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Ford Focus 1.5 EcoBlue ST Line

Ford Focus 1.5 EcoBlue ST Line
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“A importância do C”

Sabem que para as marcas ‘vencerem’ no mercado Europeu, a gama tem de ser bem composta e estar atual. Neste mercado, os segmentos que mais importam são o B e o C. E nestes dois a Ford está bem representada com o Fiesta e com o Focus, respetivamente. A verdade é que ainda não conhecíamos esta nova geração do modelo da marca, que foi lançado originalmente no ano 2000, e que foi um verdadeiro “corte” com o seu antecessor, o Escort.

Chegado à sua 4ª geração, conta com qualidades reforçadas, querendo voltar a ser uma das alternativas mais completas do mercado. Para se ter uma noção, sempre foi, já que ao longo destes (quase) 19 anos de história, o Focus vendeu mais de 16 milhões de unidades, com 7 milhões a virem diretamente para o Velho Continente.

Vamos conhecer então este novo modelo, na versão (por enquanto) mais desportiva, a ST Line, e com a motorização que deverá ser a mais vendida no nosso país, o 1.5 EcoBlue de 120cv e caixa manual.

“Exterior dinâmico, e melhor ao vivo”

Vou ser desde já muito claro: este novo Ford Focus resulta muito melhor ao vivo. Não que fique mal nas fotos, mas é ao pé dele que conseguimos vislumbrar da melhor maneira as suas linhas e proporções mais robustas e dinâmicas, principalmente, nesta versão mais desportiva ST Line.  Na fita métrica, o Focus cresceu apenas 18mm no seu comprimento total, mas o crescimento maior aconteceu na distância entre eixos, mais 53mm face à geração anterior, projetando as rodas para mais perto dos “cantos” e garantindo um melhor espaço interior.

O pilar A está mais recuado, o que é responsável por uma frente mais longa e baixa. A dianteira conta com uns faróis de dimensão generosa. A grelha dianteira difere das outras variantes, e é a imagem de marca, num para-choques com umas entradas de ar de maiores dimensões e de recorte mais agressivo.

Na lateral, os vincos são mais acentuados que anteriormente, o que também ajuda a essa ilusão de desportividade; os flancos estão mais expressivos, com as cavas das rodas a estarem bem preenchidas com a jantes opcionais de 18’’, com maxilas pintadas de vermelho. Sim, é “desportivo”.

A traseira é, para mim, a área mais bem conseguida deste Focus, seja graças aos seus farolins mais alargados, que deixam de ser verticais pelo spoiler generoso muito bem integrado no portão da bagageira, ou mesmo pelo para-choques que incorpora a dupla saída de escape.

Quem o visse, dizia que este era mesmo um ST, e não um automóvel familiar a diesel.

 

“Interior mais moderno e fácil de usar”

Na anterior geração, o interior não era mau. Apenas era um pouco confuso, demasiado botão, demasiada função. A ergonomia também não era das melhores, e isso foi melhorado no restyling, mas “quando se nasce torto…”

Portanto, a Ford ouviu as ‘reclamações’ e criou um interior muito mais agradável para este Ford Focus. O tablier assume umas linhas mais retilíneas, sendo protagonizado pelo ecrã tátil central de 8’’, e que integra o completo sistema SYNC 3, com tudo o que podemos esperar de um sistema de infotenimento, sendo rápido e fácil de utilizar.

O posto de condução conta com uma posição fácil de encontrar, seja pelos múltiplos ajustes, ou pelos bancos que garantem um bom apoio sem serem desconfortáveis. Longe disso…

Tal como no exterior, o interior pode assumir diversas personalidades, dependendo da versão escolhida: Active – Mais aventureiro; Vignale – O luxo acessível; Titanium – Balanço Familiar; ou ST Line – com “Pinta de desportivo”.

Por isso, este ST Line contava com muitas costuras vermelhas ao longo do habitáculo, bem como imitação de fibra de carbono nos frisos, que até não lhe fica nada mal. Os materiais são melhores que a geração passada, e os ruídos parasitas não se fizeram sentir, num interior que aparenta ser bastante sólido.

Atrás é onde se notou mais o aumento da distância entre eixos, com o Focus a estar entre os mais espaçosos da sua classe. O espaço para as pernas está acima da média, com a largura a permitir que, com algum jeito, consigam viajar três adultos no banco de trás. A bagageira também aumentou a sua volumetria, passando agora a conseguir receber 375L.

Quanto a equipamento, destacamos o Pack Driver Plus, que engloba o sistema de reconhecimento de sinais de trânsito, faróis com máximos automáticos, sistema de deteção de obstáculos e controlo automático de velocidade adaptativo (que com transmissão automática inclui o sistema Stop&Go), e ainda o sistema de som Bang & Olufsen de 675W e o Pack estilo Plus ST-Line, responsável pelas Jantes de Liga Leve 18”, vidros escurecidos, faróis LED adaptativos e anti encandeamento.

 

“Dinamismo que não olha a meios”

Até há algum tempo, ter um comportamento dinâmico aguerrido era sinónimo de: “Vais deixar as compras todas partidas e as costas dos teus passageiros vão ficar “num oito”, e ainda para mais não paras de ir à bomba.”

Pois, hoje isso mudou. Este Focus ST Line, como disse acima, equipava um motor diesel de 120cv, honesto nas suas prestações (já falarei nos consumos) com a caixa manual de seis velocidades de bom tato a gerir tudo muito bem. Agora, a dinâmica, deixou-me sem palavras.

Estou a falar a sério quando vos digo que em curva, este novo Focus pode mesmo acompanhar um Hot-Hatch, e isso é muito devido à nova plataforma C2 (entenderam agora o título? Segmento C e C2, daí a importância da letra C!).

A aderência é tremenda e sem exibir adornamento da carroçaria, com o Focus a poder ser provocado mais do que o normal para um automóvel deste género, sem nunca se mostrar nos limites. O controlo de estabilidade, desenvolvido pela marca, é muito pouco intrusivo e para além de se mostrar na entrega de potência, este sistema também funciona como controlo de vectorização de binário, bem como uma compensação da força de direção, para não haver “torque steer”. Ao mesmo tempo, em condições normais, consegue ser um bom companheiro de viagem, embora em maus pisos não seja das propostas mais confortáveis, mas pelo comportamento até desculpamos isso.

A direção é também uma das responsáveis, por estar bem calibrada e transmitir um bom feedback ao condutor.

 

“Valor justo, continua a estar presente.”

O bom do Ford Focus é que se leva um automóvel que não falha em nada, e muito bem equipado, por um bom preço. Quanto aos consumos, o motor 1.5 EcoBlue não cumpre com o prometido, que também é muito otimista ao anunciar 3,7l/100km. Conseguimos, num percurso misto ao longo de 500km, uma média de 5,4l/100km.

O preço, é uma surpresa. Esta unidade, já muito bem equipada, pede-nos em troca 28.777€, mas se preferir ter um Focus ST Line com esta motorização, saiba que ele está disponível por cerca de 24.000€, graças à campanha em vigor até final de Março, que oferece ao cliente um desconto de 3.500€, oferecendo ainda 800€ em opcionais à escolha.

Se tiver retoma, a valorização de 1.000€ também está em campanha.

Portanto, podemos ser desportivos, fazer uma boa compra e ter espaço para todos!


Ford Focus 1.5 EcoBlue ST Line 

Especificações:
Potência – 120cv às 3600rpm
Binário – 300Nm às 1750~2250rpm
Aceleração dos 0-100 (oficial): 10,0s
Velocidade Máxima (oficial): 196km/h
Consumo Combinado Anunciado (Medido) – 3,6l/100km (5,4l/100km)

Preços:
Ford Focus desde: 21.573€
Preço da unidade ensaiada: 28.777 €


Carrega nas fotos e vê este Ford Focus em detalhe:

Rodrigo Hernandez Fundador e Director Editorial, criou o MotorO2 em 2012 devido a uma tremenda vontade de escrever acerca da sua grande paixão: os automóveis! Paixão essa que existe mesmo antes de falar, já que a sua primeira palavra foi a de uma conhecida marca de automóveis. Sim, a sério!