contando com uma mais evoluída arquitetura de suspensão multibraços atrás, o Honda Civic passa a ser, muito possivelmente, a referência no que toca ao comportamento dinâmico.

À sensação de “bem agarrado à estrada” junta-se uma traseira que roda bem com a frente, sem nunca perder tração, e uma direção direta, rápida e com um bom feedback. Portanto, se gosta de conduzir, o Civic é uma boa escolha.

Por outro lado, continua a ser uma escolha racional, já que o conforto está num bom nível, assim como um bom espaço interior e um equipamento infindável. Agora, nesta versão diesel, fica mais competitivo e apetecível para a clientela para quem um gasolina ainda não é opção. Este 1.6 i-DTEC é muito poupado e agradável de explorar, continuando a ser um dos melhores do seu género. O seu aspeto pode afastar algumas pessoas, mas garantimos que é difícil não gostar da condução.

Honda Civic 1.6 i-DTEC Executive Premium Pack 

Especificações:
Potência – 120cv às 4000rpm
Binário – 300Nm às 2000rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 10,2s
Velocidade Máxima (oficial): 201km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) – 3,5l/100km (5,1l/100km)

Preços:
Honda Civic diesel desde: 27.300€
Preço da versão ensaiada: 33.230€

Carrega nas fotos e vê este Honda Civic Diesel em detalhe:

Honda Civic 1.6 i-DTEC
17.1 Pontos
O que gostámos mais:
- Consumos - Dinâmica - Bagageira
O que gostámos menos:
- Sistema Multimédia "confuso" - Estética que não é para todos os gostos
Resumindo e concluíndo:
O Honda Civic é um automóvel que se gosta ou se odeia, mas com o passar do tempo começa a ser cada vez mais lógico. Com o novo motor diesel assume um maior protagonismo e torna-se em uma das propostas mais aliciantes do mercado.
Motorização17.5
Perfomances15.5
Comportamento18
Consumos18.5
Interior16.5
Habitabilidade16.5
Materiais/Qualidade de construção17
Equipamento de Série18.5
Value for Money16

“A pontuação acima é totalmente da nossa opinião. Esta, tem a ver com o modelo e versão ensaiadas, tendo em conta o segmento onde a mesma se insere.”

Legenda da pontuação:
0-5: Mau;
6-10: Satisfaz Pouco;
11-15: Razoável;
16-17: Bom;
18-19: Muito Bom;
20: Excelente;

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!